Maravilhada com a presença do pai, Janina corre ao seu encontro dizendo:
- Pai!... Como estou feliz em saber que o senhor está vivo! Eu só não o abraço porquê posso fura-lo com o arrame farpado ou queima-lo com meu olhar ardente.
Seu Carlos sorri timidamente e comenta:
- Minha filha... Eu também estou muito feliz em vê-la! Só esse sua forma!... Me dá um receio!... E medo.
- Não se preocupe, é para o meu bem! E claro.... Agora para o seu!
Dando saltinhos de felicidade a garota é pura alegria, enquanto Carlos apenas continua a sorrir bem tímido.
- Então pai?! Como o senhor veio parar aqui?
- Bem filha... Após aquela catástrofe eu fiquei a caminhar e por fim... cheguei aqui. Mas isso é pura bobagem!
- Que bobagem nada pai! Quanto mais informações a gente trocar a respeito do que está havendo, melhor será!
Com um olhar perdido, Carlos muda o assunto e começa a questionar muito a filha sobre seu cinto. Intrigada Janina pergunta:
- Pai?! Por que o senhor só fala agora sobre o meu cinto? Parece que ele é mais importante do que eu?
- Não filha... Claro que não! Eu só quero saber quem deu esse cinto a você!
- Mas... Para que?
- Bem... Vamos até um lugar muito especial onde você encontra-rá muita gente que lhe ama.
Janina começa a ficar preocupada com o pai ao perceber que ele não fala de forma coerente. Mesmo assim, ela resolve acompanha-lo até essa tal lugar.
Durante o trajeto, seu Carlos continua a questiona-lá sobre o cinto, só que a garota é firme em não relevar quem lhe deu. De repente Janina avista uma menina, sentada em um banco próximo a uma farmácia tão jovem quanto ela e ouvindo um headfone, também aparentando está dormindo. Sem delongas, ela corre na direção dessa pessoa enquanto seu pai grita para ela não ir. Janina então para; e ele diz:
-Por favor filha... Não a acorde! muito menos retire o headfone!
- "Horas" pai!... Por favor!? Pare de reclamar e vamos ajudar a menina!
- Filha, ela está bem!
- Como o senhor sabe? A conhece por acaso?
- Não... Só que perceba! Ela parece tranquila igual as crianças do ônibus!
Com uma intuição ruim, a jovem põe a mão na cabeça e frange as sobrancelhas dizendo a seu Carlos:
- Espera um pouca ai!... Como o senhor sabe a respeito das crianças no ônibus? Por acaso você já havia entrando no coletivo antes de mim?
- Vamos filha! O local especial de onde falo já está próximo; a menos de três quadras. Seu amigos e sua mãe esperam por você!
Ao ouvir aqueles palavras vinda do pai, Janina começa a tremer de medo, mesmo assim ela respira fundo, sorri e diz:
- Minhã mãe está nesse luga mesmo?
- Sim minha menina.
- E a minha irmã também está lá?
- Claro!!!
- Nossa pai... Como o senhor me deixou feliz ao me dizer isso!
Janina então aumenta as chamas do seus olhos de forma intensa e concentrada, onde em seguida dispara um raio fulminando em seu Carlos, que desintegra de forma instantânea. A garota coloca as mãos nas orelharas e diz bem alto:
- Meu Deus!!! Se não foce a minha determinação em colocar essa historia a limpo... Aquele homem ou criatura, seja o que for, teria me enganado direitinho.
A jovem retira as mãos das orelhas e agora as coloca na cintura. Pensativa reflete:
- Irmã!... Sou filha unica! E as ações dessa criatura se passando pelo meu pai!? Foram ridículas! E a insistência dele em saber quem me deu o cinto!? Ainda inventou que minha mãe estaria a minha espera em um tal lugar. Isso já mais seria possível... Se eu mesma, a vi sendo desintegrada pela maldita luz da morte.
Janina volta a olhar na direção da moça com headfone e corre até ela. Ao se aproximar, a chacoalha pelos ombros e nada dela acordar. Janina resolve retira o aparelho sonoro dos ouvidos da garota onde uma música italiana romântica começa a soar.
- Nossa! Será que essa cidade era italiana?- Comenta a jovem rindo
A moça então desperta; revelando um olhar totalmente negro e assustador. Depois, a mesma abre a boca rasgando suas laterias onde toda sua arcada dentaria fica exposta, em seguida avança violentamente contra Janina que a empurra e com um olhar fulminante de fogo rosado, extermina a menina do headfone.
Assusta e respirando fundo quanto forte, a jovem caminha lentamente para trás, depois se vira e corre até sua moto ligando o motor para se conduzir até o local onde o falso Carlos havia dito que sua mãe e amigos a aguardava.Em menos de meio segunda ela chega ao destino onde avista um tipo de praça bem grande; no centro há um pequeno elevado cheio de pessoas com olhos negros e boca rasgada além de estarem babando muito.
Mas o que impressiona a garota são que aquelas aberrações parecem com seus conhecidos, amigos e parentes. Havendo diversos clones de cada.
Os tais clones, bem deformados, começam a surgirem de vários locais sem parar. Com isso, esses tipos de zumbis já somam duas centenas no local.Dois minutos se passam, onde nesse tempo Janina só ficará a observar aquelas criaturas além de está posicionada na forma de ataque e defesa com seus arames farpados.
Os zumbis então a avista e começam a gritar e correr na direção da garota que; aumenta as chamas dos seus olhos falando bem muito com todas as forças:
- Venham malditos! Pensam que iram me comover em não exterminá-los assumindo a forma de pessoas ligadas diretamente a mim? Nunca!!! Vou acabar com todos sem dó nem piedade.
A guerreira das chamas rosas, corre de encontro aos zumbis gritando furiosamente bem faminta por uma vitória a qualquer custo.
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O Caso JaDi
General FictionApós um acidente terrível, Janina desperta em seu quarto e sua vida passa a ser um complexo enigma! O que será realidade? Suas memórias são apenas fantasias? Em quem confiar? No que confiar? Muitas perguntas e respostas que vão deixar nossa salvador...