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{Uma semana depois}

Pov Maraisa

Depois de alguns meses a médica aprovou que eu voltasse a correr, mesmo que devagar, só para eu fazer algum esporte, mas a minha noiva, não deixou e como eu acredito na medicina mas tenho medo da minha mulher, eu decidi obedecer Marília, então apenas ando em velocidade elevada na esteira, ainda sem correr, só para gastar a minha energia.

A música para e eu vejo novamente um número desconhecido me ligando, eu apenas abaixo um pouco a velocidade da esteira e bloqueio esse número, mas assim que eu levanto a minha cabeça, eu vejo a minha noiva entrando na academia, apenas de camisola e com um bico no rosto.

- Eu não gosto de te ver aí - Marília resmunga entrando na academia - Eu sinto meu corpo voltando para aquele dia no hospital.

- Eu só... estava andando um pouco - Falo desligando a esteira - Desculpa.

Me aproximo da minha noiva e passo meus braços pela sua cintura, selando nossos lábios, mas Marília não fica satisfeita com esse contato e segura meu rosto, passando sua língua para dentro da minha boca, suspirando baixinho com esse contato.

- Não faz assim, Mendonça - Resmungo na sua boca.

- Eu faço o que eu quiser, Maraisa.

Eu seguro a cintura da minha mulher e ando até a parede, precionando a loira contra a parede, intensificando o beijo, sentindo as nossas línguas duelando enquanto Marília arranha meu pescoço. Minha mão coça para tirar sua camisola e ter ela aqui, mas a parte mais difícil não está sendo cuidar do Léo, a parte mais difícil está sendo o puerpério.

- Eu não consigo me acostumar com essa ideia - Falo na sua boca - Eu odeio muito, muito mesmo.

- Eu estou de resguardo - Marília fala com os olhos focados nos meus lábios inchados pelo beijo - Não você.

- Mas é difícil de todas as formas.

Marília deixa um beijo na minha boca e desce seus beijos para o meu pescoço, marcando a minha pele branca com a boca, arrancando meus suspiros, até que nosso pequeno começa a chorar no andar de cima.

- Ele está com cólica - Ela fala baixinho.

- Eu vou buscar ele - Falo nós separando - E se você quiser eu faço nosso café da manh-

- Eu faço, amor - Marília me interrompe rapidamente e eu vejo seu medo de me ver cozinhar.

- Eu vou aprender - Começo a rir e vou para a escada - E você vai dizer um dia que eu sou a melhor cozinheira do mundo.

Vejo a minha noiva revirando os olhos e eu saio correndo para o último andar, ver o Léo. Assim que eu entro no seu quarto, me aproximo do berço e pego ele nós meus braços, vendo seu pijaminha de bichinhos.

- Oi, meu amor - Sussuro beijando a sua cabeça - Mamãe disse que você está com cólica.

Léo soluça baixinho e começa a resmungar de dor, ainda com a chupeta na boca. Desço com ele nos meus braços e vejo Marília na cozinha, preparando algo para nós duas. Quando vou me sentar para comer, alguém toca a campainha e eu arrumo Léo nos meus braços para ir atender.

- Oi, Bruno - Falo confusa com meu amigo na porta - Eu espero que você saiba que hoje é sábado, minha folga e são nove da manhã.

- A polícia mandou a imagem dos delinquentes que tentaram colocar fogo na ONG - Meu amigo sorri de lado e me entrega um envelope.

Mesmo com dificuldade pelo meu filho nos meus braços, eu pego o envelope, mesmo já sabendo quem foi o responsável pela tentativa de incêndio. Mas assim que eu abro o envelope e vejo as fotos, vejo que foi apenas alguns adolescentes, não foi meu pai. Fico olhando as fotos, sem acreditar que não foi ele, até porque eu tinha tanta certeza.

Business Woman (Malila) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora