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Pov Marília

- Bom dia, mamãe...

- Bom dia, filha - Minha mãe me recebe na cozinha sorridente - Acordou cedo hoje.

- É... a Maraisa saiu? - Pergunto tentando disfarçar a preocupação da minha voz - Ela não estava na cama quando eu acordei.

- Ela saiu faz alguns minutos...

- Ah...

- Vocês voltaram, Marília? - Ela pergunta curiosa - Estão juntas de novo?

- Não... ela só está aqui para... cuidar de mim.

Minha mãe me olha desconfiada, como se soubesse que eu estou escondendo algo, mas eu não respondo, até porque não estou mentindo que ela só veio para cuidar de mim, eu apenas omiti a parte que eu estou levando uma criança que é filho da morena, apenas um pequeno gigantesco detalhe.

Quando vou preparar algo para mim comer, meu celular começa a tocar e por ser Gustavo, tão cedo assim, já imagino que seja de trabalho.

- Bom dia, flor do dia - Meu amigo fala pela chamada - Eu não sei se você sabe, mas a empresa Mendonça, se chama empresa Mendonça, justamente porque a dona é uma tal de Marília Mendonça.

- O que você quer?

- Eu te liguei ontem o dia inteiro - Ele fala bravo - Você precisa vir assinar alguns papéis e buscar os convites para o evento de hoje a noite.

- Evento? - Pergunto confusa - Desde quando tem evento?

- O evento beneficente que tem todos os anos para as crianças órfãs, Marília - Gustavo responde já sem paciência - Eu te liguei ontem justamente para perguntar se você iria querer ir, como você não atendeu, eu coloquei que sim.

- Te odeio, não quero ir - Resmungo baixinho - Você não quer ir no meu lugar?

- Não e vem buscar seus convites - Ele manda antes de desligar.

Respiro fundo e dou a volta, subindo para o meu quarto, para ir me trocar. Tomo um banho quente e faço minha higiene matinal. Coloco um vestido preto, com algumas rosas vermelhas desenhadas, um salto e faço uma maquiagem simples, sem deixar de colocar meu óculos. Me despeço da minha mãe e saio de casa, indo direto para a minha empresa, as vezes olhando para o meu celular, na esperança que Maraisa tenha me mandado algo, mas não vejo nada. Ela deve estar trabalhando, penso sozinha.

Assim que eu chego na empresa, subo para a minha sala e vejo a quantidade enorme de papeis na minha mesa.

- Deveria ser crime colocar grávida para trabalhar - Resmungo irritada e vou para a minha mesa.

Separo por ordens os papéis, já que vou ter que ler um por um, assinar e mandar de volta para o Gustavo. Começo a preencher os contratos até que meu amigo entra na minha sala.

- Tem algo de diferente em você - Ele fala sentando na minha frente - Não sei dizer o quê.

- Sua chatice me envelhece.

- Que bom que está de bom humor, eu trouxe os convites.

- Eu só quero um - Dou de ombros - Você não quer ir comigo, então eu vou sozinha.

Quando ele abre a boca para responder, alguém abre a porta rapidamente, me assustando. Maraisa entra na minha sala totalmente afobada, ela está com roupa de academia, as bochechas vermelhas, o fone de ouvido pendurado pelo seu pescoço e o cabelo em rabo de cavalo. Ela está com uma mochila em mãos, o que me deixa curiosa.

- Oi, Mar-

- Eu trouxe seu remédio - Ela fala ofegante - Você não tomou café e eu trouxe também, já que não pode tomar com o estômago vazio.

Business Woman (Malila) Histórias para pegar e não largar. Descubra agora