Os olhos dela não ficavam violetas, será que isso significava alguma coisa? Ou ficavam vermelho como agora, ou azuis. Uma lágrima caiu dos olhos dela no rosto dele, ele sorriu, ela não. É claro, não era totalmente ela.
Violet cravou as garras no peitoral dele, ele estava deitado de costas, ela sentada sobre ele, o controle era dela. As sensações eram fortes, seu corpo se consumia em chamas com os movimentos dela, Augustus apenas seguia as ordens. Ele estava no controle de sua alma, ela não. Ele lhe apertou as nádegas, ela rebolava sobre ele devagar, era delicioso, mas ele queria mais, ele queria gozar, queria se sentir mais unido a ela do simplesmente estar penetrando-a, mas ela contraiu as garras, a dor o fez apenas alisar os globos firmes e generosos que formavam a bunda dela.
"Gostei disso." A voz animalesca disse vibrando baixo, ronronando, Augustus tentou mais uma vez aumentar os movimentos, era a tortura mais gostosa de sua vida, mas ele queria o gozo, ele faria tudo por explodir dentro dela.
Ele apertou um seio, ela colocou sua mão sobre a dele aumentando a pressão, rebolando mais rápido e jogou a cabeça para trás. Augustus beliscou o mamilo, ela rosnou, ele continuou, Violet agora subia e descia sua buceta sobre o pênis dele e por um segundo, Augustus sentiu a racionalidade falhar, mas ele aguentou firme. Ela o apertou com seus músculos internos, o subir e descer ficou ainda melhor e ela rugiu.
Augustus tomou o controle apertando a bunda dela e a subiu e desceu sobre seu pênis do jeito que queria, mais rápido e mais forte, ela balançou como uma boneca articulada nas mãos dele, rugindo, gozando, ele se esticou todo quando o gozo veio e uivou.
Ondas e mais ondas de prazer lhe percorrendo o corpo, vindo de seu centro, lhe tomando a sanidade, lhe preenchendo a alma. E ele desfrutou de cada um dos poucos segundos como se cada um deles tivesse a duração de uma vida. Ela caiu sobre o peito dele, os cabelos de fogo lhe cobriram o rosto, Augustus poderia morrer ali, agora. Ele lhe alisou as costas de leve, ela lhe lambeu o pescoço. Augustus lhe levantou o rosto e a beijou, ele tentou ser delicado, ela lhe mordeu os lábios, ele teve de sorrir.
"Violet..." Ele disse, ela rosnou.
"Letty!" Ele a beijou, se deliciando com os lábios dela, um calor lhe enchia o peito, finalmente ele tinha encontrado alguém que o completava. Ela voltou a lhe morder os lábios, o queixo com força. Se quisesse delicadeza teria de esperar ela ter controle sobre sua parte animal. Teria de ensiná...
Uma batidinha na janela a fez se levantar de um salto, o inchaço já tinha diminuído, ela foi até a janela, abriu e rugiu.
"Fiquem longe!" Ela gritou e aquilo o excitou, tudo nele se agitou, Augustus teve de travar o maxilar com a força mental que teve de fazer.
"É só um passarinho." Ele disse, ela se virou e sorriu, seu interior se agitou de novo com o sorriso dela, os olhos vermelhos, os cabelos de fogo.
"Café da manhã." Ela disse e pulou a janela, Augustus se levantou correndo, mas ela errou o salto, o pássaro fugiu. Ela rugiu para o passarinho, um pequeno pardal, Augustus riu e a abraçou por trás. Ela se virou e o mordeu no ombro, no pescoço, mordidas profundas, ela tinhas grandes presas. Ele fechou os olhos quando ela se ajoelhou e lhe lambeu o pênis, estavam atrás da casa, ninguém os veria ali. Ele ia sorrir quando uma brisa trazendo o cheiro de Bob a fez se levantar e correr. Augustus correu atrás, saltou sobre ela lamentando que ela bateria o rosto no chão. Ela girou o corpo num movimento incrível e muito rápido, Augustus teve de usar todo seu peso para cair sobre ela. Mal as costas dela tocaram o chão, Violet arreganhou os dentes, ele desviou o pescoço por pouco.
Bob se aproximou, foi a vez da alma de Augustus se agitar.
"Vamos matá-lo!" Violet disse, tudo nele aqueceu, Augustus precisou de toda a sua força para contê-la e se conter.
Quando ouviu os passos de Bob, a ira ainda aumentou, ele a veria nua! Que porra Bob estava pensando?
"Violet!" Ele teve de engrossar sua voz, rosnando baixo.
"Letty!" Ela rosnou de volta.
"Letty! Minha Letty!" Ele disse baixinho, ela sorriu, Augustus forçou seu domínio sobre ela.
"Durma, minha Letty." Ele disse, ela fechou os olhos, ele ainda esperou um pouco até soltá-la.
Augustus a carregou, voltou para a casa e a colocou na cama.
Ele a olhou dormindo com um suspiro, eles estavam ali a três dias, uma hora a realidade chamaria.
Bob entrou na casa, ele tinha cobrindo Violet com um lençol, mas ainda assim ele rosnou.
"Temos um problema. Um grande." Ele foi logo dizendo.
Augustus fechou os olhos com força, ampliou sua mente pelas terras deles, nada estava fora do lugar.
"Lá fora. Perto. Bem perto." Bob disse.
Augustus se concentrou na entrada escondida, as plantas de Amália estavam no máximo, mas não era uma questão de faro, a invasão era...
A dor veio, ele se ajoelhou e cravou as garras nas pedras do chão da cabana.
Ele se retirou do ambiente, sua mente doía terrivelmente e o pior é que não era um ataque, era apenas uma presença.
"Viu? Não me doeu tanto, mas eu não sou como você." Bob disse lhe estendendo um copo com água, Augustus bebeu e se sentou no chão.
"Não é um ataque. É só uma presença, algo como eu nunca senti. Não dá para afastar. Estamos vulneráveis."
Ele se levantou, olhou para Violet e foi até a porta. Se afastar dela era tão difícil!
"Talvez devesse acordá-la. Ela pode saber quem é." Bob disse, Augustus suspirou.
"Violet?" Ele disse baixinho, ela sonhava, ele lamentou acorda-la.
Ela abriu os lindos olhos azuis, sorriu parecendo meio confusa, no sonho dela eles corriam e riam.
"Augustus? Bob?" Ela ajeitou o lençol debaixo dos braços e se sentou.
"Oi, querida. Precisamos de sua ajuda." Bob disse, ela assentiu.
"Entre seu povo há alguém que possa controlar as outras mentes? Ou sentí-las?" Bob perguntou, ela piscou. Era muito complicado falar naquele assunto, difícil de explicar.
"Eu não sei direito. Como assim, controlar outras mentes? Meu irmão pode sugestionar os outros, pode fazer os outros o obedecerem. Ele tem sede de sangue, como..." Ela baixou os olhos. Augustus ainda tinha muito a explicar a ela, principalmente que o irmão dela não era como ele, Augustus, ou até mesmo como o que ela tinha se tornado.
"Como funciona?" Bob perguntou se sentando num tamborete, Augustus se sentou na cama e a abraçou. Violet lhe cheirou o pescoço, ele rosnou.
"Pela voz, eu acho, embora, meus irmãos também fazem, mas não mudam o tom de voz."
"Que irmãos?" Bob perguntou, o alarme nos olhos dele a assustou.
"Os trigêmeos. E Joe, Joe também faz embora tenha escondido de todos nós."
Bob rosnou e se levantou. Para Augustus, porém, havia algo fora do lugar.
"Quando você diz sugestionar, o que quer realmente dizer?"
"É como hipnose. Já ouviram falar de hipnose? O que eles mandarem você fazer, você faz. Esquecer algo, dizer algo, ir em algum lugar, lutar..."
Augustus ergueu as sobrancelhas.
"Os trigêmeos podem mesmo fazer isso? Os três?" Ela sorriu, um sorriso cheio de saudade, o coração dele sentiu a dor dela, Augustus lhe beijou o topo da cabeça.
"Desde filhotinhos. Eles são uns pestinhas, sempre foram." Ela disse, Bob bufou.
"Não é o que dizem deles."
"Já viu seu irmão..." Bob começou, mas não sabia o nome do tal irmão, nem Augustus, afinal, ela tinha tantos!
"Pride." Ela disse, Bob balançou a cabeça. Qual o problema do pai dela com John ou Paul?
"Pride. Já viu Pride saber o que a pessoa está pensando? Os desejos dela? Ou saber de coisas íntimas dos outros, coisas que ninguém conta?" Bob tentou. Violet olhou para a janela.
"Não. Ele não pode ler mentes, ou essas coisas. Augustus..."
"Violet, nós vamos conversar. Mas estamos sob ameaça. Algo que eu nunca senti. Algo que pode destruir esse lugar." Augustus disse, ela apertou os lábios e acenou. Ela era forte, não se abalava fácil e enfrentava as coisas de frente. O coração dele bateu mais forte como sempre batia quando pensava em como ela era única e especial.
"Ler mentes? De onde você tirou essa expressão?" Bob perguntou, ela se esticou nos braços de Augustus, focada, séria.
"Romulus e Livie. Eles podem fazer isso. Livie é muito poderosa, ela faz muitas coisas com a mente, ela pode te usar como se você fosse uma marionete, por exemplo. E Rom, bom, ele pode ver e ouvir seus pensamentos." Ela disse, Bob encarou Augustus.
Ler mentes! Como podiam pensar que seria só isso?
"O que acha?" Bob perguntou, foi a vez de Violet o encarar.
Augustus suspirou. Não devia ser a tal Livie, as ondas, ou que quer que fossem o que lhe atingiu, ainda que doeram muito, não eram um ataque.
"Deve ser o tal Romulus. Se essa mulher pode fazer o que Violet diz que ela pode, ela nos atacaria e não foi um ataque." Ele concluiu.
"Sim. É verdade. Mas então, ele pode nos ouvir?" Bob perguntou para Violet.
"Quem, o Rom? Eu não sei o alcance dele, tanto ele quanto Livie precisam de conexão."
"Onde Phil está?" Augustus perguntou, Bob sorriu.
"Eu o mandei ficar de olho neles. Ele veio aqui, mas..." Augustus riu.
"Neles quem?" Violet ia se levantar da cama, Bob se virou, mas mesmo assim Augustus a segurou. Os olhos dela brilharam vermelhos, Augustus a soltou. Violet pegou seu vestido no chão, vestiu e saiu pela porta correndo.
Augustus ia atrás dela, Bob lhe puxou o braço.
"Que tal uma bermuda?" Ele sugeriu, Augustus foi até a cômoda, pegou uma bermuda vestiu e correu atrás dela.
Ela foi até o paredão e começou a gritar.
"Simple! Daisy! Estou aqui! Aqui! Atrás do paredão! Estou aqui!"
Augustus parou e esperou ela parar de gritar, ela rosnou, estava ficando sem controle.
"Violet. Violet, calma!"
"Você não quer que eles venham! Você quer me prender aqui! Para sempre!"
"Sim. E eu gastarei até a última grama de força em meu corpo e em minha mente para isso." Augustus disse, Violet o encarou.
"Eu..." Ela engoliu em seco, uma lágrima clara rolou dos olhos azuis.
"Eu vou te explicar, Violet. Vou te mostrar! Mas eu só te peço que espere resolvermos isso, por favor, meu bem!" Augustus pediu, ela baixou a cabeça.
"Resolver o quê? Qual o problema com Romulus?"
"Ele viria atrás de você?" Augustus perguntou, ela assentiu.
"É possível. Ele e minha irmã, Daisy são namorados e fazem parte da nossa Força Tarefa."
"O que é isso? Força..." Ela falava tantas coisas das quais ele nem fazia idéia!
"Força Tarefa. É um grupo de Novas Espécies que nos protegem. Num desaparecimento, são eles que nos procuram. Eles realizam missões para os humanos também."
Augustus o sentiu do outro lado das terras deles. A onda dolorosa o envolvia, mas a mente de Augustus já tinha se adaptado. Porém, repelir o tal Rom e manter Augie e os outros dormindo não seria fácil.
Bob se aproximou e esperou.
"Se entrarem, não poderei manter Augie sob controle. E se ele acordar, estará mais forte. E não estará sozinho." Augustus olhou para Violet, Bob acenou entendendo.
"Sim, mas eu só vejo uma maneira de mantê-los longe." Bob olhou para ela, o rosnado que saiu da garganta de Augustus não foi só dele.
"Não!" Não foi só ele que disse.
"Me deixe ir! Eu volto, eu juro!" Violet disse, Augustus lhe tocou o rosto.
"Você poderia andar se lhe arrancassem o coração? Por que é isso que vai acontecer comigo. E com você também." Ela piscou, os olhos começaram a mudar de cor.
"Letty..." Augustus sussurrou, ela abriu bem os olhos, balançou a cabeça, abriu e fechou as mãos.
"Eu preciso da minha família, Augustus. Eu não posso nunca mais vê-los!" Ela disse.
"Eu sei! Acha que eu não sinto seu sofrimento? Iremos encontrar uma forma, um meio termo, mas não agora! Não com uma ameaça do tamanho da que está lá fora!" Augustus disse, seu tom foi tão desesperado quanto seu coração se sentia.
"Acha que eles fariam mal a Phil?" Bob perguntou para ela, Violet balançou a cabeça.
"Não! Eles não fariam mal a um filhotinho!"
"Mas podem querer mantê-lo. Podem querer trocá-lo por Violet." Augustus disse. Seria o que ele faria.
"Phil é esperto. Eu confio nele." Bob disse.
Augustus suspirou profundamente enchendo seu peito de ar e assentiu. Eles estavam nas mãos de um menininho de quatro anos.
Bob desceu pela trilha em direção a casa de Sônia, Augustus abraçou Violet.
"Pode me explicar agora? Tudo?"
Ele sorriu.
"Tudo é muito. Mas vou te mostrar o que você precisa saber nesse momento. Temos de ficar alerta." Ele disse, pegou na mão dela e correu para a montanha.
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Aktuelle LiteraturQue tal não dizer os protagonistas dessa história? Talvez ir escrevendo e deixar que eles assumam o protagonismo? Ou deixar vocês escolherem? Bom, essa é a proposta dessa história. Eu tenho dois personagens os quais /adoraria escrever, mas vou deix...
