Capitulo 23

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Olá Tortinhas!!!!Como estão?Espero que bem, hehe. Hoje estamos aqui com um capitulo paradinho que antecede uma desgraça. Espero que gostem, viu? Mesmo que ele esteja monótono. 

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Capítulo 65


Verão do quarto ano de infecção

Cidade atrás da colina.

Entardecer do quadragésimo sétimo dia com o chapéu de palha


A primeira vez que Zoro "matou" um morto, foi por instinto e reflexo. Um grande senso de proteção que se apossou dele no momento em que viu o rosto dolorido de sua irmã.

Mas a primeira vez que Zoro tirou a vida de alguém... foi completamente calmo e calculado.

A primeira pessoa com alma que Zoro matou, foi um desconhecido. Um homem de passagem pela cidade que decidiu mexer com as pessoas erradas. Especificamente com a garota errada.

E Zoro era mesmo bom naquela coisa de proteger quando queria. E naquela época, aquela coisinha rosa e irritante era sua jurisdição. Portando quando aquele homem decidiu tentar leva-la, Zoro não pensou antes de perfurar seu peito. Ele se lembra bem da força que teve que empunhar na katana... Na Ichimonji, para fazer aquele homem morrer.

E ele se lembra do som do corpo caindo no chão. Porque é fácil de identificar o som de um corpo batendo contra o solo...

A garota assustada agarrada a sua cintura era o cenário de alguns de seus pesadelos antes de Luffy. Ela era sempre orgulhosa, mas naquele dia ela chorou em seus braços e não o largou até que caísse no sono.

Ele tremeu toda a noite naquele dia. E não dormiu em nenhuma da outras três que vieram a seguir... mas ele não se arrependeu por nenhum segundo sequer.

Mihawk costumava o dizer que a vida é frágil demais, e tá tudo bem quebrar algumas coisas as vezes. E depois de algum tempo, Zoro aceitou aquilo como uma boa forma de aguentar tudo aquilo.

Ele estava disposto a matar, e mataria de novo quantas vezes preciso em busca de proteger seus pequenos mundinhos. Porque ele se lembra de todos aqueles que chegaram ao fim, todos que escaparam entre seus dedos... ele perdeu todos, mas sempre, sempre, lutou por todos eles.

-Zoro, tá tudo bem? – A voz de Luffy o fez se assustar. Ele abriu os olhos, observando aquele rosto em sua frente, ofegante.

Zoro sorriu, concordando com o rosto. Eles estavam correndo por ali novamente desde cedo. Em busca de uma forma de sair daquela maldita cidade.

-Não é nada. Eu só bati em algum lugar. – E com bater ele queria dizer o ferimento o qual ele segurava com força. Doía, mas não era tanto.

Luffy fez um bico preocupado.

-Devemos parar?

-Não precisa. Temos que sair logo dessa cidade.

Era tudo que Zoro queria, porque ele estava tendo um péssimo pressentimento desde que acordou naquele maldito dia.

Por isso estava com aquilo na cabeça. Aquela lembrança sobre matar pessoas... ele tinha medo de ter que o fazer novamente. E o medo não era sobre matar, tirar uma vida... era sobre fazer isso na frente daqueles dois.

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