Capítulo 91

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Bom dia, Quianças!
Olha quem voltou!
É gente, a Morena tá viva kkkkkkk.
Quem me segue no insta já está sabendo que esse ano voltaremos com tudo, as datas das postagens de Janeiro já estão por lá, então sem muitas delongas, vamos logo ver o que tá rolando aqui.

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Capítulo 64


Outono do quarto ano de infecção.

Chalé perdido na floresta.

Centésimo trigésimo sétimo dia com o chapéu de palha.


A neve não parou de cair quando a porta do chalé foi aberta, deixando um pouco do calor escapar para a varanda. Pareceria uma cena calma e aconchegante como nos velhos filmes natalinos, se Law não aparecesse no batente com um corpo morto nos braços.

O corpo era leve e parecia delicado mesmo depois da morte. Isso fazia com que Law tivesse cuidado ao manejá-lo, cuidado demais para os padrões do cirurgião da morte.

A cova já tinha sido feita, os famosos sete palmos abaixo da terra tinham sido cavados pelo próprio médico com certa dificuldade. Ele estava ferido ainda, mas no fim era o único que podia exercer a função, enquanto Kid vigiava toda a volta com olhos atentos, como uma grande e poderosa gárgula.

A escada range, Law passa por Kid devagar, abaixa e deixa o corpo cuidadosamente no lugar reservado para ela. E da mesma forma que veio, ele se vai, entrando novamente e deixando o homem ruivo sozinho com o que um dia tinha sido uma mãe gentil e amorosa.

Kid não olha para ela, evita pensar na morte que já foi, tenta focar no perigo que poderia vir... da floresta, de qualquer lugar. Às vezes ele jura ouvir algo vindo das árvores, às vezes parece que algo está em baixo de seus pés... ele aposta um pouco na paranóia, mas não descarta nada, pois aquela maldita sensação de ser observado continua ali.

Law volta, dessa vez com um corpo menor nos braços, igualmente enrolado por tecidos, que tratado com a mesma gentileza é deixado ao lado do corpo da mãe, como se eles fossem passar o resto de suas vidas abraçados.

Os dedos tatuados se movem ao se afastar da criança, está gelado... e talvez isso tenha feito com que os corpos se mantivessem mais conservados, porém ainda assim... a crueldade que foi feita com eles era incômoda aos olhos, por isso todo aquele tecido era necessário.

Law se levanta suspirando fundo, Kid continua parado ali, sem fazer mais nada.

-Você quer dizer alguma coisa?

-Não.

-Tem certeza? – Kid encara Law, parece irritado, mas é apenas confusão. – Não vai ter coragem de dizer nada quando estiver todos aqui, então... bem, vai em frente, faça o que tem que fazer.

Mas Kid não fez nada. Mesmo encarando aqueles corpos por um tempo, ele não tinha nada para dizer. Ele dizia a si mesmo que era por não ser sentimental como Law, mas todos sabemos que não é bem isso.

Law ajudou Luffy a descer pelas escadinhas, depois veio Sanji cambaleante, demonstrando toda sua fraqueza sem nenhum pingo de vergonha.

Kid se admira com isso às vezes. Para ele, Luffy parece comum ao chorar, parece algo natural para ele se debulhar em lágrimas, mas... Sanji sempre pareceu tão forte que o ver ser fraco era um tanto... assustador.

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