Boa noite, Qianças!!!
Como estão? Espero que bem.
Venho aqui tentar cumprir o combinado, mais uma semana, mais um capítulo.
Eu vou recomendar que leiam esse capítulo de fonezinho, ouvindo algum som ambiente de nevasca (porque foi assim que eu escrevi, e ajuda muito).
Enfim, espero que gostem.
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Capítulo 58
Outono do quarto ano de infecção
Chalé perdido na floresta.
Centésimo trigésimo segundo dia com o chapéu de palha
Aquele maldito dia ainda não tinha acabado. A neve ainda existia lá fora, ameaçando mandar outra tempestade para cima dele. O frio ainda doí, e a lareira crepita lentamente como a única fonte de calor por ali, e tirando isso, o silêncio é geral. Até mesmo o choro era mudo, seguro dentro do peito de forma dolorida e angustiante.
De pé havia apenas Trafalgar Law, que em obediência ao amigo, não levou os corpos para fora, mas os arrastou pelo assoalho até a porta da frente, os deixando todos amontoados ali até Kid se irritar e sair da porta, o deixando fazer o serviço com calma e sozinho.
O ruivo, passando aos mancos pelo corpo do culpado de toda aquela chacina, se perguntou se não deveria se encarregar dele, talvez poupar Law de entrar em contato com aquela imagem de novo fosse uma boa ideia, mas antes que Kid terminasse seu raciocínio, o Trafalgar estava ali na frente novamente, batendo as mãos uma na outra como se limpasse a poeira, como se litros de sangue não manchasse todo seu corpo.
Kid piscou.
-O que foi? – Law perguntou indiferente. Kid, que conhecia aquele homem melhor do que ele mesmo, mesmo tendo perdido algumas partes dele nos últimos tempos, se assustou. Porque ele pensou por um segundo que Law podia estar fingindo aquela indiferença, mas ele não estava. Ele encarava o ruivo com os olhos amarelados e tão brilhantes que sequer parecia fazer sentido com as bolsas vermelhas de choro que ele mantinha abaixo dos olhos. – Eustass?
-Ah... nada não. – Foi a resposta de Kid, então Law deu de ombros, se abaixou e agarrou os tornozelos de Do Flamingo, o arrastando pelo assoalho como fez com todos os outros.
O ruivo procurou alguma resposta para aquilo nas outras pessoas ali, mas naquele momento, até mesmo Luffy que nunca desviava os olhos do sol, estava ocupado demais para consolar Eustass Kid.
Porque Luffy tinha que segurar os dedos trêmulos de Sanji, ele tinha que segurar a barra do amigo, para que esse pudesse segurar a criança nos braços sem fraquejar. Luffy fazia apenas isso, segurar os dedos longos e firmes, mas aparentemente, era o suficiente naquele momento... ou era apenas tudo que ele podia fazer naquele maldito contexto.
Luffy assistindo aquilo, via o efeito da proteção que eles recebiam ainda na pele. Por mais que Sanji tivesse estado em Allas, aquela perda parecia ter o batido com tanta força que ele sequer sabia como reagir. Era como se mesmo sabendo do mundo lá fora, ele tivesse desacostumado a apanhar dele.
Um fio de esperança que em vez de o fortalecer, o distrai para a próxima queda.
O sujeitinho de chapéu de palha suspira fundo, parece magoado ao o fazer, como se o ar de seus pulmões fosse pouco.
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Dead or Alive
Fiksi PenggemarA primeira vista Zoro pensou que fosse apenas mais um morto. Mais um dos vários corpos sem vida que vagavam pela pequena cidade abandonada e desconhecida naquele imenso fim de mundo. E em qualquer outra ocasião ele teria ignorado. Teria apenas dado...
