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Depois que avisei sobre a música pro Jude, ele não respondeu mais, provavelmente por estar na fisio, mas, colocou diversas músicas na nossa Jam, diversos rnb gostosinhos, que eu fiquei ouvindo de olhinho fechado, doida pra dormir e acordar lá já.
E foi música, veio música, eu adicionei mais algumas e nada do avião decolar, nem o piloto tinha aparecido ainda.
Eu aceitei a proposta na data limite, dois dias antes de viagem rolar. O combinado era irmos no sábado, tendo esses dois dias livres e começando a trabalhar na segunda, mas surgiu uma campanha de ultima hora e eu estava indo sozinha, enquanto Ana, só ia na segunda de manhã. Mas de qualquer forma, tinha deixado tudo organizado. Avião fretado, motorista pra me buscar no aeroporto e o apartamento alugado.
Novamente olhei pra pista, não vendo nem sinal do piloto, estranhando, já que estava literalmente há uma hora aqui dentro. Liguei a tela interativa que tinha na frente do meu banco na intenção de ver se encontrava alguma notícia sobre o atraso, mas logo a porta abriu, fazendo eu me assustar, arregalando os olhos ao ver o Jude, ofegante.
- Garoto??? Ta fazendo o que aqui? - Não aguentei e ri.
- O que eu já devia ter feito a muito tempo. - Se aproximou e eu levantei, o olhando intrigada. - Benzinho, eu... Esqueci todo o texto que ensaiei enquanto vinha pra cá. - Rimos e eu cruzei os braços, o olhando. - Ceci, eu sempre fui muito decidido sobre o que queria pra minha vida. Não sei se é uma característica minha, se é mal de inglês ser extremamente regrado sobre cada passo que dá, se é do tal do meu signo, eu não faço a mínima ideia, mas sempre tive os meus pilares desde pequeno. Ser feliz profissionalmente, mas na mesma medida em que queria ser feliz na minha vida amorosa. Só não imaginava que alcançaria esse equilíbrio tão cedo. Eu sou feliz pra caralho e tenho plena noção que se, em uma outra realidade, fosse realizado só profissionalmente, não seria tão feliz assim. Você é a culpada disso. Culpada por ter roubado meu coração. Culpada por me fazer sair de casa louco pra voltar. Culpada por tirar toda minha concentração com um toque ou sorriso. Culpada por me deixar maluco de amor e de mais algumas coisas. - Piscou e eu gargalhei. - Passaria horas citando seus crimes. No caso, passaria horas citando o porque te amo tanto. Sou apaixonado na nossa relação, no que construímos, no que temos. De fato somos um casal jovem, mas... Por Dios, Cecilia... Tudo o que eu mais quero é ter um futuro com você. Mas quero que seja com a outra mão ocupada, essa não está sendo o suficiente para o quanto te amo.
Eu seguia muda, estática, petrificada, estarrecida. O único movimento que soube fazer, foi olhar pra nossa mão direita, tentando confirmar que era isso mesmo que ele queria dizer. Ele se aproximou mais e meu coração, que eu achava que não tinha como bater mais rapido, provou que eu estava engana.
- Eu quero que você seja a minha esposa, Ceci. - E então o querido ajoelhou, mexendo no bolso e tirando uma caixinha preta de lá. - Aceita casar comigo, minha pretinha? - Falou em português, todo desajeitado, abrindo uma caixinha e revelando um anel de brilhante.