SESSENTA.

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— Realmente, nossa casa fica bem mais bonita cheia

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— Realmente, nossa casa fica bem mais bonita cheia. — Me abraçou por trás, olhando o quintal junto comigo.

— Bem mais. Não estou acreditando que minha família tá aqui ainda. Tô quase tirando a aliança e te pedindo em casamento. — Ele riu, me girando e segurando minha cintura.

— Passar o Natal te vendo triste do jeito que estava, sem fazer nada, seria pecado dos maiores.

O garoto fretou um voo quietinho pra que minha família pudesse passar o Natal comigo, e os safados me enganaram direitinho, já que, ontem mesmo, mandaram foto na praia.

E juro que, depois que abri a porta, passei uns trinta minutos chorando de felicidade.

— Desculpa não conseguir apresentar a cidade pra eles junto com você, tá?

— Amor, se tem uma coisa que você não deve fazer, é me pedir desculpas por alguma coisa. Você me fez a pessoa mais feliz do mundo ontem. A última coisa que eu ficaria, é chateada por não nos acompanhar. Até porque, né?

— Ia mais atrapalhar do que ajudar. — Rimos. — Fico feliz que tenha gostado da surpresa, meu amor. Amo te ver assim. — Acariciou meu rosto.

— Eu amei, meu pretinho. Nem preciso mais de presente de Natal, o que fez já valeu pelo ano todo.

— Também não preciso. Você e ela já são o suficiente. — Acariciou minha barriga.

— Mas vai ter, saiba. — Ele me olhou, chocado.

— Conta!

— Uma vontade de tomar café... — Me afastei, indo em direção à porta.

— Amor, conta! Minha pressão não vai aguentar esperar. — Gargalhei.

— Vai esperar só pelo exagero. — Ele se jogou na cama, me fazendo rir mais.

Logo descemos, ouvindo o caos na casa e, posso falar? Que delícia casa cheia.

— Bom dia, minha Wagner. — Tio Carlos soltou assim que me viu, me fazendo rir.

— Bom dia, tio Carlos. — Ganhei um beijo na testa dele, enquanto ia cumprimentando cada um ali na cozinha.

— Isso é dos deuses! — Jobe soltou com uma rabanada na mão. — Come. — Enfiou na boca do Jude, que segurou o riso, mas depois arregalou os olhos.

— Meu Deus! Quem fez? — Pegou mais um.

— A vó. — Segurei o riso.

— A senhora é a maior de todas. — Jude abraçou minha avó de lado, beijando o topo da cabeça dela delicadamente.

— Tava morrendo de saudade da rabanada da senhora. — Peguei uma também, beijando a testa dela.

Arrumamos a mesa, que tava parecendo a santa ceia de tanta gente, e começamos a comer.

SPECIAL II • JUDE BELLINGHAM Histórias para pegar e não largar. Descubra agora