SESSENTA E TRÊS.

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E mais uma vez, eu me encontrava com os olhos brilhando dentro do carro ao visitar algum lugar que eu não tinha costume

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E mais uma vez, eu me encontrava com os olhos brilhando dentro do carro ao visitar algum lugar que eu não tinha costume.

Diferente da parte que fiquei quando passei aquele mês aqui,  o bairro em que estavamos era calmo,  arborizado e silencioso, revistido de prédios com a arquitetura antiga.

Resumindo: tudo lindo pra caralho.

Iamos pegar um hotel, mas aparentemente, Jude tinha criado ótimos discípulos, pois Camavinga fez tanto drama pra ficarmos na casa dele, que era na frente dela que tínhamos acabado de parar.

— Não vive sem a gente, né? Admite. — Jude soltou, enquanto tirava as malas do carro.

— Talvez, só talvez, estivesse com saudade. — Fez um toque com ele, se aproximando e me abraçando, depositando um beijo no topo da minha cabeça. — Mas da nossa cria, era certeza. — Fez um toque com minha barriga, mania que ele tinha desde o dia um e que eu, achava uma graça.

O prédio dele, definitivamente era o mais alto da rua, mas seguia a mesma estetica clássica dos demais. A decoração do hall era toda preta e branca, as pessoas falavam baixinho e o silêncio era tanto que chegava a fazer eco enquanto falávamos.

Mas perdurou até o elevador abrir a porta na cobertura do bonito.

Conversas paralelas, risadas altas e afrobeats de trilha sonora era o clima da casa dele, e graças a Deus por isso, novamente em casa.

Cama morava sozinho na Espanha, mas a casa dele vivia mais cheia, do que sem vazia, então conhecia boa parte da família, que fez festa assim que entramos.

—Tião! — Soltei assim que o vi, fazendo ele gargalhar.

— Você e esse seu apelido horroroso. — Me abraçou forte.

— Bem melhor que Seba, admite.

— Bem mais imponente, se eu fosse você, aderia, Tião. — Cama provocou também.

— E eu, como sou íntimo, vou chamar de Titi. — Jude finalizou, fazendo geral explodir em risada.

— Foi ótima a visita de vocês, tá? Já podem voltar pra Madrid. — Mandou beijo pra gente.

— Poxa, Tião. Eu nem cortei meu cabelo essa semana, só pra você me deixar bonito pro ano novo. — Jude soltou.

— É, bonito vai ficar difícil, mas posso te deixar com cabelo bem cortado. — Brincou.

— Não fala assim do meu marido, ele é bonitin — Cama soltou a última palavra em português. — E faz sucesso, trouxe até a amante. — Me mediu.

— Amante que acha ele um gato! Não bonitin. — Pisquei.

— E foi por isso que ela virou a oficial. Me valoriza. — Piscou pro Cama, me abraçando por trás, enquanto o bonito me mostrava a lingua.

SPECIAL II • JUDE BELLINGHAM Histórias para pegar e não largar. Descubra agora