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Entramos em casa quase fazendo fusão um com o outro, esbarrando em tudo, querendo só nos ver livres das nossas roupas, que foram caindo pelo caminho.
Entramos só de roupa íntima no quarto, ainda nos beijando, mas travamos assim que vimos dois queridos espalhados pela cama, dormindo na maior tranquilidade do mundo.
Nos encaramos, novamente dividindo neurônio. Ele me pegou no colo, me levando pro quarto de hóspedes e me jogando na cama, enquanto eu media seu corpo.
- Tô assim por você desde a metade da festa. - Passou a mão no seu membro. - É todo seu. - Parou na ponta da cama e eu mordi os labios, me aproximando e abaixando sua cueca, começando a toca-lo, enquanto ele jogava a cabeça pra trás, gemendo baixinho.
Gemido que ficou mais alto assim que comecei a chupa-lo, sentindo ele soltar meu cabelo e entrelaçar aos mãos nele em seguida, mas sem guiar meus movimentos, me deixando fazer o que quisesse e eu, queria ver ele se derramar por mim, então não ia ter dó.
Amava ver a carinha dele dessa posição mordendo os lábios com os olhos quase fechados, me olhando, porra, um gostoso.
Seu som começou a ficar arrastado, típico de quando estava perto de gozar, o que rolou um pouco depois, mas eu continuei, fazendo ele chegar no limite, pois sabia que ele me fazia pagar depois, dando um sorrisinho de satisfação assim que consegui o que queria, sentindo ele me puxar pra cima, voltando a me pegar no colo e me preensando na parede.
- Você gosta de me ver implorar por você né, Cecilia?
- Amo. - Ele mordeu os lábios, segurando meu rosto e me penetrando com calma, revirando os olhos juntinho comigo.
- Gostosa. - Nem consegui responder, apenas colei nossos corpos sentindo cada estocada forte dele, enquanto nosso suor se misturava. Eu tava quase chegando lá, apertando seu ombro, mas ele parou, saindo de dentro de mim, rindo assim que viu minha feição. - Sabes que soy competitivo, mi amor. - Me soltou, me virando de costas e beijando toda a extensão dela e eu só consegui encostar a cabeça na parede ao sentir o toque da sua lingua na minha intimidade, fechando os olhos.
Eu gemia até manhosa de tão fraca que estava, sentindo minha boca formigar e meu corpo esquentar, chegando no meu ápice na boca dele, que assim como eu, não parou, me fazendo tocar o céu e gemer mais alto ainda quando ele voltou a me penetrar.
Sim, sabia que ele era competitivo. E amava isso.
Deitamos ofegantes ao lado um do outro, procurando nossas mãos e as entrelaçando assim que encontramos. Virei o corpo após alguns segundos, encontrando seus olhos me observando, mas logo ele virou também, acariciando meu rosto.
- Agora sim as comemorações estão completas. Estava faltando a minha.
- De longe, a melhor de todas. - Selou nossos lábios, entrelaçando nossas pernas.
- Nem consegui falar com você com calma nesses dois dias. Como tá se sentindo?
- Realizado. Achei que fosse demorar pra falar isso, mas acredito que estou em uma das melhores fases, e não só na carreira. Encontrei uma família no time onde estou. Formei uma família com a mulher que eu amo. A minha família está relativamente perto. Não tenho do que reclamar. - Dei um sorrisinho.
- E você merece tudo isso. - Ele beijou minha mão. - Mas? - Ouvi sua risada.
- Me conhece muito bem. Mas, também estou ansioso.
- Eurocopa, né? - Ele assentiu.
- Acho que, junto com a Champions, é o título que mais quero conquistar. Não sei se todos são assim, mas quando tenho a possibilidade de conquistar algo, minha ambição fica dividida entre o pessoal e o coletivo. Claro que conquistar títulos levanta meu ego como jogador, sei que levar taças pra casa me colocam mais em evidência, me deixando mais próximo ainda da Bola de Ouro e outras premiações, mas acho que a conquista coletiva importa bem mais pra mim.E aí quando se trata da seleção, o peso acaba mudando. Levar a taça pros Madridistas é uma delicia, mas levar título pro meu país vai ser absurdo. Não vou me perdoar se não conseguir fazer o mínimo. - Brincou com meus dedos.
- E eu te admiro muito por isso, mas não esquece que assim com o peso muda, a realidade dentro e fora de campo também. Aqui você convive com os meninos diariamente, as táticas pra melhorar o que não tá legal, é longa e constante, porque vocês tem tempo, se conhecem, sabem o estilo um do outro. Na seleção, mesmo a convivência sendo intensa, já que vão passar semana seguidas treinando juntos, acaba sendo um pouco diferente. Você sabe disse mais do que eu, mas o ponto que eu quero chegar é, não pega todo o peso pra si. Você sabe que é bom, sabe que vai dar ao máximo em campo, mas respeita seu mental e seu físico também. - Beijei seu ombro que estava luxado desde o ano passado. - Promete? - Ele deu uma risadinha.
- Não, porque prometi não mentir pra você. - Não aguentei e ri. - Prometo tentar, pode ser?
- Já é um começo. - Ele riu, selando nossos lábios.
- E ainda tem a pior parte.
- Qual?
- Um mês e meio longe da minha gatinha? Tortura. Tortura e tortura. - Ri.
- Tá, essa parte vai doer muito. Antes, ficar longe de você já era ruim, agora que acordo vendo seus olhinhos todo dia, vai ser pior ainda.
- E realmente vai ser um mês e meio? - Fechou os olhos, como quem torce pra que não, me fazendo rir.
- Infelizmente, meu pretinho. Dessa vez, não vou conseguir te acompanhar. - Ele fez um biquinho, me fazendo rir.
- Tudo bem, eu imaginei. Muito longe, muitos dias, já estava me acostumando com a ideia. Mas não quer dizer que não vai doer. Acordo vendo a mulher mais linda do mundo todo dia do meu lado e vou passar um mês acordando com o Saka. - Gargalhei. - Não que ele seja feio, mas sem comparações.
- Eu, pelo menos vou ter a Tina e o Enzo pra esquentar meus pés. Em mim talvez doa uns pouco menos.
- E ainda tem isso! Quando voltar, eles nem vão me reconhecer. Vou sair de casa, deixar minha mulher e meus filhos, virei o que agora? - Gargalhei, selando diversas vezes nossos lábios. Ia morrer de saudade do meu palhacinho favorito.
Mas a real, é que não por tanto tempo assim. Agendei as férias exatamente pro mês da Eurocopa, porém, ia chegar lá no final da fase de grupos, pra conseguir curtir o período das férias com ele também.
Agora é só torcer conseguir guardar o segredo...
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