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Claudio: Cadê? Cadê a Wagninha do titio?
Kali: Eu!! — Bateu palmas, enquanto eu gargalhava, terminando o penteado no seu cabelo.
Ceci: Parem de chamar minha filha por esses apelidos malucos, por favor. — Me passei, já que eu era uma das que mais chamavam.
Camila: Disse a que começou a chamada com "Tô aqui arrumando a Judite". — Relembrou de minutos atrás, quando só estava eu e ela na cahamda de vídeo ainda, me fazendo gargalhar.
Toda semana eu falava com eles por vídeo, era uma forma deles acompanharem a evolução dela, mesmo de longe, e uma forma dela criar laços com eles, para além dos finais de anos que nos reuníamos.
Hoje, a tela estava dividida em quatro. Tio Claudio de um lado, Camila de outro, minha mãe embaixo e nós duas do lado.
Aline: Tá ficando a coisa mais linda a pretinha de vó. Tá ansiosa pra ver o papai jogar? — Kali assentiu, dando um sorrisinho animado.
Claudio: Mas fala a verdade, o time da nossa família é bem mais legal, né?
Cami: Iiih vai começar. — Gargalhou.
Claudio: Você prefere essa camisa ou a do titio?
Ceci: A camisa do papai ou a do titio, amor? — Apontei pras duas e ela ficou pensando um pouco, apontando pro símbolo do Real Madrid e beijando, assim como Jude fazia, enquanto tirava risadas da gente e uma cara de indignação do tio Claudio.
Claudio: Me traindo na cara dura! Minha querida, você é mengo. Você ainda não sabe, mas é!
Cami: Deixa a menina ser feliz, o Mengo consegue fazer sofrer mais que o Real Madrid.
Claudio: Você nem tem local de fala, minha querida. Alguém tira a Internet dela, derruba da chamada. — Gargalhamos mais, enquanto eles discutiam.
E isso tudo era uma ótima distração pra eu conseguir usa-la de boneca pra fazer meus penteados, coisa que, nem sempre ela tinha paciência.
Assim que terminei, me despedi deles, mesmo sem vontade de desligar, mas atrasada que só.
Tínhamos tomado banho juntas, nos arrumados combinandinho e agora, era minha vez de arrumar o cabelo, tentando ser rápida, já que ainda tinha que buscar as meninas.
— O que achou, pretinha? — Dei uma voltinha e ela bateu palma, animada, enquanto eu ria.
— Linda! — A gatinha ainda era de poucas palavras, a linguagem do bebê ainda era a favorita dela, mas aos poucos ela ia aprendendo.
— Você que tá a coisa mais linda desse mundo de Hala Madrid. — A peguei no colo. — Tá ansiosa pra ver o papai jogar? — Ela assentiu, fazendo uma dancinha, enquanto eu ria.
A conexão dela com o Jude era praticamente mágica. Os dois pareciam alma gêmeas e mesmo quando ele estava longe, não dormiam sem antes ver um só outro, e eu amava muito isso. Dei sorte demais com a minha família.