Dia 33

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Ananda

Acordei e estendi a mão, sentindo o espaço frio ao meu lado na cama. Richard já não estava ali. O silêncio no quarto era interrompido apenas pelo som suave de água, vindo do banheiro. Abri os olhos e, ainda um pouco sonolenta, observei a porta entreaberta, com a luz suave do banheiro escapando pelas frestas. Um sorriso de expectativa se formou em meus lábios. Era ele, sem dúvida.

Levantei-me devagar, ajeitando o cabelo rapidamente com as mãos. Caminhei até a porta do banheiro, parando antes de entrar completamente, de modo a observar ele sem ser notada. Ele estava de costas, inclinado sobre a pia, com os ombros largos e firmes, enquanto passava as mãos molhadas pelo rosto. A água escorria lentamente pela nuca e pelos braços, destacando o contorno dos músculos. O que eu mais adorava nele era essa segurança que ele transmitia, essa forma de dominar o espaço, mesmo nas pequenas ações.

Sem querer perder a oportunidade, resolvi fazer do nosso encontro um momento mais interessante. Abri um pouco mais a porta, fazendo barulho suficiente para ele notar minha presença. Ele me viu pelo espelho e sorriu de canto.

  – Bom dia – disse, minha voz suave, mas com uma entonação que revelava um pouco de provocação.

  – Bom dia – ele respondeu, sem desviar o olhar, com um sorriso preguiçoso, como se adivinhasse o que eu planejava.

Em vez de ir direto até ele, fiquei parada um instante, olhando para ele pelo reflexo. Depois, num movimento lento e deliberado, comecei a puxar a alça da minha camisola, deixando ela deslizar pelo meu ombro. Richard me observava, seus olhos fixos nos meus movimentos, com uma expressão entre o desejo e a curiosidade.

A camisola caiu suavemente no chão, revelando cada detalhe do meu corpo, e eu caminhei até a banheira, ligando a torneira. Me certificava de empinar bem, enquanto a água começou a correr, enchendo o ambiente com o som relaxante do fluxo. Eu tinha dormindo somente com a camisola, então sabia muito bem a visão do Richard. Peguei os sais de banho e despejei um pouco deles, deixando o aroma suave e envolvente preencher o espaço ao nosso redor. Os vapores começaram a subir, dando ao ambiente um clima ainda mais íntimo.

Me abaixei, com mais cuidado de manter a postura que ainda mais favorecia a vista, sabendo que Richard observava cada detalhe. Senti o calor do olhar dele sobre mim enquanto inclinava levemente o quadril, deixando que ele me visse de costas, o espelho mostrando cada movimento meu. Estava consciente de cada gesto, cada ângulo. Olhei para ele por cima do ombro, dando um pequeno sorriso provocador.

  – Vai continuar aí, só olhando? – perguntei em um tom de brincadeira, mas com um desafio implícito.

Ele se virou completamente para mim, cruzando os braços enquanto me observava, visivelmente balançado pelo que eu estava fazendo.

  – Só estou aproveitando a vista – respondeu, com a voz rouca, e eu senti um arrepio percorrer meu corpo.

Richard ainda me encarava, enquanto eu entrava dentro da banheira.

  – O que foi? Só estava preparando o meu banho — sorrio cínica — Me acompanha?

Sabia que ele iria para o ct hoje e talvez eu queira que ele se atrase

Richard

Ali estava ela, uma visão que poderia facilmente fazer qualquer homem perder a cabeça. Ananda tinha um jeito de me envolver sem precisar dizer uma palavra. A maneira como ela olhava por cima do ombro, como o sorriso dela aparecia nos cantos dos lábios, como ela deixava cada gesto parecer tão casual, mas com um toque de intenção – era o tipo de provocação que ela sabia muito bem como usar. E eu estava, naquele momento, com toda a certeza, sendo alvo dessa habilidade.

Ela já estava na banheira, os sais de banho e a espuma ao redor dela, enquanto a água formava uma camada quente sobre sua pele. Eu não conseguia desviar o olhar, meus pensamentos perdendo o foco, até que ela inclinou a cabeça e, com um movimento lento, querendo me chamar.

Dei alguns passos para frente, sentindo o puxão irresistível que ela exercia sobre mim. Tirei a minha box com um movimento rápido e, sem hesitar, entrei na banheira, deslizando para o lado dela. A água quente nos envolveu, e o calor da proximidade era intenso, quase um convite irresistível. Mas então, uma ideia passou pela minha mente, como uma luz acendendo de repente. Eu poderia entrar no jogo dela – e ir além.

Apoiei meu braço no encosto da banheira, deixando meu corpo relaxar ao lado dela, mas sem pressa de tocá-la. Ela arqueou uma sobrancelha, surpresa, e eu vi o desafio em seus olhos.

  – Só isso? – ela perguntou, um leve tom de descontentamento na voz, claramente esperando algo mais.

  – Estou só aproveitando o momento – respondi, com uma calma proposital.

Ela franziu os lábios, cruzando os braços e inclinando-se para trás na banheira, talvez imaginando o que eu estava tramando. Meu olhar estava fixo nela, mas cada detalhe, cada suspiro que ela soltava me fazia perder um pouco mais o autocontrole.

  – Sabe, achei que você fosse mais... determinado – ela disse, deslizando o pé até minha perna, com uma provocação descarada.

O toque foi como um estopim, mas eu decidi manter o controle. Peguei o pé dela, massageando-o suavemente e puxando-o para mais perto, e pude ver o arrepio que percorreu seu corpo. Ela sorriu, satisfeita com a reação que provocava, mas eu mantive a calma, deixando minhas mãos deslizarem suavemente. A cada movimento, a tensão aumentava, mas eu permanecia no controle, sentindo a frustração começar a aparecer nos olhos dela.

  – Você está me provocando, Richard – ela sussurrou, a voz já um pouco menos controlada.

Aproximei meu rosto, bem perto do dela, até sentir a respiração quente contra a minha pele.

  – E você, Nanda, vai conseguir manter esse jogo por quanto tempo? – murmurei, deslizando a mão pelo braço dela, bem devagar, enquanto a encarava.

Ela me puxou pelo pescoço, unindo nossos lábios, mas eu me afastei logo em seguida, deixando um sorriso provocador escapar. Ela bufou, impaciente.

  – Sério? Vai continuar nesse joguinho? – disse, com um olhar determinado.

  – Eu só estou te dando um gostinho do que você merece – respondi, envolvendo-a com um braço ao redor da cintura, mantendo Nanda perto, mas sem ceder completamente.

Por mais que eu estivesse tentado a me render, me mantive firme, aproveitando o jeito como ela tentava insistir em cada toque, cada provocação. Eu sabia que era um risco, mas ver o olhar dela cada vez mais intenso, a respiração mais pesada, me deixava no controle do jogo.

Finalmente, vi um leve sorriso surgir no canto dos lábios dela, e naquele momento percebi que ela gostava tanto desse desafio quanto eu. Quando eu começo a beijar o seu pescoço, escuto a voz da Thaís pelo nodo quarto.

  – Acho que alguém precisa mais de mim, do que você — Dou um sorriso cínico

Como Perder A Sua Mulher Em 80 dias | Richard RíosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora