Ananda
O quarto estava em silêncio, iluminado apenas pela luz suave do abajur ao lado da cama. Richard estava deitado, a expressão tranquila, como se estivesse esperando o sono chegar. Depois do dia longo que tivemos, era exatamente o que ele deveria estar fazendo — mas eu tinha outros planos em mente.
Me aproximei dele lentamente, deitando ao seu lado e me aninhando em seus braços de forma casual, como se estivesse apenas buscando conforto. Mas, em vez disso, comecei a deslizar a ponta dos meus dedos pelo peito dele, traçando linhas invisíveis, sentindo cada músculo reagir ao meu toque. Richard abriu os olhos, me observando com uma mistura de curiosidade e alerta, tentando entender minhas intenções.
– O que foi, Nanda? — perguntou, a voz um pouco mais grave do que o normal, com um toque de desconfiança.
Eu sorri de forma inocente, inclinando a cabeça de leve.
– Nada demais... Só estou com frio — respondi, deslizando a mão levemente para o abdômen dele, sentindo a respiração dele vacilar por um segundo.
Ele suspirou, como se soubesse onde isso estava indo.
– Sei bem o que você está fazendo, Ananda — disse ele, tentando manter o controle, mas os olhos dele entregavam a faísca de desafio.
Aproximei meus lábios do ouvido dele, deixando minha respiração roçar na pele dele, enquanto minha mão descia um pouco mais.
– Ah, Richard, você está imaginando coisas... — sussurrei, com a voz mais suave e provocante, a diversão evidente em cada palavra.
Vi os músculos do maxilar dele se contraírem enquanto ele tentava manter o controle. Mas ele conhecia meu jogo, sabia exatamente aonde eu queria chegar, e, ainda assim, não resistia a cada provocação.
Inclinei-me, deixando que meus lábios roçassem o pescoço dele, enquanto minha mão seguia um ritmo lento, explorando cada linha do corpo dele, em toques que eram leves demais para saciar, mas intensos o suficiente para causar aquele arrepio que eu tanto conhecia.
Richard fechou os olhos, segurando o ar por um segundo, a tensão se formando no rosto dele. E, por mais que eu percebesse a luta dele para não ceder, ele não conseguia esconder o quanto estava sendo afetado.
– Nanda... — ele murmurou, com a voz já mais rouca, o controle escapando aos poucos.
– Shh... — sussurrei, trazendo minha mão para o rosto dele, acariciando sua barba, enquanto meus lábios seguiam um rastro suave ao longo do maxilar. — Achei que você queria descansar, amor.
Ele abriu os olhos, a faísca de frustração clara neles.
– Você... — começou a dizer, mas eu o interrompi, pressionando meus lábios nos dele, de uma forma lenta e provocadora, envolvendo-o sem pressa, deixando-o completamente preso ao momento.
Ele tentou puxar meu corpo mais para perto, mas recuei um pouco, mantendo nossa proximidade sob controle, e ele soltou um resmungo baixo, misturado entre frustração e desejo.
– Boa noite, amor — murmurei, com um sorriso satisfeito, observando a expressão dele, os olhos escuros, ardendo com uma mistura de desejo e exasperação.
Richard apertou os olhos, respirando fundo, claramente segurando o controle para não reagir ali e agora. Eu sabia que ele não se esqueceria dessa provocação tão cedo — e, no fundo, era exatamente isso que eu queria.
Richard
Nanda virou-se para o lado com aquele sorriso satisfeito, achando que tinha vencido, me desejando boa noite como se nada tivesse acontecido. Eu já conhecia esse jogo — ela adorava testar meus limites e provocar até onde achava que eu podia ir. Mas, dessa vez, não ia deixar que fosse assim.
Respirei fundo, mantendo o rosto sereno enquanto ela se ajeitava de costas para mim, claramente satisfeita. Mas bastou um movimento meu para eu perceber como ela estava inquieta, tentando esconder o sorriso. Aquilo me incentivou a retomar o controle.
– Então é assim que você quer deixar as coisas, amor? — sussurrei próximo ao ouvido dela, a voz baixa e firme, sentindo-a arrepiar.
Ela abriu os olhos, um pouco surpresa, e antes que respondesse, deslizei uma mão por suas costas, pressionando-a contra mim. Eu a mantive bem próxima, firme, minha mão deslizando pela cintura dela de um jeito que era apenas o início da vingança que planejava.
– Você acha que só vai dormir depois disso? — continuei, mantendo o tom suave, como se fosse apenas uma conversa qualquer. Ela tentou se virar para me encarar, mas eu a mantive de costas, conduzindo cada movimento. — Quem disse que eu vou deixar você assim tão fácil?
Ela respirou fundo, surpresa, e deu uma risada baixa, claramente não esperando que eu a confrontasse assim. E, no entanto, não disse nada — era o silêncio dela, o corpo em expectativa, que revelava o quanto estava vulnerável àquela inversão de controle.
Comecei a beijar a linha do pescoço dela, com movimentos lentos, mas firmes, deixando que minha respiração morna tocasse sua pele. Ela se contraiu, incapaz de esconder o arrepio que corria por seu corpo. Deslizei meus dedos lentamente por seu braço, cada toque leve e provocador, explorando cada reação, cada suspiro que ela tentava conter.
Ela se virou para mim, os olhos escuros de desejo, e percebi que o sorriso irônico dela havia desaparecido, substituído por algo mais intenso. Eu sabia que, naquele momento, tinha ganhado o controle do jogo.
– E agora? Quem está provocando quem, hein? — murmurei, com um sorriso seguro, observando a expressão dela se desfazer.
Eu continuei, cada toque ainda mais ousado, sentindo o corpo dela ceder aos poucos, reagindo a cada provocação. O silêncio se quebrava por sussurros e suspiros, enquanto eu a mantinha sob controle, aumentando a tensão no ritmo que escolhi.
Deslizei meus dedos para dentro da sua camisola, sentindo Ananda encharcada, me fazendo dar uma risadinha. E, quando percebi que ela estava totalmente rendida, que cada músculo do corpo dela ansiava por um pouco mais, foi então que decidi recuar. Afastei-me lentamente, sentando na beirada da cama e deixando-a ali, perplexa, enquanto me movia com o controle de quem sabia exatamente o que estava fazendo.
– Está indo aonde? — ela perguntou, tentando disfarçar a frustração, mas os olhos entregavam o quanto ela estava surpresa.
Eu dei uma risada leve e irônica, me virando para ela com um olhar satisfeito.
– Isso, amor, foi o troco na provocação — falei, dando um sorriso vitorioso, sabendo que a deixara exatamente onde eu queria.
Ela estreitou os olhos, sem acreditar, a raiva e o desejo misturados na expressão. Eu sabia que ela não ia esquecer aquilo tão cedo, e que, talvez, a verdadeira vitória estivesse em não dar a ela exatamente o que queria.
Levantei-me da cama e me virei, pronto para sair, enquanto ela ficava ali, ainda tentando processar a inversão de papéis que acabara de acontecer.
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Como Perder A Sua Mulher Em 80 dias | Richard Ríos
FanfictionOnde Ananda e Richard estão se divorciando ᴄᴏᴘʏʀɪɢʜᴛ ᴡɪᴋɪᴍᴀʏʙᴀɴᴋ ꜱᴇᴛᴇᴍʙʀᴏ 𝟸𝟶𝟸𝟺 Recomendação: +18 anos Conteúdo Adulto Não permito, nem autorizo nenhum tipo de adaptação dessa fic!
