Até onde você iria para alcançar seus objetivos?
Até onde você iria por uma missão?
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A resposta varia de pessoa para pessoa, mas, para o Capitão Roberto Nascimento e a escritora Helena Magalhães, o céu é o limite.
Ao se ver estagnada no começo de...
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- Helena Magalhães
Há muitas coisas que passam na cabeça de uma mulher. Muito mais se passa na cabeça de uma mulher jovem que acabou de perder a virgindade com um cara mais velho.
Estávamos bem. Ele estava me falando coisas lindas hoje pela manhã, me dizendo o quão apaixonado era. Ou era mentira, ou ele tem um transtorno de bipolaridade fodido e nas duas opções eu saio perdendo. O que eu fiz? O que eu fiz?
Inspirei fundo, recostando as costas no estofado do sofá de Nascimento. Não costumava ficar quando ele ou um dos meus meninos não estavam, mas fiquei. Deveria ter ido pra casa, mas não fui. Eu não sabia o que ainda queria aqui. Na verdade, eu sei sim. Quero que ele me diga que estamos bem e que não mentiu pra mim. Quero que diga que só me olhou daquele jeito unicamente por pressão do momento. Quero que diga que não me entreguei a um mentiroso babaca.
E não. Não é uma tempestade em copo d'água. Eu não dei a buceta pra ele. Eu me entreguei a ele. Sabe o que é se entregar a alguém? É confiar. Confiar que alguém te quer e que vai cuidar de você.
Respirei fundo, apoiando a cabeça no recosto. Eu sou muito paranóica. É uma tempestade em copo d'água sim. Por que eu estou assim? Só por que ele me ignorou? Ele estava com pressa.
Mas poderia ter parado.
Pessoas estavam morrendo.
Mas não precisava ser um olhar tão frio.
Ele estava sob pressão.
Chega!
Que mente perturbada essa minha.
....
- Amor... - Senti as carícias de uma mão pesada e conhecida na minha bochecha, então abri os olhos. Roberto não tinha a chave da minha casa, então onde eu...
- Eu dormi aqui? - Perguntei, erguendo a cabeça e vendo a sala de Roberto pouco clara.
- Parece que sim. - Ele suspirou, se sentando ao meu lado. - Dez horas. Quer esperar pra eu te levar pra casa?
- Você vai sair agora? - Ergo meus olhos, olhando para ele rapidamente e desviando em seguida.
- Saio onze e meia. - Roberto recosta no sofá, repousando a mão sobre meu joelho.
- Ah, tudo bem. Eu espero.
- O que houve? - "Você foi um babaca que me tratou mal sendo que eu só queria te dar boa sorte"