Até onde você iria para alcançar seus objetivos?
Até onde você iria por uma missão?
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A resposta varia de pessoa para pessoa, mas, para o Capitão Roberto Nascimento e a escritora Helena Magalhães, o céu é o limite.
Ao se ver estagnada no começo de...
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— Roberto Nascimento
Aquela voz gostosa gemendo enquanto eu podia ouvir estava me matando. Bom, eu estava no controle. Se eu mandasse parar, ela parava. Obediente e gostosa. Inteiramente minha. Eu preciso vê-la. Preciso vê-la hoje e beijar ela. Preciso ouvir ela pedindo mais e me permitindo ir mais além. Estava ficando louco. Tudo por uma loira de vinte e três anos. Mas a essa altura já não me importava. Tudo o que eu queria era ela. Tudo o que eu quero é ela.
Já estava quase na hora de voltar ao trabalho e eu já não me sentia preso a isso. Não sentia mais como se meu trabalho me roubasse a vida, afinal, o que eu queria e precisava estava lá.
Ouvi a campainha tocar, então tratei de vestir uma bermuda o mais rápido possível e ir atender. Eu não sabia quem era e, a essa hora, não duvidaria se fosse uma emboscada. Segurei minha arma em uma mão, montando a posição perfeita para abrir a porta e mirar na visita inconveniente.
A minha surpresa é evidente quando vejo Rosane parada, a minha frente. Seus olhos estão fixos em mim, oscilando um pouco entre meu corpo e meu rosto.
- Beto... - Rosane me observava de baixo, graças a sua estatura, com um sorriso esperançoso ao me ver. - Eu posso entrar?
- Por que está aqui a essa hora? Aconteceu alguma coisa? - Quando nos encontrávamos escondidos do corno do Fraga, eu quem ia até ela. Não sei o que mudou nesses seis meses, mas ela parece estar bem mais ansiosa para me ver.
- Eu... - Ela entra, e então fecho a porta atrás de mim. Paro, com os braços cruzados, e a encaro. - Estou sentindo sua falta. Mais do que eu gostaria. - Seu corpo se aproxima do meu, repousando sua testa sobre meu peitoral descoberto.
- Por que isso agora? - Não desmancho minha postura.
- Porque eu vi você com aquela garota e eu percebi que não conseguiria suportar o dia em que você tentasse seguir em frente. - Seus braços envolvem meu tronco. - Me diz alguma coisa, por favor.
- Eu não vou abandonar o batalhão. - Tentei fazê-la lembrar de como era cansativo estar ao meu lado. Fraga vivia viajando, é verdade, mas ela poderia o acompanhar. Eu, mesmo próximo, não podia conviver com ela e com meu Rafa. Não era uma vida que eu iria querer pra ninguém. Não queria envolver ninguém na minha rotina louca e incerta.
- Eu... ainda amo você, Beto. - Ouvir ela dizer isso foi estranho. Já não estava mais acostumado a ser amado dessa forma, ainda mais por ela. Mas, de certa forma, foi libertador porque, mesmo que ela tenha sido um grande amor na minha vida, tenha sido minha companheira de anos e seja a mãe do meu filho, que é o meu bem mais precioso, esses nossos encontros não passaram de encontros por carência.
- Amor não foi o suficiente da última vez.
- Por que você está tão frio? - Ela ergue o olhar furioso, e então, se afasta de mim. - Espera... Você está com alguém, não está? - Embora Helena viva fugindo de mim, eu sei o que eu sinto e sei que ela sente o mesmo. Não adianta negar e ontem ficou ainda mais explícito quando ela sentiu ciúmes de Rosane. Mas eu não sabia se deveria dizer. Quando ela parasse de fugir e aceitasse o que sente, ficaremos juntos? Contaremos a todos? Porque ainda temos um grande empecilho que é Filipe.