25.

4.2K 201 607
                                        

- Helena Magalhães

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

- Helena Magalhães

Sentei na cama, sentindo meu corpo inteiro relaxar. Eu estava precisando disso. Estava precisando muito disso. Esse tempo sozinha, sem barulho, sem ninguém. Costumo dizer que eu sou a minha pior companhia, mas hoje, fui a minha melhor companhia e não teria trocado isso por nada.

Repousei o notebook nas minhas pernas, inclinando a tela para melhor visualização. Coloquei meu óculos de leitura e me deixei escrever o que viesse na mente. Não veio nada. Ainda estava na metade do hot e eu não conseguia imaginar o Cesar falando "pede pro seu macho". O Cesar é bem inspirado no Nascimento, e eu não imagino ele falando isso. Mas se eu pedisse, ele falaria.

Eu amo o jeito como eu sei que Nascimento faria muitas coisas por mim. Sorrio comigo mesma com esse pensamento. Me peguei mordendo o lábio inferior ao lembrar da nossa ligação. Período fértil não mata, mas me humilha. Olha só como eu estou só de lembrar dele...

Afundo as costas na cabeceira acolchoada da minha cama, me permitindo imergir na escrita.

• Faca na Caveira •

" - Pede pro seu macho. - Segurei o maxilar dela com força, enquanto me mantinha quieto. Não queria que ela sentisse nada além da sensação do meu pau dentro dela, mas ela teria que pedir se quisesse mais.

Andrea não me respondeu em palavras, mas senti sua buceta se contrair de tesão.

- Se nao pedir, eu não vou dar. - Me movo, indo mais fundo e parando. Eu já estava ficando maluco, mas eu sei que ela gosta de ser desafiada e eu gosto de desafia-la.

- César... - Andrea morder o lábio inferior e apertar meu braço é a visão mais maravilhosa da minha vida. - Por favor, não para. - Sua voz não saiu em súplica, mas saiu em um sussurro cruel e excit-"

Antes que eu complete a palavra, ouço a campanhia tocar. Mas quem é que resolveu me atrapalhar enquanto eu estou no meu processo? Puta que pariu, hein.

Deixei o notebook de lado, descendo as escadas.
Eu não iria abrir a porta para um estranho, mas o porteiro do turno C não iria liberar ninguém sem me ligar antes, entao provavelmente é Benjamim.

- Já vai, cacete! - Gritei, na esperança que meu irmão parasse de tocar a campainha. Assim que abri a porta, sorri ao vê-lo. Não era Benjamim, mas era alguém muito melhor.

- O que está fazendo aqui? - Cruzei os braços, mas me afastei da porta para que entrasse.

- É assim que você recebe as suas visitas? - Nascimento encara minhas pernas expostas. Eu estava coberta apenas por um moletom preto e uma calcinha rosa de algodão. Não Imaginei que teria visitas às duas da manha.- Virei visitar mais vezes.

- E quem te chamou? - Arqueei as sobrancelhas, fechando a porta atrás de mim. Estava com medo. E se algum dia vizinhos visse ele chegar e contasse aos meus pais? Bom, eu diria que ele veio ver meu pai. É, acho que é uma desculpa boa o suficiente.

𝐵𝐸𝑇𝑊𝐸𝐸𝑁 𝑈𝑆| 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑜 𝑁𝑎𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜Onde histórias criam vida. Descubra agora