Até onde você iria para alcançar seus objetivos?
Até onde você iria por uma missão?
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A resposta varia de pessoa para pessoa, mas, para o Capitão Roberto Nascimento e a escritora Helena Magalhães, o céu é o limite.
Ao se ver estagnada no começo de...
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- Helena Magalhães
Recebo alta amanhã, pela manhã. O médico disse que terei que fazer fisioterapia por causa do pulso, mas está bem melhor. Não está mais inchado e a dor diminuiu, embora ainda persista.
A noite ia caindo, então o céu está totalmente maravilhoso; uma mistura de amarelo, laranja, azul claro e lilás, enquanto a bola totalmente vermelha caía, se escondendo de nós. Consigo ver da janela que tem nesse quarto.
- Filha, acho que esse moletom velho pode colocar para doar. - Minha mãe ainda não tinha reparado que o moletom cabe três de mim. Quase sorri com a inocência.
Eu estava há três dias nesse maldito hospital, e queria ter algo de Roberto. Estava dormindo agarrada com ele, sentindo o cheiro gostoso que ainda estava impregnado.
- Vou vesti-lo para dormir. Senti frio a noite. - Estava agarrada a esse moletom durante todas as noites que dormi aqui. Fui totalmente abandonada por Roberto e isso não é justo, mas não consigo solta-lo. Estou me agarrando a ideia de que aquele homem ainda me ama e estou me agarrando aos seus últimos resquícios.
- Tá pelada? - Ouvi a voz totalmente reconhecível de Fred adentrar meu quarto.
- Você não tem essa sorte. - Respondi, implicando.
Desde que estou aqui, poucos vieram me visitar. Eu não sou tão amada como eu pensava. Dos meus antigos amigos, apenas Ana me fez algumas visitas. De todos, ela era quem eu menos esperava ver por aqui. Mas meu novos amigos estão a todo momento. Eu acho isso tão maravilhoso porque se importam comigo, mesmo não sendo uma coisa séria. Vivem por aqui, me monitorando, vendo se preciso de algo. São meus preciosos e eu faria exatamente o mesmo por eles.
Durante toda a minha vida eu fui aquela amiga intensa, que sempre fazia tudo pelos outros e no final escutava "eu não pedi que fizesse isso". A gente sempre se fode por ser intensa, por amar demais. E meus novos amigos não fazem com que eu me sinta uma idiota por ser uma amiga leal. Pelo contrário, é como se eu fosse ótima por isso.
- Tia, tio Filipe pediu que eu te chamasse pra vocês irem pra casa. - Lara se senta ao meu lado, me entregando uma caixinha com bombons.
Deixei um sorriso enorme surgir no meu rosto e fiz uma careta fofa agora minha amiga. Ai, Lara me conhece tão bem.
- Filha, a gente vai em casa buscar algumas coisas e tomar banho. Os meninos disseram que ficam com você. - Minha mãe pega sua bolsa encima da poltrona, e se aproxima.
- Mãe, não me abandone nas mãos desse povo. Eu serei totalmente negligenciada. - Em uma expressão exagerada de medo, seguro nas mãos da minha mãe.
- Ai, Helena, deixa de bobeira. - Recebo um beijo na testa vindo de minha mãe, antes que ela se retire.