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— Roberto Nascimento

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— Roberto Nascimento

Quatro vezes.

Eu comi aquela maluca quatro vezes. Porra, eu encontrei a mulher perfeita pra mim. Insaciável, safada e adorável. Eu estou louco por essa garota. Não posso deixar que vá embora.

Levantei a cabeça, vendo o quarto escuro. Ela não estava em lugar nenhum. Tateei a cama, em busca do meu celular. Encontrei embaixo do travesseiro. Oito da manhã. Porra, ainda?

Eu não tinha dormido nada, mas sinto como se tivesse dormido anos. Estava exausto. Levantei da cama, sentindo o chão frio sob meus pés. O ar-condicionado está ligado, e as cortinas deixam o quarto escuro.

Caminhei para perto do banheiro, ouvindo o barulho da água caindo e se chocando com o chão. Então aqui estava a minha gata.

Entrei no banheiro sem pedir licença. Ela estava na parte de dentro do box, passando as mãos pelos cabelos enquanto o vapor da água quente embaçava o vidro.

Me sentei na privada, observando ela. Estava faminto, mas também estava com vontade de tomar um banho frio, sentindo ela me esquentar.

— Posso participar? — Perguntei, observando ela.

Ouvi ela soltar um sorriso nasal, e então, me dar passagem para entrar também. Toquei a pele molhada de seu quadril com as mãos, sentindo o cheiro do seu sabonete assim que encosto o nariz no seu pescoço. Lavanda. O mesmo cheiro que senti quando nos conhecemos.

— Mulher cheirosa... — Sorrio, dando uma falsa mordida em seu ombro. — Da até vontade de comer.

— Você fez isso. — Ela levou  a mão até minha nuca, me puxando pra mais perto. — Dormiu bem?

— Dormi. — Rocei o nariz no seu ombro, pressionando mais os meus dedos em sua pele. — Não senti seu corpo, resolvi levantar.

— Deveria ter ficado na cama cuidando do meu bebê?

— Seu bebê?

— É. Meu bebê.

— Então sou seu bebê agora?

— É, dizem que velhos são bebês também.

— Um velho não te faria segurar os lençóis com tanta força.

— Ai, fica quieto. — Ela da um tapa leve na minha mão que repousa na sua cintura e se vira.  — Eu nem gostei tanto assim. — Ela da de ombros.

— É, eu também não.

— A gente repetiu algumas vezes só pra ter certeza...

— E eu acho que eu não lembro direito do que aconteceu. Pode me ajudar a lembrar?

— Eu lembro que você beijava aqui... — Levou o indicador e dedo médio até a boca, deslizando-os por ela. — aqui... — Continuou a deslizar os dedos até o maxilar, e depois pelo pescoço. — e continuo aqui... — Passou os dedos pelo mamilo apontado. — Tenho que continuar?

𝐵𝐸𝑇𝑊𝐸𝐸𝑁 𝑈𝑆| 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑜 𝑁𝑎𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜Onde histórias criam vida. Descubra agora