Até onde você iria para alcançar seus objetivos?
Até onde você iria por uma missão?
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A resposta varia de pessoa para pessoa, mas, para o Capitão Roberto Nascimento e a escritora Helena Magalhães, o céu é o limite.
Ao se ver estagnada no começo de...
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- Helena Magalhães
Meus pensamentos se dividiram entre estar com medo de tudo se transformar em um caos e estar feliz de Octávio finalmente saber. Eu adorava esse joguinho de escondido é mais gostoso, mas também estava cansada de guardar esse segredo. Estava cansada de guardar Roberto como se fosse um dos meus segredos sujos e obscuros. Roberto não é isso. Roberto é pureza. Roberto é amor genuíno e amores assim não deveriam ser escondidos. Tesão, química, tensão sexual... Tudo isso eu posso encontrar em ficar escondida com ele, mas eu não tenho a liberdade de estar com ele, andar de mais dadas e dizer a todos que é meu, e não há seco que compense isso.
- O que você acha? - Eu já estava cansada de ser legal com quem só queria acabar comigo. Estava cansada de ser boazinha com essa galera mesquinha e fútil. Nesse pouco tempo que passei com meus novos amigos, eu pude entender que os Reich não são nada além de status. E que enfim o status no cu. É só um grupo de merdinhas ricos que saem e fazem o que quiser. Octávio não era homem pra mim, e acho que pra ninguém, mas Roberto é. Roberto é muito mais homem e veio e reivindicou o que queria. Isso sim é atitude de homem.
- O amigo do seu pai? Ele sabe disso? - Octávio cruza os braços, me encarando com um sorriso incrédulo.
- Quem senta no pau de Roberto sou eu. Meus pais não precisam saber de nada. - Eu não sei de onde eu tirei essa coragem toda, mas Lau com certeza ficaria orgulhosa. - Além do mais, eu também não te devo satisfações.
- Você é uma vagabunda. - Octávio se aproxima, me encurralando contra uma das árvores.
- Por que? Que eu saiba, vagabunda da pra qualquer homem e você nunca me levou pra cama. - Encarei seus olhos de maneira destemida. Ele não iria fazer nada comigo, e se fizesse, estaria morto. Meu homem nunca deixaria nada me acontecer e o causador ficar impune.
- Até agora. - Senti a mão de Octávio se fechar em meu pescoço rapidamente, enquanto a outra segurava meu vestido com força.
- O que está...? - Me debati em seus braços, tentando afasta-lo. Não estava levando as ameaças dele a sério, até porque Octávio sempre foi um amor. O que...? - Você está drogado? - Acertei meus punhos seu peito, o empurrando para longe.
- Vai mandar seu capitão me levar preso, sua piranha? - Não importava do que Octávio me chamava, as palavras sempre pareciam piores só por estarem saindo da boca dele. Era diferente com Roberto. Adorava quando me chamava de cachorra enquanto eu cavalgava nele.
- Eu deveria, seu babaca. Me deixa em paz. - Avisei, dando uma volta para ir embora, mas meu corpo foi arremessado no chão com agressividade quando Octávio puxou meu cabelo.