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Um relacionamento que completa mais de quatro anos, mas algo bem além disso, Mia e Júlia se entendiam como ninguém. Passar a morar juntas não teve nenhuma interferência em seu amor, ao contrário, fortaleceu ainda mais.

Noites em claro, mas sem nenhuma relação com noites mal dormidas. Jantares simples, mas extremamente significativos, flores, beijos, declarações. Tudo se resumia a uma coisa, amor.

Marie corria pelo grande quintal e amava os passeios com suas mães, além de claro sempre estar cercada com os inúmeros brinquedos dados por suas tias, Carolana e Gabi.

Mia esperava sua namorada chegar de sua última viagem com o clube, enquanto isso preparava a janta para ambas, Marie estava deitada perto de seus pés e ao ver a cachorra ir correndo para a porta soube que sua mulher chegou.

Não demorou muito para que o barulho da mochila sobre o sofá e os passos da ruiva fossem ouvidos, além do abraço por trás que Mia recebeu.

- Que cheiro maravilhoso. - Ela disse deixando um beijo na bochecha. Em seguida a ruiva abaixou para receber lambidas da grande filha delas.

- Como foi de viagem, meu amor? - Mia disse enquanto desligava o fogo, pronta para comer.

- Bem, dormi o caminho todo. - Júlia disse sentindo os braços de Mia sobre seus ombros e um beijo em seus lábios. - Mas, senti falta de vocês. - Júlia disse deslizando a mão sobre a barriga da mulher.

- Também sentimos sua falta. - A ruiva sorriu e se aconchegou na mais velha.

- Não vejo a hora de conhecer nossa coisinha. - Ela disse baixinho, confessando mais uma vez a ansiedade que morava dentro de seu peito. - Carol me perguntou o que eu estava escondendo.

- Você pode contar pra ela, Amor. - Mia disse fazendo carinho nas mechas ruivas. - Hoje completamos dezoito semanas, você se esqueceu do que temos marcado na quarta?

- É essa semana? - Julia disse com os olhos arregalados e viu sua mulher gargalhar. - Meu deus, vamos saber se continuaremos com uma casa feminina ou não.

- Amor, se acalme, por favor, não morre de ansiedade. - A mais nova não conseguiria se conter, sua mão continuava sobre a barriga da esposa, que já estava visível.

- Sentiu? - Mia disse olhando para a ruiva que tinha lágrimas nos olhos.

- Sim, será que foi um chute?

- Possivelmente, acho que ela está com fome.

- Ela ou ele, não sabemos ainda.

- Ela, a nossa coisinha, Amor. - Júlia sorriu com a frase e deixou um beijo demorado nos lábios da mulher.

- Estou ansiosa por ver vocês torcendo por nós na arquibancada.

- Eu estou mais ainda.

(...)

Mia vestia o uniforme de Júlia e se aconchegava, no término do jogo com o Conegliano, no mesmo lugar de sempre, ao lado sua companheira chegava para acompanhá-la, Anne havia se aposentado e sempre estava ao seu lado nas torcidas, mas a brasileira não aparecia alguns meses, isso devido seus enjoos e doeres nas costas.

- Meu deus. - A voz de Anne atingiu Mia e a fez rir. - Você tá grávida? Desde quando isso?

- Quatro meses. - Mia disse colocando a mão sobre a barriga. - Pode encostar. - Ela disse para a holandesa que se aproximou, tocando-a e sorrindo feito boba. - Não contamos antes por medo de perder, Júlia vai contar pra Carol e pra Gabi após o jogo, vim apenas pra isso, não consigo um jogo todo nessa cadeira desconfortável.

Chamego - Julia BergmannOnde histórias criam vida. Descubra agora