Depois de uma semana na clinica o cavalo de Priscilla teve alta, Nathalie nunca viu sua esposa tão feliz de ver seu animal fora de risco e curado, o mesmo tinha umas medicações que tomaria por mais uma semana, mas nada de complicado somente pra termina o tratamento iniciado na clinica.
Nathalie acompanhou a liberação do seu paciente junto a esposa eufórica.
Priscilla pelo amor de Deus eu posso verifica a temperatura do cavalo, antes de leva-lo?
Claro amor fique a vontade! Se você desgruda um pouco dele talvez eu consiga né!
Não reclama Nathalie, deixa eu mimar meu filhote, quase o perdi so eu sei como fiquei por ve-lo naquele estado! Eu entendo amor mas deixa sua esposa fazer o trabalho dela, comigo não fica nesse grude todo que esta com esse cavalo.
Sério mesmo que você esta com ciúmes do meu negrinho, amor eu amo meus animais, mas você e minha paixão vem aqui pra eu ficar grudadinha em você também ciumentinha.
Me larga amor preciso termina com ele pra você levar logo pro haras, sua mãe ja ligou perguntando se ja saíram daqui, eu estou cheia de pacientes me aguardando pra consulta.
Ta bom pode continuar prometo não atrapalhar, afinal também estou cheia de coisas pra fazer no haras, esse dias que passei aqui com ele, dobrou meu afazeres.
Depois de liberado finalmente Priscilla seguiu, chegando em poucos minutos no haras, levando seu cavalo pra baia onde ficava.
Logo em seguida indo para suas obrigações do dia, que no caso não era pouca devido o acúmulo, do período que ficou no hospital. Acabou que chegou um pouco tarde em sua casa.
... Acabou que chegou um pouco tarde em sua casa, que ficava a exatos trinta minutos de carro do haras.
Priscilla tirou as botas enlameadas na lavanderia, sentindo o peso do dia. Aquele retorno ao Haras a fez lembrar-se da montanha de responsabilidades que seu tio havia deixado, e de como ela, a Administradora, teve que lutar para manter o sonho vivo—e agora, com o risco adicional de ter tido o cavalo doente.
Ela seguiu para a cozinha, onde a luz estava suave. Nathalie estava lá, vestindo um moletom de malha e bebendo chá, olhando para um tablet. Seus scrubs haviam sido trocados pela roupa de quem volta para casa depois de gerir um Hospital Veterinário de Referência Nacional, a filial que ela havia erguido no interior.
— Olá, meu amor. O Negrinho está confortável? — Nathalie perguntou, sorrindo.
— Sim. Exatamente onde ele deveria estar. — Priscilla a abraçou por trás, beijando-lhe o pescoço. — Eu estou exausta. A papelada triplicou. Eu me pergunto como Fernanda consegue lidar com a burocracia do maior hospital veterinário do país.
Nathalie virou-se no abraço, aconchegando-se.
— Ela consegue porque eu a paguei bem, amor. E eu a paguei bem porque você, a Administradora mais genial que eu conheço, garantiu que o Haras fosse rentável o suficiente para financiar minha loucura. Não reclame. Você está a administrar um império de cavalos, e eu, um império de cuidados. Somos uma sociedade perfeita.
Priscilla riu, afastando uma mecha de cabelo do rosto de Nathalie.
— Uma sociedade que começou com ciúmes de um cavalo, uma veterinária de Gramado que veio estudar no Rio, e um haras que o meu tio me deixou. — Priscilla sussurrou. — E que nos deu Pedro Henrique e Ana Luiza, que são a prova viva de que a ordem e o caos podem não apenas coexistir, mas gerar algo incrível.
Nathalie segurou o rosto de Priscilla, os olhos brilhando com o orgulho da vida que construíram.
— O risco de viver sem você era o único que eu não podia assumir, Dona do Haras. E valeu a pena os trinta minutos de viagem todos os dias.
O beijo final foi a celebração da parceria e do lar que elas haviam criado: o ponto exato de equilíbrio entre a paixão (o Hospital) e a precisão (o Haras).Fimmmm
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A Dona Do Haras
RomancePriscilla Pugliesi, solteira, 23 anos herdeira de um haras no interior do rio de janeiro, Nathalie smith, noiva, 25 anos, veterinaria, mora em gramado, Rio grande do sul, o caminho das duas vão acabar se cruzando, e muita coisa vai acontecer entre e...
