Capítulo 37

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Olá! Cá estou eu!
Outro capítulo que tem de tudo um pouco!
Quero agradecer pelo carinho nos comentários, pelos favoritos e pelas pessoas que vem até o twitter ( @control5h ) falar de Into The Dead. Amo muito vocês! Obrigada pelo apoio, sem ele eu não teria dado continuidade nessa história! (Aliás, é ele quem me faz continuar).
Escutem as músicas, por favor.

Boa leitura e me perdoem por qualquer erro!

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CAMILA PDV

Enquanto escutava ao fundo a conversa de boa parte do grupo na cozinha, tomando seus cafés da manhã, eu colocava balas no tambor da minha Dan Wesson 175.

Eu estava escorada a uma parede da sala de estar, com minha mochila pendurada em um ombro. Retirava bala por bala do bolso da minha calça jeans preta e colocava dentro do tambor da arma, o girando até que estivesse completamente cheio. Com a arma carregada eu joguei o tambor para dentro da pistola e o "crack" do travamento ecoou. Entretanto, mantive a trava de segurança ativada e então coloquei a pistola em meu coldre preso na coxa direita.

Naquela manhã, antes que boa parte do grupo acordasse, Troy, Christopher e a própria Lauren me chamaram para conversar. Eles preferiram não envolver os outros e me colocaram por dentro de toda a situação que enfrentávamos sobre a questão da comida. Não queriam fazer daquilo um escarcéu até porque ainda possuíamos os restos de nossa última safra, mas não queriam arriscar ficar sem alimento, ainda mais com o bebê de Ally chegando.

Eu concordei com a ideia deles e chamei apenas Normani, Dinah, Niall e Louis para irem comigo na busca tanto por comida quanto coisas para o nascimento da criança. Deixei os quatro por dentro do objetivo da missão e eles também preferiram não comunicar os outros sobre nossos objetivos.

Mas, o que ainda me incomodava, foi o fato de ter encontrado Dinah sozinha naquela manhã. Eu fui ao seu quarto com o objetivo de chamá-la para a pequena reunião que teríamos no escritório e a encontrei na varanda do casarão, olhando os pés mortos de milho.

Dinah sempre fora muito comunicativa, ainda mais comigo. Porém mesmo com a minha presença ali do seu lado ela permaneceu em silêncio.

Ela sabia. Eu sabia. Não eram necessárias palavras para eu saber que ela ainda estava machucada. Ainda mais agora que ela havia voltado para Fazenda e consequentemente lembranças ruins retornaram.

Após comunicá-la sobre a reunião permanecemos ali.

- Você chamará a Normani, não é? – Dinah me questionou após alguns segundos hesitando, analisando ainda o milharal e a plantação de nossos pés.

- Como sabe?

Ela deu uma risadinha nasal.

- Porque eu te conheço, Mila. Você pensa vai nos ajudar assim.

- E estou enganada?

- Sim. – balançou a cabeça e virou o rosto para mim, dando-me oportunidade de ver seus olhos cheios de medo. – Eu a machuquei muito, Camila. E eu agradeço o que vai fazer, mas irei com vocês nessa missão simplesmente para que ela não ache estou a bloqueando ainda mais. Mas não pense que vamos dar as mãos e cantar Hakuna Matata juntas.

O fato de a loira ter usado uma expressão que Lauren usou bem no começo, quando nos conhecemos, me deixou com uma leve dúvida na cabeça.

Estaria ela fazendo uma referência ao fato que, mesmo não querendo, iria tentar fazer as pazes com Normani? Ou estaria ela zombando, de fato negando se aproximar dela?

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