AIN'T NO CRYING IN THE CLUB HEY HEY
Eu tô tão abalada com as músicas da Camila que não tô conseguindo nem pensar direito, MEU DEUS
QUE HINOS SÃO ESSES?!
Ok... Voltando ao normal... Cá estou eu com outro capítulo.
Antes que venham falando "Autora, tá muito parecido com Segunda Temporada de TWD, pfvr né" fui pesquisar e parar pra pensar, uma Fazenda é sim um ótimo lugar pra se proteger em um Apocalipse, o povo de TWD é que foi tapado de não proteger o lugar. Mas isso não vai rolar aqui, beijos de luz.
E outra observação, a história teve um salto temporal relativamente grande. Então não se assustem se estiverem perdidas no estilo Nazaré Tedesco no começo. Eu aconselho, ou melhor, imploro que prestem atenção nas marcações de tempo dos meses. Os meses vão deixar vocês mais situados sobre tudo o que aconteceu.
Nos encontramos lá nas Notas Finais. Boa leitura e me perdoe pelos erros.
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LAUREN PDV
*Music On* (Somewhere Only We Know – Lily Allen)
Quase sete meses depois...
Última semana de Setembro
Observá-la havia se tornado minha nova obsessão.
Eu amava analisar os seus mais simples detalhes.
O jeito como ela sorria e colocava a língua entre os dentes, enrugando o nariz logo em seguida. O jeito como seus lábios carnudos se moviam a cada palavra que dizia. O modo como ela parecia se entregar de corpo e alma a cada situação buscando sempre estar presente e ajudar quem está por perto.
Conhecia perfeitamente seu corpo. A cicatriz de seu bíceps esquerdo; a mancha do que foi um dia o corte em seu lábio inferior; suas pintinhas amarronzadas na base das costas; as fracas, mas presentes marcas de nascenças em suas costelas. Conhecia a maciez de sua pele; os lugares onde ela sentia-se melhor ao acariciar; os lugares que ela sentia mais prazer; a leveza de seus cabelos quando meus dedos estavam enroscados neles. Sabia com uma simples respiração descompassada que seu corpo estava chegando ao ápice; sabia com o tom de sua voz que ela me desejava – principalmente quando ela ficava mais fina e mais gemida.
Até os seus hábitos.
Acordar coçando os olhos e mexer o queixo enquanto bocejava segundos depois; franzir o cenho no meio das discussões de nosso grupo; brincar com a ponta dos dedos quando estava nervosa com alguma coisa;
Oh, o modo como passava a língua sobre os lábios para umedecê-los...
Essa mania com certeza estava entre as minhas favoritas.
Mas, sobre todas essas, a que eu mais amava era a mania que ela tinha de me observar com a mesma intensidade.
O castanho de seus olhos ficava sempre um tom mais claro quando estava calma e isso só acontecia quando nos encontrávamos sozinhas. Nós duas. Uma nos braços da outra.
Era um completo vício ficar encarando aquelas órbitas de chocolate. Tão serenas que poderiam passar uma aparência de inocência, mas eu sabia, como sabia, que nada ali naquela mulher era inocente.
Era como se Camila Cabello conseguisse olhar no interior da minha alma.
E o sorriso que ela abria ao fazer isso... era mágico.
Naquele exato momento eu estava perdida em pensamentos enquanto a observava à beira daquele precipício.
Eu analisava seu perfil: o rosto tão bem desenhado, seu queixo bonito, seu nariz fino, lábios carnudos. Seus olhos estavam atentos no horizonte, que era uma paisagem maravilhosa de pedreiras do estado de Tennessee. Estávamos perto do limite do condado de Marion, nas proximidades de onde passava os fluentes do rio Sequatchie.
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Into The Dead
FanfictionEm um mundo em meio ao caos os mortos-vivos vagam sobre a terra. Não existe Governo. Não existem leis. No estado de natureza, segundo Thomas Hobbes, os homens podem todas as coisas e, para tanto, utilizam-se de todos os meios para atingi-las. D...
