Capítulo 38

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Olá, pessoal! 

Meus olhos ainda estão vermelhos de tanto que chorei com os comentários (ou talvez a maconha da Lauren, vai saber...). Mas, mesmo assim, quero agradecer do fundo do meu coraçãozinho todos os comentários! Cheguei à conclusão que devo continuar com a história depois de tanto apoio. Desculpe-me se alguém viu isso como "drama" ou sabe-se lá o quê, mas eu precisava. Concordo com várias coisas que muitos disseram e cada comentário está guardado no meu coração.
E assim como uma pessoa me disse: "Tempos difíceis merecem fics incríveis."

TO DE VOLTA NA MINHA BICICLETINHA

SEGUREM OS COLETES QUE LÁ VEM BALA, ou melhor, FACA  

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LAUREN PDV

- Oh, maldição... – eu resmungo comigo mesma ao ver que esquecera a coberta em meu quarto.

Eu já me encontrava no meio da sala de estar e caminhava em direção da porta da frente do casarão. Meu turno de vigia começaria ao anoitecer, perdurando até a metade da madrugada onde Christopher o pegaria. Troy iria me fazer companhia e depois iria trocar com Harry.

Giro meu corpo e recomeço o caminho de volta em direção da escada. Subo os degraus analisando, apenas por costume, as fotografias dos familiares de Simon. Ao terminar os degraus virei no corredor e pude ouvir as vozes de Allyson e Troy no interior do quarto do casal.

Não era um tom de discussão, porém, não era o tom brincalhão que ambos tinham ao conversarem usualmente.

- Você está com dúvidas? – o timbre grave do loiro ressurgiu.

- Não estou com dúvidas sobre o nosso bebê, amor. – a voz de Ally apareceu. – Só estou com medo.

- Por quê?

- Olhe o mundo. Será que ele ou ela estará seguro? Eu temo que tenhamos tomado a decisão errada em trazê-lo para essa realidade. A partir do momento que nascer ele irá fugir da morte, de um jeito mais abrupto que antes.

O tom de Allyson estava embargado por dor e apreensão, que era bem perceptível.

Eu franzo o cenho, sentindo o mesmo que ela. Era compreensível sua preocupação.

- Nós fizemos o certo, amor. – Troy respondeu. – Nós demos a ele uma chance. E eu tenho certeza que, se algo acontecer com um de nós, ou com nós dois, o grupo todo irá cuidar do bebê. Somos uma família. Vamos combater esse mundo e iremos vencê-lo. A melhor coisa que fizemos foi ter esse bebê, não vê? Ele é a nossa esperança de um mundo melhor. É como se a vida nascesse em meio ao caos.

Alguns murmúrios surgiram, indicando que a conversa havia terminado. Inclino a cabeça e vejo, através de uma fresta na porta, o casal de loiros se abraçando, com a enfermeira descansando a cabeça no peito do rapaz alto. Allyson tinha os olhos fechados e um sorriso genuíno no rosto; e Troy uma expressão serena.

Como se um completasse o outro.

Pigarreio baixinho, voltando à realidade. Recomeço minha caminhada em direção do meu quarto, dando-lhes a privacidade que mereciam.

Eu compreendia o medo deles.

Trazer um inocente para esse mundo caótico era uma grande responsabilidade.

Abro a porta do meu quarto e, ao avistar um vulto passar por entre as penumbras, o meu coração chegou vir a minha garganta e voltar.

- SOFIA! – eu rosno, com uma mão sobre o peito.

Into The DeadOnde histórias criam vida. Descubra agora