Acordei às seis da manhã pronta para mais um show da turnê do Twenty One Pilots. Eu e meus amigos já tínhamos ido a quatro apresentações dessa gira, e minhas economias começavam a gritar por socorro. Por um momento, pensei em voltar a dormir — afinal, ainda era cedo.
Foi quando notei a notificação no celular: uma mensagem da Verônica, me lembrando para não me atrasar. Ela sempre faz questão de garantir os melhores lugares. Decidi, então, dormir só mais cinco minutinhos. Esqueci apenas de um detalhe: não coloquei o alarme novamente como todos os dias faço.
Deitada ali, virando de um lado para o outro, comecei a pensar na garota com quem esbarrei na praia no último fim de semana quando fomos assistir um jogo de vôlei de praia. Aqueles olhos castanhos... não saíam da minha cabeça. Era estranho. Nunca me interessei por garotas — "é só uma garota", repetia para mim mesma. Não fazia sentido. Eu sequer a conhecia. Até então, sempre me considerei heterossexual.
Quando acordei novamente, levei um susto. Olhei o relógio: já passava do meio-dia. Levantei apressada, fiz minha higiene matinal e vesti o que chamo de "uniforme de shows": camiseta preta básica, calça justa, coturnos e jaqueta de couro. Peguei as chaves e saí antes que alguém me ligasse perguntando da demora.
Cheguei ao local do show e encontrei Liam e todo o grupo da faculdade. Olhei ao redor — muitos rostos conhecidos da universidade. Jovens sempre circulando pelos mesmos lugares, pensei. Continuei observando o ambiente até que, de repente, meu olhar parou. Ela estava ali. A garota da praia. Com aquele sorriso largo, conversando com algumas pessoas.
Fiquei paralisada por alguns segundos, até voltar minha atenção aos amigos. Liam me chamou para conhecer uma amiga dele, e para minha surpresa... lá estava ela. Camila. A garota.
Enquanto ele conversava com Demi, ela apresentou o grupo, incluindo Camila. Naturalmente, os dois grupos acabaram se juntando. O papo era solto, risadas espalhadas, assuntos desconexos... e o show prestes a começar. Me afastei um pouco e, sem perceber, parei ao lado de Camila.
Ela me lançou um sorrisinho. Dei a mão e ela me puxou para um abraço, como havia feito com todos. Me assustei um pouco — não costumo abraçar desconhecidos. Mas puxei assunto, tentando quebrar o gelo.
— Então, Camila... você tem quantos anos? — perguntei, me sentindo uma idiota por isso.Ela riu, sem esconder que estava olhando descaradamente para os meus peitos.
— Acabei de fazer dezoito — respondeu, voltando a me encarar. Verônica, que estava do meu lado, lançou um sorriso malicioso. Ela sabia exatamente o que eu estava pensando. Às vezes, parece que me conhece melhor do que eu mesma.
— Eu acho que menores de 21 não podem beber... o que você está tomando nesse copo aí? — provoquei, arqueando as sobrancelhas. — Cuidado, hein... o conselho tutelar pode vir te buscar — continuei, com um sorrisinho.
— Eu poderia pedir desculpas por ela — Verônica interrompeu, tentando suavizar o clima — mas ela vai continuar com esse humor por muito tempo.
Camila não pareceu achar graça. Me fuzilou com o olhar. Eu não havia dito nada demais... só estava brincando. Louis começou a rir e se juntou à Verônica, que agora também não me olhava com muita simpatia. Entramos para ver o show, que foi incrível — mas, para mim, difícil de curtir. Não conseguia parar de olhar para aquela garota. Louis, sempre atento, percebeu.
— Caramba... o que está acontecendo? Você tá olhando pra ela como uma idiota. Aprende a disfarçar — cochichou no meu ouvido.
— Estou só olhando pra uma menina de 18 anos tentando parecer mais velha. Brinquei e ela ficou irritada — respondi, tentando parecer séria. Mas a verdade é que... eu estava sentindo alguma coisa por ela.
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True love can never be broken
Fiksi PenggemarComo seria se você olhasse para uma pessoa e soubesse que era ela? E se antes mesmo dela ser sua, você já soubesse cada detalhe dela? E se julgassem esse amor errado? Fazendo assim você lutasse com todas as forças para ter ela perto de você e mesmo...
