Declarações?!

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POV Lauren

Eu não conseguia acreditar no que estava vendo. Camila já estava ficando bêbada, se agarrando com o Michael... Eu não queria admitir, mas vim hoje com a esperança de conhecê-la melhor. Nos últimos dias, preferi manter uma certa distância. Ficava só observando — como uma espectadora da vida dela. Quando saía da faculdade — que, aliás, fica a apenas algumas ruas do colégio dela — e a via com os amigos, nas saídas, sentia um prazer inexplicável só de olhar. Mesmo de longe, eu me sentia completa.

— Você é tão gostosa, Jauregui... — ela disse, pegando no meu braço, me forçando a olhar nos olhos dela. E então, começou a dançar, me provocando. Camila já estava claramente bêbada, enquanto eu estava sóbria demais.

— Camila, para! Você tá bêbada! — Aumentei a voz, esperando que ela me ouvisse, mas ela apenas riu, balançando a cabeça. Isso só podia ser algum tipo de teste.

— Qual é, Lauren?! Você falou da aposta, quer ganhar, não? — Ela se aproximou do meu ouvido, me provocando ainda mais.

— Camila, não desse jeito... Não aqui... — Eu a afastei. Não ia me aproveitar de uma situação assim. Eu não sou esse tipo de pessoa. E não ia começar a ser agora.

— Então aproveita enquanto eu quero. Essa pode ser sua primeira e única chance — ela falou com um sorriso cafajeste. Mas ela estava tão bêbada... Já devia ter beijado umas dez pessoas naquela noite.

Como eu queria agarrá-la ali mesmo, ser uma idiota qualquer. Mas não podia. Não com ela assim. Eu queria que fosse especial. E uma boate não era o lugar certo. Então fiquei ali, assistindo ela voltar para a rodinha de amigos. Não conseguia tirar os olhos dela — suada, com aquele vestidinho preto que lhe caía tão bem. O sorriso safado, mordendo a beirada do copo enquanto descia até o chão... Ela sabia que estava me provocando. E estava adorando aquilo. Oh, céus.

A preocupação começou a apertar. Camila estava bêbada demais, mal conseguia ficar em pé. Já tinha caído umas quatro vezes. A madrugada estava quase amanhecendo, e os amigos dela, tão idiotas quanto ela, estavam mais zonzos que tudo. Continuavam bebendo, sem se importar com nada. Eu não sabia onde estavam Demi, Harry e Louis. Eles simplesmente sumiram. E, pra piorar, Camila não me escutava.

Ela veio até mim e, quando chegou perto, tropeçou e quase caiu. Sorte minha que consegui segurá-la. Nossos lábios quase se tocaram. Foi aí que ela olhou nos meus olhos e... aqueles olhos castanhos quase me fizeram perder o controle. Eu estava prestes a beijá-la, quando Michael apareceu, pegou o braço dela e me lançou um sorriso de escárnio.

— Hoje eu cuido dela — ele disse, piscando. Imediatamente, neguei. — Hoje você vai é dormir, Michael. Olha a situação dela. Olha a sua também. Você não vai se aproveitar dela.

Tentei manter a calma, mas a raiva estava se acumulando. Eu só queria pular no pescoço dele. Ele estava mais sóbrio que a Camila, mas não mais do que eu.

— Não é se aproveitar, se ela tá louquinha e me querendo. Foi assim a noite inteira — ele falou, segurando ela pra não cair.

— MICHAEL, LARGA A CAMILA AGORA! — Já estava gritando, e foi quando o Harry apareceu, mais tonto que nunca, e fez o Michael finalmente soltar a Camila.

Antes que ela inventasse de fazer alguma besteira, avisei que a levaria para minha casa. Ela não podia voltar pra casa daquele jeito. O Harry já tinha me falado que a mãe dela acreditaria que ela tinha dormido na casa dele, se visse o estado em que ela estava. No caminho até o carro, Camila parou de andar, colocou a mão na barriga... Eu sabia o que estava prestes a acontecer. Tentei apoiá-la para que não se sujasse nem sujasse o cabelo, mas ela vomitou como se tivesse bebido por cinco dias seguidos. Ela se segurava em mim para se levantar, mas finalmente consegui colocá-la no carro. Harry apenas me deu um "legal", e eu sinalizei que ele podia ir embora. Ele sabia que eu não faria nada de errado com ela.

(...)

Quando chegamos no prédio, lembrei que o elevador estava em manutenção. Que droga... Quatro andares de escada. Camila me olhou com aquela cara de quem sabe que ninguém resiste.

— Me leva no colo, eu não vou conseguir andar — ela fez um bico tão fofo que eu quase cedi.

Sem chances. Neguei com a cabeça. Eu estava exausta e, se ela tentasse subir em cima de mim, a gente ia acabar rolando escada abaixo. Segurei firme na cintura dela e disse que ela precisava andar. Subimos devagar, para ela não ficar tonta e vomitar em mim. Levei quase 20 minutos pra chegar no meu apartamento, de tanto cuidado que tive. Coloquei ela no quarto onde o Louis costumava ficar quando vinha aqui, e a ajudei a se deitar. Cobri com a manta e, apesar de estar com receio de tirar sua roupa, só tirei os saltos. Fui até o frigobar e peguei uma água. Sabia que ela ia precisar.

Fui tomar banho e, durante aquele tempo, fiquei pensando em tudo o que Camila havia me dito. O jeito que ela me provocava... Não podia ser só a bebida. Não era possível que fosse só coisa da minha cabeça. Ela sussurrava com desejo.

— Lauren, para de ser idiota. Ela não gosta de você. Tá só de porre — falei pra mim mesma, enquanto me secava.

Vesti uma blusa larga e uma calcinha box, e fui até o quarto dela. Não queria que ela acordasse sozinha. Puxei a poltrona da sala pro quarto e me deitei ali. Fiquei olhando ela dormir por mais de uma hora, talvez. Não me importava. Ela era tão linda.

E, quando ela abriu os olhos e sorriu e voltou a dormir no minuto seguinte, como se soubesse que estava sendo observada, senti meu coração quase sair pela boca por ser pega encarando ela. Essa garota ainda vai me matar de amores.

E eu... eu estava ficando louca e feliz  com um simples sorriso dela?

True love can never be brokenStories to obsess over. Discover now