Capítulo Cinquenta e Dois - Castigo

3.7K 240 186
                                        




Aviso: Gente, nos grupos do facebook eu ando vendo bastante gente relatando problemas com o wattpad (parágrafos duplicados ou incompletos, sem sentido, e vários outros), portanto, se encontrarem algum problema aqui no texto, me avisem, por favor, para eu saber e tentar arrumar pra vocês.

E leiam as notas finais, por favor! É importante.

Aproveitem o capítulo!


Capítulo Cinquenta e Dois - Castigo


Alice K. Hildebrand

- Olá, Alice.

O seu sorriso não me engana. É frio em sua total essência.

Por mais que eu tente, sei que Jacqueline Beaumont não gostará de mim logo de início, e não só isso, como também demonstrará resistência a meu respeito o tempo todo.

E, assim como ela não tornará as coisas mais fáceis para mim, eu não irei tornar nada fácil para ela.

- Olá, senhora Beaumont. - Estendo a mão para ela.

Depois de um tempo a observando e de levar uma cutucada nada discreta de um dos gêmeos, ela aceita e retribui o aperto.

- Vamos entrar, crianças? Aqui fora está frio demais. - Ela comanda as crianças para dentro e elas vão em silêncio.

Alguma coisa grita na minha mente que tamanho respeito é normal para eles, mas o silêncio não. Tenho certeza que as crianças reconheceram o humor sombrio da mãe e que ela não está nos seus melhores momentos. Eles todos são esperto demais para perceberem o clima hostil ao nosso redor.

Adam põe a Marion no chão e ela corre para dentro. Adam e eu ficamos para trás, assim como a sua mãe. Eu o ouço sussurrar ao pé do meu ouvido:

- Acho que eu não preciso apresentar vocês duas... - Ele está nervoso, contrariando toda a sua pose confiante das últimas semanas.

Não posso negar que a situação seja divertida... A situação dele, no caso.

- Engraçadinho, você. - Comento, também sussurrando, para tentar descontrair. - Não, você não precisa. Mas é bom que você me ajude a fazê-la gostar de mim. - Peço, ainda aos sussurros. Ele ri, mas para imediatamente quando a mãe volta a nos encarar.

O olhar dela é severo devido à minha proximidade do seu filho e à nossa interação.

- Acredito que "senhora" seja um pouco inadequado, levando em conta a sua pretensão de ser da família. - Ela diz. Sua voz baixa não é calma e nem amistosa. É livre de emoções.

E por incrível que possa parecer, eu não estou nervosa como estive nos últimos dias e semanas. Todo o vestígio daquele medo gigantesco foi embora e o que o substitui é a determinação. A minha experiência com assuntos sérios é um ponto a meu favor, e eu apenas sei como controlar a situação. Pelo menos bem o bastante para não sair no prejuízo.

- Pretendendo ser da família ou não, "senhora" é uma forma de demonstrar respeito, senhora Beaumont. Tratar as pessoas com respeito me foi ensinado desde criança. - Eu digo, com o tom de voz parecido com o dela.

A mulher solta o ar lentamente e dá um sorriso apertado que não chega aos seus olhos.

- Aprecio o seu respeito, Alice. - Ela dá as costas e entra na casa, sem mais uma palavra.

Efeito AliceOnde histórias criam vida. Descubra agora