Capítulo Setenta e Três - Tudo Entra nos Eixos

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Alguém com saudades de uma maluquinha sumida? huehuehuehue aproveitem o cap monstro!

Capítulo Setenta e Três - Tudo Entra nos Eixos

Adam Beaumont

- Às vezes é bom ser quem eu sou. - Alice suspira, maravilhada.

- Eu tenho certeza disso. - É tudo o que eu consigo dizer.

Eu estou enfeitiçado pelas duas pequenas argolas.

Eu estou... Contemplando o meu futuro.

Ele esta logo à minha frente e é possível tocá-lo, mas não o faço.

Alice, sem hesitar, segura a maior das alianças nos seus dedos finos e delicados, e antes de estendê-la para mim, a admira por um instante.

- Adam, eu não vou me ajoelhar e nem fazer o pedido novamente, porque eu não quero correr o risco de você mudar de opinião. - Ela brinca para se acalmar, mas o riso é abafado pela voz embargada. Mesmo tão emocionado quanto ela, eu consigo rir. - Eu amo demais você, Adam, e por incrível que possa parecer, eu acredito que isso está acontecendo de verdade. Não é só um sonho, é a nossa realidade a partir de agora.

Sem mais nada, Alice coloca a aliança no meu dedo e leva a minha mão até os seus lábios.

A aliança coube perfeitamente.

- E eu confesso que roubei a sua aliança de namoro algumas vezes enquanto você tomava banho para medir o tamanho. - Ela solta de repente, sem aparentar culpa alguma, me fazendo rir da sua espontaneidade.

- Desta vez eu perdoo a sua trapaça. - Eu digo para fazê-la rir. Funciona, e estamos os dois rindo com tanta felicidade nos rodeando.

Eu tiro a caixinha da sua mão e, num impulso, eu me ajoelho à sua frente.

- Eu acredito que, depois do que você fez por nós, eu posso correr o risco de me ajoelhar e perguntar a você se aceita casar comigo. - Eu falo e observo Alice me olhar com os olhos surpreendidos cheios de emoção.

Ela não me responde. Eu insisto:

- Alice? - Ela ergue as sobrancelhas, incitando-me a prosseguir. - Não vai me responder?

- Você não fez pergunta alguma, Adam. - O sorriso insolente mostra que ela apenas quer me torturar por mais um tempo.

- Eu perguntei se você aceita se casar comigo, Alice. - Impaciente, eu a recordo.

Apesar de tudo, também estou me divertindo.

- Não, você não perguntou. Você disse que se arriscaria a se ajoelhar e perguntar se eu aceitaria casar com você. Não houve pergunta nenhuma, meu amor. - Ela se faz de inocente, porém eu reconheço esta pequena falha minha.

- A pergunta estava implícita, Alice. - Eu rebato, tentando não rir.

Ela, da mesma forma, diz:

- Pergunta implícita não se faz quando envolve um casamento, Adam! - Alice soa falsamente irritada e precisa morder o interior da sua bochecha para não sair da própria brincadeira.

- Alice... Eu posso fazer essa pergunta quantas vezes você quiser, porque nunca irei me cansar de fazê-la e menos ainda de ouvir o seu sim. - Eu murmuro, e agora a primeira lágrima cai do seu olho direito. - Alice Hildebrand, amor da minha vida, mulher que me leva à beira da loucura e que me faz o homem mais feliz, amado e desejado do mundo inteiro, me faça um pouco mais feliz agora... Você aceita casar comigo? - A cada palavra dita minha voz fica mais firme e segura, afinal, não há certeza maior do que a minha vontade de passar o resto da minha vida junto a ela.

Efeito AliceOnde histórias criam vida. Descubra agora