Existem várias estratégias para lidar com conflitos e sentimentos. Para Ana, fugir e ignorar são as que melhor funcionam.
Fechada e cheia de segredos, sempre evitando novas amizades e preocupada com as consequências de suas ações, se Ana ao menos im...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Omma: mamãe; Oppa: significa literalmente"irmão mais velho". Expressão usada por mulheres de qualquer idade para se referir a um homem alguns anos mais velho que ela; Ya: Ei!; Urna: Recipiente usado para guardar as cinzas de um corpo. Michyeosseo?: Ficou louco? Komawo: Expressão informal equivalente a "obrigado"; Miane: Expressão informal equivalente a "desculpe".
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Como de costume, caminhava por uma viela úmida e fria, a cada momento olhando para trás.
— Eu vou achar você... — a voz ecoou.
Com o desespero exalando pela pele, corri.
— Não Di, por favor! Me deixa em paz! Aumentei a frequência dos passos apesar da dificuldade do salto alto.
— Deixar você?! Como, se a culpa é toda sua?
— CULPADA! — CULPADA! — CULPADA!
Comecei a cair dentro de um oco profundo e sem vento. Mas quando fechei os olhos, eu já estava de pé em outro lugar, um vazio escuro que parecia não ter fim.
— Quem é você? — terrifiquei ao ouvir minha própria voz ecoando naquele ambiente sombrio e calado principalmente ao notar que não estava sozinha. E como se um super zoom automático tivesse sido acionado em meus olhos, a pessoa que antes estava distante, num piscar, estava ali, bem diante de mim.
Minha mãe nunca aparecia em meus pesadelos, mas ela estava ali, pálida e fria como alguém sem vida.
— Que vestido é esse? — perguntei, hesitante. Ela respondeu tão somente com um encarar penetrante. Meu esforço para tocá-la foi em vão, pois meus braços estavam paralisados sem permissão.
— Seja livre… — Seus dentes sorriram enquanto sua voz macia ecoou, invadindo meus tímpanos.
Desidratando em suores, me deparei com o quarto tomado pela escuridão. Eram três da manhã e eu estava absolutamente desperta; apesar dos esforços de esvaziar a mente, fechar os olhos, se aconchegar na cama ou contar carneirinhos, todo o foco era voltado àquele vestido. Único ou deslumbrante eram palavras no mínimo incompetentes se usadas para descrevê-lo. Contudo, pelo congestionar da inspiração, elas bastariam.