Acordei com o J-Hope gritando Hey Mama! em meus tímpanos no volume máximo que o celular podia suportar. Não ousei abrir os olhos e me permiti aproveitar os últimos minutos na cama até que MAMA terminasse de tocar.
Fiquei de pé ainda com os olhos fechados, dessa vez temendo abri-los e ver nada além da ausência de SN em cima da cama. Acendi a luz e por fim tratei de olhar: ela estava lá, as pernas emboladas entre cobertas e o cabelo um tanto desgrenhado sobre o rosto.
Pela janela, ainda dava para ver estrelas no céu; o relógio marcava um pouco mais que quatro e dez da madrugada.
Quando saí do banheiro, praticamente pronta, decidi dar uma última chance às meninas e ir acordá-las.
No outro quarto, as três camas estavam ocupadas. Tudo o que se podia ouvir era um respirar profundo após outro, além dos ronquinhos de Sofia. Se eu conseguisse acordar Pietra, ela com certeza daria um jeito de tirar as outras duas da cama.
— Ei… — Chacoalhei seus ombros estreitos o quanto pude. — Acorda!
Era impossível, estavam completamente desmaiadas. Vanessa e Sofia só cheiravam a gelo seco e soju. A Louca sequer tirara os saltos para dormir, já a Fofa, tinha um cílio postiço grudado na sobrancelha.
Quando voltei ao outro quarto convencida de que iria sozinha, SN estava de pé, parada feito um zumbi, esfregando os olhos com o punho de seu pijama de mangas grandes.
— Não tem que ir só por causa de mim. — Passei por ela, pegando minha bolsa de praia para colocar algumas coisas que precisaria. — Fica e dorme.
— Ani, eu vou — disse arrastando a voz. — É que eu chamei o Jung Kook… Tudo bem, né?
⚪⚫⚪⚫⚪
Pietra era realmente uma esbanjadora. Me certifiquei disso após confirmar três vezes com o guia de que aquele enorme e luxuoso iate atracado bem na nossa frente era mesmo o que estava reservado para nós.
Logo Jeon Jung Kook e Kim Tae Hyung apareceram, animados. Nem parecia que estavam farreando até há poucas horas atrás.
Nos apressamos para entrar, pois o primeiro raio solar nasceria às 5:30.
O iate era branco e brilhava, cheio de detalhes em madeira. O comandante vestia um uniforme e, ao nos levar até à sala onde ele pilotaria a embarcação, Kim Tae Hyung logo quis mexer na roda do leme, tocar a buzina e gritar "Todos à bordo!".
Após uns quinze minutos navegando, paramos no meio de toda aquela água. Nos restava apenas esperar.
Aos poucos, o tom azul profundo do céu foi clareando e clareando; as estrelas perdendo o brilho… Logo a linha extremamente retilínea do horizonte ficou nítida às nossas vistas. E quando todo o céu se tornou claro o suficiente, os primeiros tons rosados apareceram. Poucos minutos depois, o início do círculo do sol surgiu, lá no fim do mar, no limite de onde nossos olhos conseguiam enxergar. Era como se o sol dormisse dentro d'água, e o espiássemos acordando. Gradativamente, ele foi subindo, e subindo… Sem que percebêssemos, sua circunferência já flutuava totalmente naquele céu cheio de nuvens disformes e amareladas pelo seu brilho.
A embarcação voltou a navegar logo depois que tomamos o café da manhã.
Ficamos os quatro observando o mar que ia ficando para trás à medida que pegamos velocidade. O vento se intensificou, e eu fechei os olhos para senti-lo melhor. O cabelo voava livre para trás.
E foi aí que senti duas mãos em minha cintura.
— Abra os braços, Rose!
Era Jeon Jung Kook, brincando ou se aproveitando da situação, não se sabe ao certo.
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Bangtan e Eu
FanfictionExistem várias estratégias para lidar com conflitos e sentimentos. Para Ana, fugir e ignorar são as que melhor funcionam. Fechada e cheia de segredos, sempre evitando novas amizades e preocupada com as consequências de suas ações, se Ana ao menos im...
