84- Kill your child

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Josephine Wilson

Kylie sai de lá, e eu fico sem entender absolutamente nada, e por que Arizona quer falar com a gente?

Vou até a sala onde Alex estava conversando com um paciente, pra poder falar com ele.

- Com licença... Doutor Karev tem um minuto?

- Claro Wilson, com licença Jake. - Ele fala para o menino e vem até mim no corredor. - Tudo bem?

- Sim... Não... Quer dizer, eu não sei, mas Arizona pediu pra irmos falar com ela depois da cirurgia dela.

- O que ela quer?

- Eu não sei, mas só disse que é importante.

- E ela já saiu da cirurgia?

- Oi Alex... Jo, estava procurando vocês. - Somos interrompidos pela Arizona. - Tem um minuto?

Sua expressão não era das melhores mas mesmo assim seguimos ela.

- Por que estamos aqui?

- Quero checar os bebês. - Ela diz enquanto me deito e ela faz o ultrassom. - Foi como imaginei.

- Qual o problema Arizona? A Jo veio fazer ontem a noite.

- Quero que se acalmem, vocês vão precisar muito um do outro agora. - Arizona diz e Alex se senta do meu lado.

- É algo com os bebês né... Eles não estão bem? Eu sabia que algo ia acontecer e tudo ia dar errado. - Falo segurando a mão do Alex.

- Calma Jo, vamos deixar ela falar...

- Um dos bebês morreram... - Ela respira fundo antes de continuar, e eu sinto Alex me fitar com os olhos. - A morte fetal única, em gestação gemelar, é uma complicação obstétrica rara, variando a taxa de incidência entre 0,5% e 7%...

- Por isso, ele tava na mesma posição que no último ultrassom... - Falo gaguejando sentindo minha garganta se fechar aos poucos para falar.

- Sim... Quando a morte fetal única ocorre no primeiro trimestre, está gravidez evolui como se se tratasse de uma gravidez única e o gêmeo sobrevivente não parece estar sujeito a mais riscos envolvendo o outro gêmeo, - Sinto cada lágrima, uma por uma descer rapidamente pelo meu rosto. -  o feto que não sobreviveu é tão pequeno que seu corpo vai o reabsorver ele, então não vai precisar abrir você, ou fazer uma cesariana pra sair os dois.

- Mas... Não podemos fazer nada pra salvar o bebê, Arizona você é uma cirurgiã fetal ... - Alex diz gritando por aquela sala e Arizona o observa calmamente.

- Me desculpem, mas não tem nada que eu possa fazer. - Ela diz passando a mão pelo rosto.

- Então eu... Vou reabsorver meu próprio filho... - Falo passando a mão pela minha barriga, ainda chorando.

- Jo... - Arizona diz se aproximando de mim. - Você é forte, seu filho ou filha, foi um guerreiro, agora você vai lutar pelo outro bebê que está aí, você vai ser forte, ok? Você e o Alex, vão estar nessa juntos, tá bom? - Ela diz limpando as lágrimas do meu rosto, mas elas continuavam escorrendo ao pensar que meu próprio filho morreu dentro de mim.

- Eu só queria ser uma mãe pra ele. - Falo e Arizona me abraça e assim me deixei chorar em seu ombro novamente.

- Vou deixar vocês sozinhos...- Ela diz e vai até a porta.

- Alex... - Falo me virando pro mesmo que não parava de andar pela sala. - Alex. - Grito o vendo nervoso.

- Me desculpa... Eu queria que tivesse um jeito... - Ele diz olhando pro chão.

- Eu queria que desse certo... Eu achei que estava tudo bem, eu sabia que ia dar errado... - Falo e ele se aproxima de mim.

- Não foi nossa culpa...

- E se foi Alex? Eu não duvido de nada agora.

- O que importa é que o outro está bem, e que vai dar certo.

Ficamos um instante em silêncio até eu voltar a falar.

- Era um menino... Íamos ter um menino, um menininho. - Falo tentando sorrir, mas vejo Alex vir até mim me abraçando e eu acabo chorando mais ainda.

O silêncio entre nós era apenas quebrado pelo meu choro, e a respiração ofegante de Alex, até Bailey vir até a sala que estávamos.

- Karev... Wilson...Vão pra casa, ficar aqui vai ser pior pra vocês. - Ela diz abrindo a porta.

- Obrigada chefe. - Digo a olhando e ela passa a mão pelo meu rosto.

- Sinto muito... Sei que nada parece certo agora, mas isso vai passar. - Ela diz e eu sorrio, logo saindo dali e indo pegar a Estela na creche.

Estela estava brincando e a abraço assim que a vejo, Alex vem junto e a abraça também.

- Vamos pra casa minha princesa. - Digo dando um beijo na testa dela e Alex a pega no colo para irmos até o carro.

A Interna - JolexOnde histórias criam vida. Descubra agora