Divertidas intrigas

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[...] sentiu a boca dela tocando-o. [...]

Natasha abriu os olhos e sentiu todo o seu corpo suado, John a mantinha em seus braços e o calor estava grande. Passou a mão sobre o braço dele ate tocar seu rosto:
- John, acorda – Acariciou seu rosto.
- Hmmm – Resmungou.
- Acorda grandão, vamos nos atrasar pro trabalho
- Hmm – Resmungou de novo e a apertou mais em seus braços.
- Amor você está me esmagando
- Você é muito macia – Passou a mão sobre o braço dela e pegou sua mão levando a boca para lhe dar um beijo sob a palma.
- E você é muito forte, eu consigo ouvir meus ossos estalando
- Há! Há! É porque você é pequenininha – A soltou dando um rápido selinho.
- Hunf! Já vai começar com essa história de pequena, eu sou bastante alta para uma mulher
- Hmmm ela fica bravinha – Provocou dando beijinhos no pescoço dela.
- Você que vive dizendo que eu sou pequena
- Mas você é – Respondeu com um sorriso convencido.
- Não sou
- Eu sou mais alto que você
- Você é homem
- E você é mulher, por isso é pequena – A abraçou de novo prendendo os braços dela contra seu peito.
- Arg! Eu tenho 1,73 de altura, não sou tão baixa
- Eu tenho 1,88 de altura e sou mais alto
- Você é uma escada
- Baixinha
- Aaaah – Gemeu e imitou o choro de uma criança mimada.
John não aguentou e caiu na gargalhada:
- Oh Meu Deus, eu magoei os sentimentos do meu bebezinho
- Tudo com você tem que ser no diminutivo – Bateu no peito dele com pouca força.
- É porque eu amo o fato de você ser pequenina
- Hmmmm... Quer saber vamos logo tomar banho – Se desvencilhou dos braços dele e sentou na cama.
Natasha se espreguiçou e deslizou para fora da cama. Em um pulo John já estava de pé e a pegou no colo de surpresa:
- Venha aqui
- Haaa John – Se assustou com a repentina pegada dele.
- Eu quero dar banho na minha baixinha
- Há! Há! Você não vale nada John

O frio de dezembro estava de matar, Natasha estava toda coberta, duas blusas por baixo e uma grossa de mangas compridas, calça e botas. Se um pouquinho do vento frio entrasse em sua roupa ela se lançaria em uma churrasqueira acesa.
John estava tendo problemas com os botões dos punhos da camisa e pediu ajuda a morena:
- Está muito elegante hoje
- Arg! Tenho uma reunião agora de manhã – Ele pegou o celular em cima da cama quando ela fechou o primeiro botão. John enrugou a testa quando leu uma mensagem e não estava nem um pouco feliz em ter de compartilhar isso com Natasha, mas era o certo – Minha linda.
- O que? – Fechou o outro botão e ajeitou os punhos para não ficarem amassados.
- Eu não gosto de esconder nada de você, por isso eu vou contar
- O que foi? – Ergueu a cabeça para olha- lo.
- Olivia chegará à Nova York essa semana
- Olivia? – Franziu as sobrancelhas. Imaginou que ele estivesse falando da sua avó, mas ele nunca a chamaria pelo nome.
- Olivia Britt, minha correspondente de Londres.
Quando ela lembrou quem era seu maxilar tencionou e seus dentes rangeram:
- Você quer dizer a sua funcionária que te atacou na sua sala no final do expediente e tiveram um caso de duas semanas?!
- É
- Maravilha – Virou de costas e foi ate a penteadeira pegar seus brincos.
- Ela só vem me entregar um documento e no máximo em dois dias voltará para Londres. – Ele escolhia suas palavras com cuidado, Olivia foi o motivo pelo qual Natasha sumiu durante toda uma noite em uma cidade totalmente desconhecida para ela e quase o largou de vez. Se não quisesse que algo semelhante acontecesse de novo teria de manter Olivia o mais longe possível dele.
- Dois dias – Resmungou e ficou ainda mais irritada por não conseguir enfiar o brinco no buraco da orelha.
- Vai ser rápido, você vai ver
- Não John, eu não vou ver, ate porque se eu chegar a ver aquela mulher com certeza arrancarei os olhos dela – Finalmente conseguiu colocar os brincos. Pisando duro pegou sua bolsa em cima da cama e saiu do quarto bufando.
- Essa vai ser uma longa semana – Suspirou e correu atrás dela – Natasha, espera.
- Eu preciso ir para o trabalho – Respondeu descendo as escadas com pressa.
- Você precisa tomar café primeiro – Desceu logo atrás.
- Não estou com fome – Pisou no último degrau continuou andando rápido.
- Minha linda – A alcançou pegando sua mão.
- Eu não quero me atrasar John – Falou voltando-se para ele.
- Você sabe que ainda está cedo e tem tempo para tomar café
- Perdi a fome
- Hunf! Amor olha para mim – Soltou a mão dela e segurou seu rosto erguendo-o – Você não precisa ficar com raiva e muito menos sentir ciúmes, sabe muito bem que o que eu tive com ela começou e acabou em duas semanas, nada mais. Pensei que confiasse em mim.
- Não é você em quem não confio, é nela. Quem me garante que aquela piranha não vá esperar o último andar ficar todo vazio e ter você sozinho na sala para tentar te agarrar de novo?
- Eu garanto. Naquela época eu estava fragilizado, ela ficou com a casca de um homem quebrado, eu precisava de alguma atenção, eu não conhecia você naquele tempo. Hoje é diferente, eu tenho você e nenhuma outra mulher me interessa, você é a única na minha vida, é a dona do meu coração, quer garantia melhor que essa?
- Sim, que use um cinto de castidade o qual só eu tenha a chave
- É isso é um pouco demais, e bastante complicado. Não pode pedir algo que seja mais... Possível?
- Tá! Eu confio em você, mas mantenha aquela descarada longe de você, e certifique-se de que o Sam esteja na sua sala quando ela for ter sua "reunião de negócios".
- Logo o Sam?
- Sim, ele é o que mais ficará perto das pernas dela, qualquer coisa é só jogar a cadeira em cima dela
- Há! Há! Há! Tudo bem, eu prometo que o Sam estará comigo – Não conseguiu segurar a risada.
- Isso é sério John, se eu souber que se encontrou com ela sozinho eu juro que vou ate o bar e vou beijar o Cesar ate ficar sem folego e ainda tiro uma foto para mandar para você.
- Você não faria isso – Ficou tenso e ao mesmo tempo com raiva.
- Se encontre com a Olivia a sós e verá – Deu as costas e foi para a mesa da sala de jantar.
Natasha não era do tipo que ameaçava, e muito menos que traía, mas uma mulher vingativa e se sentindo traída era capaz de qualquer coisa para revidar a situação, se tornava um pesadelo particular. John engoliu em seco e fez uma nota mental de falar com Sam assim que chegasse a revista. Ele deu passadas largas ate a sala de jantar e puxou a cadeira:
- Minha linda...
- É serio que ela tinha que ter o mesmo nome que a sua avó? – Não deixou que ele continuasse a falar, ainda estava irritada – Agora eu nunca mais vou conseguir falar com a sua avó sem lembrar daquela cobra.
- Talvez eu tenha uma solução para isso, chame minha avó pelo segundo nome
- Segundo nome? Qual?
- Savannah
- Sua avó se chama Olivia Savannah? – Ergueu uma sobrancelha pensando na escolha estranha dos dois nomes.
- Há! Há! Sim. A loucura da minha avó não veio com o tempo, mas sim de berço. Quando souberam que era uma menina, o pai dela queria que colocasse o nome de Olivia, mas a mãe queria Savannah, cada um tinha seu nome preferido. E para não ter mais brigas, resolveram colocar os dois.
- Há! Há! Há! Nossa
- Minha avó adorava o pai, mas detesta o primeiro nome, usa por consideração, mas apenas os íntimos a chamam de Savannah. Tenho certeza que se a chamar assim e explicar o porquê ela vai adorar.
- Há! Há! Tudo bem. Confesso que é um dos meus nomes preferidos – Deu de ombros.
- Minha avó ficará muito feliz em saber – Segurou a mão dela sobre a mesa – Minha linda não precisa se preocupar com a Olivia, tudo vai correr muito bem.
- Você só fala isso porque ficou com medo da minha ameaça
- Também... Você faria aquilo mesmo?
- Quer me testar? É só me desafiar
- É eu senti firmeza agora, e isso não me deixou nem um pouco tranquilo
- Querido eu sou fiel ate a morte, mas basta me trair que eu respondo na mesma moeda e não me importo se isso é agir mais baixo que você
- Uau! Não sabia desse seu lado
- Amor, mulher traída é o ser humano que mais deve se temer no mundo
- Eu to vendo porque
- Mas eu sei que você não fará nada de errado. Se aquela mulherzinha tentar algo basta me avisar que eu vou adorar botar ela no lugar, além do Matt eu nunca lutei com outra pessoa.
- Natasha você é muito agressiva
- Sou quando percebo que o que é meu está em risco
- Minha linda nada aqui está em risco, eu sou seu, ainda não entendeu?! – Beijou a mão dela.
- Eu sei disso, mas ela não
- Há! Há! Há! Vamos deixar a Olivia pra lá, não quero estragar nossa manhã. – Deslizou a costa dos seus dedos sobre o rosto dela – Ciumenta.
- Você é, eu também posso ser
- Ah! Não estou reclamando, pelo contrario, estou adorando – Beijou outra vez sua mão.
- Seu chato – Sorriu.

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