[...] Os dois pularam na água nadando para longe do barco. [...]
O sol estava se pondo e os dois não avançaram um milímetro para perto de Nova York, continuaram no mesmo lugar onde ancoraram. Natasha estava deitada na cama com o rosto de John em seu ombro, o nariz a poucos centímetros do seu pescoço, o braço sobre o corpo dela uma das pernas entre as suas. Com delicadeza Natasha fazia carinho nos cabelos dele, deslizava para cima e para baixo os dedos também sobre seu braço. O balanço do mar sob o barco era lento e tranquilo, sabia que com o cafuné e o embalo John logo dormiria:
- Eu te amo – Ele cortou o silêncio.
- Ah é?
Ele esfregou o rosto sobre o ombro dela afirmando:
- Sabia que eu te amo também?! – Sorriu.
- É muito bom ouvir isso
Natasha deu um beijo na testa dele:
- Eu me sinto muito feliz com você aqui
- Também me sinto com você, faria qualquer coisa para vê-la feliz.
- Eu sei, e agradeço você de todo coração por todo o esforço que faz por mim.
- Não é esforço nenhum, faço por amor.
- Você é o homem da minha vida John – Tocou o rosto dele com a costa dos dedos.
- Graças a Deus – Sentiu o sorriso dele sobre sua pele, e não pôde deixar de sorrir também.
Ele mexeu a cabeça querendo que ela continuasse com o cafuné. Nat riu baixinho e recomeçou com o carinho. John adorou escutar a risada dela contra seu ouvido, a vibração da sua voz através do peito, era maravilhoso.
- Amor...
- Hmm? – Ele ergueu uma sobrancelha.
- Por que gostava de praticar todos aqueles esportes?
- Eu sempre gostei, desde pequeno. Adorava as aulas de educação física na escola, com o passar dos anos fui tomando conhecimento de outros esportes, eu gostava dos desafios, me sentia livre e vivo. Na verdade eu sempre gostei do perigo, de encarar a morte de perto, e quanto mais ela insistia em aparecer, mais eu a enfrentava.
- Por isso participou das corridas clandestinas?
- Hunf! Sim. A morte levou meu pai, então eu queria mostrar que não tinha medo dela, pelo contrario, tinha raiva, e por isso a desafiava em algo perigoso.
- Ah! John... Graças a Deus nada nunca aconteceu a você – Beijou outra vez sua testa.
- Pois é – Apertou um pouco mais seu braço em volta dela – Você teria ido mesmo comigo para a corrida?
- É claro. Não ia deixar você cometer uma loucura, ainda mais sozinho. Eu teria encarado aquela corrida se fosse necessário. Queria saber se teria coragem de arriscar a minha vida e a sua com isso.
- Eu nunca faria isso. Sua vida é a coisa mais preciosa para mim, eu não saberia viver sem você.
- Eu sabia que não ia seguir em frente se eu me colocasse em jogo, assim como eu teria feito o mesmo se estivesse em seu lugar.
- Eu sei, por isso que te amo tanto. – Beijou seu pescoço.
Natasha mexeu seus dedos entre os cabelos dele fazendo uma leve pressão na cabeça, ele adorava esse tipo de carinho. Ela respirou fundo:
- Amor nós precisamos decidir o destino da nossa próxima lua de mel. Você tem algum lugar em mente?
- Hmm. Eu conheci vários lugares, posso selecionar alguns para escolhermos – Ele bocejou – Você pensou em algum?
- Eu já viajei bastante, não tanto como você claro, mas tem alguns lugares que tenho muita vontade de conhecer.
- Qual?
- Mônaco. É uma cidade encantadora, reluzente e muito rica, combina com você.
Ele sorriu com o comentário:
- Podemos ir. Meu pai tinha uma casa lá, mas não sei se vendeu, é provável que não.
- Por que isso não me surpreende?!
- Há! Há! Há! Lembra quando eu disse que meu avô Bruce adorava poker? Além de Las Vegas, Mônaco é um ótimo lugar para jogar e perder dinheiro. Meu avô sempre dava um jeito de fugir para lá, e como meu pai sempre o acobertava resolveu comprar uma casa para ele ficar.
- Há! Há! Há! Entendi. Que vício.
- Verdade – Ele respirou fundo – Você pode escolher outras lugares se quiser.
- Você também precisa escolher
- Ok! Mas aceito qualquer um que decidir, só quero estar com você. – Ele fechou os olhos.
- Tudo bem – Sua mão subiu ate o ombro dele distribuindo seus toques para outros lugares.
- Escolha e depois me diga – Falou já sonolento.
Natasha notou sua sonolência, ele estava cansado e não queria mais enche-lo falando sem parar, então decidiu cantarolar uma música lenta. Lembrou-se das músicas que sua mãe cantava, quando não recordava de nenhuma letra, inventava, às vezes apenas cantava sem letra nenhuma, apenas criava notas. Ela cantarolou por longos minutos e só parou quando sentiu a tranquila respiração dele batendo em seu pescoço. Afastou um pouco seu rosto para certificar de que estava mesmo dormindo:
- John? Amor? – Ele não se mexeu ou emitiu qualquer ruído. Nat esboçou um largo sorriso. Recostou sua bochecha sobre a cabeça dele sem parar de lhe fazer carinho. Continuou ate ela própria cair no sono.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Simply, I love you
RomansaO que acontece em Paris deve ser levado para a vida toda. O que você faria se, literalmente, esbarrasse no amor da sua vida na cidade mais romântica do mundo? Natasha Donovan tinha acabado de se formar em Publicidade, e ganhou de seus pais como pres...
