Capítulo21

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Três semanas depois..

Kelly

Eu estou esparramada na cama aproveitando o meu domingo de folga antes de voltar a trabalhar. Eu consegui o emprego na farmácia e estou agradecendo a Deus até agora por ter dado tudo certo tão rápido. A Deus e ao André.

Meu celular toca e eu penso duas vezes antes de levantar e atender. Não queria mesmo sair do meu conforto, mas a foto de André aparece acompanhando o toque do celular e eu resolvo atender.

— Oi, Kelly. Está sentada?

— Tive que me levantar para pegar o celular e te atender querido. Espera aí. — Eu respondo em um tom divertido, me sentando na cama em seguida. — Pronto, pode falar.

— Depois daquele dia da praça, eu esqueci completamente do que eu prometi sobre olhar a agenda dos parques. Hoje eu recebi um banner de um parque e eles chegaram aqui semana passada. Vamos hoje para comemorar seu último dia de folga?

— Nossa, como você pôde ser irresponsável comigo? — Eu brinco com um sorriso nos lábios. — Mas mesmo assim eu vou com você. Só porque eu estou com muita vontade de ir a um parque de diversões.

— Ótimo! Me passa seu endereço que eu passo aí em meia hora para te dar uma carona. — André pede.

—  Vou te mandar a localização por mensagem. — Eu respondo já selecionando a conversa de André no meu celular e lhe enviando a minha localização.

— Ok! Até mais, Kelly! — Ele se despede e eu desligo o telefone.

Me levanto rapidamente para me arrumar, empolgada demais com a ideia de andar naqueles brinquedos radicais já sentindo a adrenalina pulsando em meu corpo.

Um pouco mais do que meia hora, ouço a campainha tocando. Quando abro a porta, encontro André segurando duas garrafinhas de suco.

— Ei! Queria comprar flores, mas como vamos à um parque e está um calor terrível, pensei que um belo suco de melancia cairia melhor do que flores. — Ele diz dando aquele sorriso maravilhoso.

— Achou muito melhor mesmo.

Eu abro meu melhor sorriso também o olhando, me sinto feliz por ter ele como meu amigo, a sua companhia tem sido muito importante para mim nos últimos dias.

Acho que se não fosse por ele tudo estaria mais difícil, pois a tristeza teria tomado conta de mim.

— Então vamos, querida. — Ele estende uma das garrafas para mim enquanto abre espaço para que eu possa passar pela porta.

— Primeiro as damas.

Eu passo pela porta, saindo logo a sua frente.

Assim que chegamos no carro ele abre a porta para mim. Eu entro, sem deixar de sorrir ao pensar no quanto o dia será divertido.

André entra em seguida e começa a dirigir, tomando o seu suco. Quando paramos no estacionamento do parque, percebo a entrada lotada de pessoas para comprar ingressos.

— Nossa, a fila deve estar enorme, mas nada que estrague a diversão.

Eu sorri o olhando.

— Gosta de brinquedos perigosos?

— Você não tem nada a temer comigo, querida! — Ele diz, puxando um papel do bolso. — Comprei os ingressos online! É a primeira semana deles aqui, óbvio que teríamos filas enormes, então me precavi. E sim, eu sou apaixonado por brinquedos radicais. Quero ir em todos!

— Por isso que resolvi sair com você, fiz uma ótima escolha. Serei sua parceira nos brinquedos, porque eu também adoro.

André sorri para mim e me acompanha até a entrada do parque, onde recebemos pulseiras.

Marcas do PassadoOnde histórias criam vida. Descubra agora