Sessenta e Nove

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Porque éramos apenas crianças quando nos apaixonamosNão sabíamos o que eraEu não vou desistir de você dessa vezMas, querida, apenas me beije devagarSeu coração é tudo o que eu tenhoE, em seus olhos, você está segurando o meu — Perfect Duet, Ed She...

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Porque éramos apenas crianças quando nos apaixonamos
Não sabíamos o que era
Eu não vou desistir de você dessa vez
Mas, querida, apenas me beije devagar
Seu coração é tudo o que eu tenho
E, em seus olhos, você está segurando o meu — Perfect Duet, Ed Sheeran feat. Beyoncé

Desde muito jovem sempre me questionei sobre muitos aspectos de minha vida.

Com isso, também me questionei como seria minha morte, afinal passei a maior parte de minha existência desejando-a por inúmeras razões.

Por um longo tempo, não entendia qual era o sentido de minha vida. Acho que grande parte de meus dias se resume em existir apenas.

Mas, agora, olhando meu filho dormindo tão serenamente no peito de seu pai, que mesmo dormindo continua a fazer carinho em seu pequeno corpo, não há qualquer dúvida em meu pensamento.

É como se olhar para os dois amores de minha vida me desse todas as respostas para qualquer questionamento que um dia esteve pesando sobre meus ombros.

Tudo se resume a eles.

Meus dois corações fora do corpo.

Não resisto e escorrego meus dedos pelos cachinhos escuros de meu menino, que leva sua mão gordinha em sua bochecha ainda mais gorda, formando um biquinho com seus lábios.

A primeira sensação que tenho, mesmo antes de abrir meus olhos, é um gosto amargo em minha língua.

Cada mínima parte de meu corpo dói.

E ao abrir meus olhos, sinto-os arder por toda a luz que captam.

Contudo, tenho certeza de que as lágrimas que escorregam pela lateral de meu rosto ao fechá-lo não são pela ardência.

Estou viva.

Meu coração começa a bater mais forte e rápido.

Não demora muito até que ouça uma movimentação ao lado da cama e meu olfato capta um cheiro tão conhecido por mim.

— Babe? — seu tom é rouco.

Minhas lágrimas se tornam abundantes, e não há qualquer possibilidade de controle de minha parte.

— Meu amor! — seus dedos tocam meu rosto cuidadosamente. — Oh, Deus! — lágrimas escapam de seus olhos. — Amo tanto você. — espalha beijos por meu rosto.

Seus olhos castanhos se fixam aos meus enquanto mais lágrimas escorrem por suas bochechas. Um sorriso é formado em seus lábios lentamente, descrente.

Tento dizer algo, mas minha voz não sai.

— Tudo bem. — Justin diz. — Tudo bem, fica calma. — a máquina que monitora meus batimentos cardíacos faz barulho e atrai sua atenção. — Vou chamar a médica.

HER | FINALIZADAOnde histórias criam vida. Descubra agora