Luísa Clark nunca pensou que uma troca de olhares com um anônimo poderia mudar tanto sua vida, mesmo que o chão tenha tremido sob seus pés naqueles poucos instantes, os quais foram o bastante para Justin Bieber decidir que ela seria dele.
No instan...
Eu sou ruim em amar Mas você não pode me culpar por tentar Você sabe que eu estaria mentindo dizendo que Você era o único Que poderia finalmente me consertar Olhando no meu histórico Eu sou ruim em amar – Bad At Love, Halsey – Hopeless Fountain Kingdom.
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Eu sei que algo está acontecendo com Luísa e obviamente ela está tentando esconder isso de mim.
Quando ouvi o tom de sua voz, após minha autorização de entrada, tive plena certeza que ela não estava bem. O sentimento protetor atingiu-me como um raio, as dúvidas e desconfiança atigiram-me como dardos inflamados.
Sua voz estava trêmula, seus olhos passavam medo, suas mãos estavam tremendo, o nervosismo em suas palavras era evidente, suas ações nervosas, sobrancelhas arqueadas; tudo confirmava minhas suspeitas sobre estar acontecendo. Senti o ápice de irritação quando fui informado que ela não havia ido até Oliver como havíamos combinado, mas sim que foi sozinha até o Bronx.
Bronx.
Eu sei que ela foi criada naquele condado, mas aparentemente não há qualquer ligação atual com o lugar. Luísa nem sequer fala sobre ele. Ou talvez seja apenas comigo que ela não fale.
Bebo mais um gole do uísque em meu copo e olho pela janela do meu escritório, vendo o clima ameno daquele final de tarde.
A raiva contamina todo meu corpo, eu quero ir até aquele lugar em que ela está e trazê-lq de volta para casa, pedindo explicações a ela de toda essa merda e cuidá-la.
Mas não irei. Oliver já está seguindo o caminho que eu lhe passei, obtido pelo rastreador que coloquei no celular que dera a ela. Eu sei que é uma atitude extrema, talvez obsessiva, mas Luísa não me dá meios para descobrir o que quero através dela; então, eu tenho que encontrar meus próprios meios para isto.
Ouço meu celular notificar uma nova mensagem e desbloqueio sua tela, batendo o olho nas imagens que Oliver havia me mandado.
Aperto o copo vazio em minha não e sinto os estilhaços de vidro cortarem minha palma. O ciúmes cega meus olhos.
Nas imagens, Luísa está ao lado de um cara de roupas escuras, em uma parede inundada por desenhos coloridos. Sua cabeça está deitada em seu ombro e ela tem uma feição calma em seu rosto, diferente da que tinha quando saiu daqui.
As veias de meu corpo se dilatam quando eu passo o polegar pela tela e vejo outra imagem, a que ela sorri abraçada com o cara.
Luísa é minha. Ela não deveria estar abraçada com outro cara, olhando-o com um sorriso que ela nunca havia me dado.
Minhas pupilas se dilatam quando vejo que ele beija sua testa em uma das imagens e em seguida ela entra em um ônibus que havia acabado de parar no ponto.