A família de Pat chegou na hora do jantar e ele foi informado de que dividiria o quarto com Pran, então pegou sua chave e saiu. Ele suspeitava que isso poderia acontecer, embora preferisse não pensar a respeito. O dia todo ele procurou se manter ocupado para evitar esse pensamento, mas desde que se sentou no banco de trás do carro seu coração batia acelerado. Foi curioso como o simples fato de abrir a porta do quarto para guardar sua mochila fez seus batimentos cessarem por completo ao ver que só havia uma cama de casal.
Sentado na cama, todas as imagens que ele tentou bloquear da noite passada inundaram sua mente. Enquanto se masturbava, ele lembrou de cada detalhe que já tinha visto do corpo de Pran e seu desejo por ele só aumentava e isto não foi ignorado. Contudo, após gozar, ele se sentiu abalado em todas as suas convicções. Seu amor por Pran era real, seu desejo por ele era real, sua necessidade em tê-lo por perto era insuportavelmente real.
Pat lembrava de ter se limpado e tentado dormir, mas não conseguia. As palavras de Pran ecoavam na sua cabeça "não é porque eu gosto de homens, que vou querer ficar com qualquer um que se aproxime". Como ele faria, como ele poderia dizer que o amava? Ele não acreditaria em Pat e o pouco que ele tinha conseguido de afeto seria rechaçado.
Ele esconderia seus sentimentos, Pran nunca iria saber.
Pat se jogou de costas na cama e resmungou:
"Eu gozei pensando nele e agora tenho que dormir ao seu lado. Isso é uma grande piada de mal gosto!"
"Qual é a piada, Pat?"
'O que VOCÊ está fazendo aqui!?" Pat, sobressaltado com a voz de Pran, respondeu com rispidez e o vizinho, que entrou naquele momento, franziu o rosto em desagrado.
"Sua mãe mandou te chamar para jantar e, infelizmente, eu também durmo aqui!"
Pat não queria ter sido rude, mas o susto o pegou desprevenido e agora Pran o olhava estranho. O que mais ele tinha ouvido?
"Por que você está com essa cara?" Pran se arrependeu de ter perguntado assim que proferiu a última palavra. Era óbvio que ele estava constrangido por aquela noite.
"Não é nada. Eu vou..." Pat não sabia o que dizer, nem como andar ou se mover "Eu vou... eu vou comer você... VOCÊ VAI TAMBÉM?" Pat gritou as últimas palavras e Pran pulou para trás. O que estava acontecendo com seu cérebro? Ele tinha desaprendido a falar?
"Eu já jantei!" Pran ainda franzia a testa.
Pat desviou dele e correu para porta.
"Pat!"
Ao ouvir seu nome sendo dito por Pran, todos os músculos dele viraram gelatina e ele se segurou na porta antes de se virar.
"Fala."
"É que..." Pran ficou vermelho e baixou o rosto "aquilo que aconteceu... não era para você entrar no quarto..." ele queria deixar claro que não foi proposital, não foi uma emboscada para que Pat o visse daquele jeito. Ele não era uma tarado. "Eu estava com calor, por isso abri a janela."
"Desculpa! Eu não deveria ter ido! Eu vi a janela aberta e me confundi. Eu nem vi nada! Juro! Não olhei para você." Pat cruzou os dedos atrás das costas e respirou aliviado.
"Não quero que as coisas fiquem estranhas porque a gente vai dormir no mesmo quarto." Na mesma cama gritava o cérebro de Pran.
"Tudo bem! Pra mim não tem problema! É ok ficar na mesma cama. Vai ser legal dormir com você!" Pat queria dar um tiro na própria cabeça por liberar tanta bobagem pelas suas vias orais.
Ele saiu quase correndo e Pran achou que ele estava mais estranho do que o normal. A conversa em si foi desconfortável, então fazia sentido esse comportamento.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
