Pran caminhava sozinho pelo campo de futebol em uma noite abafada. O vento quente soprava no seu ouvido e ele sentia uma onda crescente de medo. Suas pernas e sua bunda doíam e era difícil correr. Ele olhava para os lados como se algo pudesse atacá-lo a qualquer momento. Será que se esconder no vestiário seria seguro?
De repente, ele sentiu como se alguém esbarrasse nele, mas quando se virou, não havia ninguém. As risadas das garotas pareciam distantes e Pran decidiu correr. Provavelmente Pat estaria esperando por ele em algum lugar, ele só precisava encontrá-lo.
No seu primeiro passo, ele percebeu que sua perna direita não se movia, era como se estivesse presa ao chão. Pran segurou sua coxa com as duas mãos e tentou puxar seu pé, mas algo o segurava.
O calor aumentava a cada momento, as risadas pareciam estar se aproximando. Pran começou a gritar por Pat, quando sentiu uma mão cobrindo seu rosto. As risadas agora estavam próximas ao seu ouvido e ele sufocava por causa da mão que cobria seu nariz.
Assustado, ele se remexeu na cama e acordou ofegante. Ele empurrou a mão de Pat, que tinha tapado seu rosto e viu que o lençol estava todo embolado no seu corpo. Além disso, ele ainda tinha que lidar com todo peso de Pat, que dormia espalhado na cama. Ele dormia com os braços abertos e sua perna esquerda se enroscava na perna direita de Pran ao mesmo tempo em que o quadril dele o empurrava para fora da cama.
Pran conseguiu se livrar dele e se levantou, sentindo o suor escorrer pelo seu rosto. O quarto estava abafado, Pran olhou as horas e eram 3h33 da madrugada. Apesar do medo, ele abriu a janela e uma brisa fresca invadiu o local.
“Pran!” Pat falou o nome do namorado mais alto do que devia e quando ele se virou, viu o namorado, sentado na cama com os olhos arregalados.”Por que você abriu a janela? Você viu alguma coisa?”
Pran sorriu. Mesmo que seu pesadelo parecesse real e ele realmente tivesse acordado apavorado, o rosto assustado de Pat o divertia e o fazia ter coragem para enfrentar qualquer ser sobrenatural que aparecesse ali.
“Não, eu não vi nada porque sua mão estava na minha cara.” Pran passou ao lado de Pat e bagunçou seu cabelo “Eu estava com calor.”
Pran foi ao banheiro, lavou o rosto e quando voltou, seu namorado estava sentado, encolhido, segurando os joelhos. Pran deitou, abriu os braços e Pat se aconchegou nele.
“Não tinha nada na janela, né? Você jura?” Pat falou mais baixo dessa vez.
“Não, Pat!” Pran beijou o topo da cabeça dele.
O corpo de Pat estava grudado ao seu, estava quente demais, e os dois suavam. Pat ainda cheirava a suor e sexo e isso era estranho. Pran riu ao pensar nessa palavra: estranho. O estranho gostoso, uma novidade. Ele deveria ter usado essa palavra.
Ele lembrava das coisas que tinham acontecido algumas horas atrás e parecia um sonho. Era constrangedor pensar que Pat tinha colocado sua boca lá embaixo, no entanto tinha sido tão bom. Ele tinha tomado banho antes do namorado chegar, então deveria estar tudo limpo. Pat não se importou de beijá-lo daquele jeito e ainda riu dele. Pran moveu um pouco seu corpo, porque o suor de Pat fazia sua pele grudar na dele e puxava os pelos da sua perna.
Pat resmungou, sonolento, e se agarrou com mais força no namorado. Sua respiração ritmada e suave era o melhor som que Pran já tinha ouvido.
Talvez perdesse para os gemidos dele em seu ouvido antes de gozar. Pran segurou a risada.
Naquela hora em que Pat colocou os dedos nele, Pran pensou que seria tranquilo, que ele aguentaria o seu pau sem problemas.
Pran relembrava a cena e acariciou os cabelos de Pat, que se mexeu novamente, e colocou a cabeça ainda mais para cima do seu peito.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
