Parte 78

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A bermuda de Pran ficava um pouco justa em Pat, mas era o que tinha para vestir. Ele tentava arrumar uma posição confortável para o seu pau dentro dessa bermuda apertada enquanto vigiava suas roupas rodando dentro da máquina de lavar.

Ele nunca tinha usado a máquina de lavar antes e Pran disse que ele deveria aprender. Teria sido bem mais fácil se ele soubesse disso quando dormiu com View e tentou lavar o lençol à mão. Na hora a mancha de sangue não parecia ter saído completamente, mas ao ver o lençol dobrado e guardado no seu armário no dia seguinte, ele ficou orgulhoso do seu trabalho porque o tecido estava completamente limpo.

De qualquer forma, se Pran achava que era importante aprender a fazer isso, ele faria o seu melhor somente para que seu namorado tivesse orgulho dele. Mesmo seguindo todas as instruções que ele tinha passado, Pat estava preocupado com todos os barulhos que a máquina fazia.

“Você não precisa ficar vigiando, ela trabalha sozinha!” Pran apareceu na porta e o chamou para almoçar.

Ele tinha esquentado as sobras do jantar e os dois estavam famintos. Pat percebeu que o namorado se remexia na cadeira e tinha certeza de que tinham exagerado, mas foi tão bom. Ele não entendia porque seu pai estava tão intransigente sobre seu relacionamento, as coisas seriam bem mais simples se ele e Pran pudessem ficar juntos mais vezes...

“MEU PAI! Cadê meu celular!” Pat gritou, se levantou e saiu correndo.

Quando voltou, Pat disse que tinha ficado com medo de seu pai ter ligado, mas para sorte dos dois não havia nenhuma chamada perdida. Curiosamente, o telefone tocou alguns minutos após Pat voltar a comer.

Depois do almoço, Pat foi estender as roupas lavadas e Pran voltou para a casa vizinha, jogou água no muro onde tinha gozado e enrolou a mangueira para guardá-la.

Os dois deitaram no sofá da casa de Pran e ficaram assistindo um jogo de futebol, mas não demorou muito tempo os dois começaram a cochilar. O sofá era estreito e Pran só não caiu porque Pat o prendeu entre os braços com força e enrolou suas pernas nas dele.

Pran sentia o suor se acumular onde os corpos se encostavam e, por mais que tivesse sonhado muitas vezes durante esses dias em dormir assim com ele, sua vontade agora era ir para sua cama e se esparramar nela sozinho.

“Pat?” Pran se mexeu e tentou acordar o namorado “Pat! Acorda!”

Ele resmungou e apertou Pran ainda mais e ainda enfiou o nariz no pescoço de Pran, que se encolheu, tentando não rir.

“Não faz isso!” Pran se revirava no sofá e mesmo sem ver, sabia que Pat se divertia “Pat, para!”

“Eu estava sonhando com você.” Ele murmurou e sua respiração fez cócegas em Pran.

“A gente precisa trocar de roupa, não quero que nossos pais saibam que a gente… sabe… tomou banho e…”

“Esconder evidências.” Ele disse sonolento.

Pat continuava respirando e falando grudado no ouvido de Pran, que sentia a virilha formigar mais uma vez. Não, ele não conseguiria fazer mais uma vez porque estava dolorido e cansado e principalmente porque os pais poderiam chegar.

“A gente precisa levantar.”

A contragosto, Pat o soltou um pouco e ele conseguiu sentar na beirada do sofá sem cair.

“Você fica aqui, eu busco a roupa! Eu comecei esse serviço, então eu termino.” Apesar de ter sugerido isso, Pat foi buscar as roupas no varal resmungando.

“Eu falei que ia pegar e você se meteu, então não adianta fazer essa cara.” Pran falou para irritá-lo.

“Acho justo dividir as tarefas.” Pat jogou as roupas para o namorado enquanto tirava a sua bermuda no meio da sala, para espanto de Pran “Você cuidou da comida e me alimentou, eu cuido das roupas.”

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