Pat se deitou e tentou não pensar no que tinha acabado de ver e ouvir e dormiu segurando o celular desligado.
Quando Pran voltou do ensaio, o quarto de Pat estava todo escuro e parecia que ele já dormia. Ele mandou uma mensagem dizendo que tinha voltado e Pat não visualizou. Então ele mandou outra dizendo que ia dormir. Seria melhor deixar por isso mesmo.
O dia tinha sido diferente de tudo o que tinha imaginado e foi perfeito, ele repassava cada momento deitado na sua cama. A possibilidade de ficar brincando com o cabelo de Pat era algo com que ele sempre sonhou. O calor e peso do corpo dele sobre o seu eram tão confortáveis
Os beijos tinham sido algo que ele não sabia definir nem explicar. Pran passou a mão pelos cabelos e coçou a bochecha encabulado. Mesmo sozinho, Pran sorria constrangido pelo que aconteceu; foi intenso e Pat ficou excitado, dava para ver e sentir. O formigamento na sua virilha o lembrou que as sensações dele foram iguais.
Ele se virou de lado e abraçou o travesseiro. Estava tudo ótimo até o momento em que ele teve aquela pane. Pat percebeu. Pran se culpou por ser fraco, ele não queria ter reagido assim, mas seu corpo não o obedeceu.
Ele não queria que Pat tivesse parado, não queria que ele se preocupasse ou o tratasse com tanta delicadeza. Era essa a palavra? Pran sentia que Pat tinha receio de tocá-lo, como se ele fosse quebrar.
Foi só uma tontura, um mal estar, ele não iria desmanchar se ele continuasse. Não teria nenhum problema se Pat o tocasse. Eles já podiam ir para esse nível?
O coração de Pran começou a bater mais rápido e ele sentiu sua boca secar.
Pran não queria chorar, mas a insegurança em dar esse passo o desesperou. Ele não estava pronto e talvez nunca estivesse e Pat iria procurar outra pessoa.
Ele beliscou a própria perna para sair do estado de ansiedade em que tinha entrado. Ele não iria chorar.
Na manhã seguinte, Pran já estava no carro quando Pat chegou. Pa brigava com ele por estar atrasado e ele a xingava por estar gritando com ele, que nem tinha acordado direito. Era um cenário caótico, mas era conhecido e Pran respirou aliviado.
"Oi!!!" Pat se sentou mais perto dele do que de costume.
"Oi!" Pran murmurou.
"Como foi o ensaio?" Pat perguntava ao mesmo tempo que tentava colocar o cinto de segurança.
"Foi legal." Ele respondeu sem muito entusiasmo. Tinha sido um ótimo ensaio, mas seu sono foi tão ruim, que ele não estava com vontade de conversar.
"Se eu fosse o baterista de vocês, teria sido um show!" Ele falou com animação e convicção e se virou para Pran.
Pran não queria olhar diretamente para ele porque Pat parecia conseguir escanear suas emoções. Ele deu uma risada forçada e olhou pela janela.
Ele sentia os olhos de Pat sobre ele, mas não se virou.
Quando chegaram na escola, Ink esperava por Pa e Pran parou para conversar com elas. Pat seguiu para dentro da escola e ficou com seus amigos.
Pran se distraiu e seu humor melhorou um pouco. Durante uma das aulas, eles precisariam fazer grupos e Pat arrastou Korn para perto de Pran, logo em seguida Wai chegou.
Os três se estranhavam e Pran revirou os olhos.
"Eu vou quebrar a cara dos três se vocês ficarem se encarando desse jeito por mais um minuto. Senta logo, porra!"
Pran falou com autoridade e eles obedeceram. Ele não costumava usar palavras assim, então eles sabiam que ele falava sério.
Muitos alunos agradeciam por Pat e Pran serem geralmente gentis com as pessoas, pois se os dois resolvessem ser violentos, ninguém teria chance.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
