Os garotos viram Dissaya subir as escadas apressada, se entreolharam e Pran apertou a mão de Pat, que se despediu com um beijo rápido e saiu.
Assim que Pat chegou na sua casa, ele correu até o quarto da irmã e entrou sem bater. Pa, que guardava os presentes que tinha ganhado da tia, brigou com o irmão por ter invadido seu espaço e ele a ignorou e sentou na sua cama.
“Eu preciso saber se você contou algo para a tia, sabe, sobre mim e o Pran.” Pat falava baixo e parecia ansioso.
“Claro que não, Pat! Que ideia idiota!” Pa o repreendeu e riu “Mas é óbvio que ela sabe de vocês ou desconfia, pelo menos.” Ela se sentou do lado do irmão.
“O que eu faço? Você acha que a gente vai ter problema?”
Pa olhava incrédula para ele, que nunca tinha se aberto assim sobre suas inseguranças.
“Eu acho que ela está tranquila sobre isso e deve estar feliz por vocês estarem juntos, afinal foi ideia dela colocar os dois idiotas briguentos no mesmo lugar cheio de memórias.” Pa deu um tapa leve na cabeça do irmão, que a olhou feio antes de sorrir.
“Acho que funcionou mesmo.” Ele ficou vermelho.
“Vocês se entenderam?” Pa perguntou e Pat balançou a cabeça afirmativamente “Ainda bem, porque eu não aguentava mais ver os dois fazendo draminha.”
“Ninguém estava fazendo draminha.” Pat empurrou a irmã, que revidou com um chute, porém ele já tinha se levantado e o golpe o acertou na coxa.
“Sai daqui, Pat!” Pa gritou e arremessou um travesseiro no irmão, mas ele já estava fechando a porta.
Alguns segundos depois ele abriu a porta do quarto novamente e entrou.
“O que você quer, Pat?!” Pa perguntou irritada.
Pat riu e Pa o olhou com suspeita e desconfiada sobre o que ele tramava. Seu receio se tornou realidade quando seu irmão se virou, soltou um pum e correu novamente, batendo a porta atrás de si, se divertindo com os palavrões da irmã.
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Pat entrou no seu quarto, se jogou na cama, caindo sobre Nong Nao, que só não reclamou porque era um bichinho de pelúcia, mas ele foi socado, apertado e enforcado pela animação do seu humano.
“A gente não terminou!” Ele contou para Nong Nao, que sorria junto com ele.
Ele precisava falar com Korn, contar que estava tudo bem agora. Assim que pegou o celular, seu primeiro pensamento foi nas fotos e nos comentários que aquele outro garoto tinha deixado para seu namorado.
Essa era uma das coisas que mais tinha incomodado Pat e ele nem lembrou de falar sobre isso com Pran. Ele suspirou, pensando que se tivesse falado, os dois brigariam de novo. Era óbvio que Pran estava fazendo aquilo para provocar ciúmes e ele sabia porque tinha feito a mesma coisa.
“É diferente, sabe?” Pat falou para Nong Nao “Eu nunca teria nada com a View de novo! Ele... ele deixou o garoto ficar pendurado no seu pescoço.”
Quando Korn atendeu o telefone, ele tinha certeza era de que os amigos ainda estavam brigados, mesmo Pat dizendo que os dois tinham conversado. A voz do amigo soava amargurada, então Korn contou que Wai ia passar o dia com a mãe e perguntou se Pat gostaria de ir até a casa dele para assistirem um filme mais tarde. Ele concordou e desligou.
Não adiantava ficar remoendo essa história, Pat falou para Nong Nao, se isso o incomodava, ele deveria falar com Pran.
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Depois do almoço, Pran e Dissaya foram até a casa ao lado e o garoto foi procurar por Pat, enquanto sua mãe sentou na sala com a amiga.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
