Parte 37

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Durante o recesso entre os semestres, Pat teve que ajudar seu pai na loja, já que seria sua obrigação assumir os negócios da família no futuro. Os planos de ficar junto com Pran nesses dias de folga foram todos cancelados.

Seu pai o colocou para fazer todos os serviços possíveis: varrer, conferir estoque, fazer vendas, descarregar materiais, fazer entregas, tudo, absolutamente tudo. Ele mal tinha tempo para responder as mensagens do namorado.

Pran entendia, entretanto isso não o impedia de se sentir frustrado. Ele não tinha muito o que fazer durante o dia, então tentou marcar com Wai para ir ao cinema, mas o amigo também estava ocupado.

Sem muitas opções, ele e Pa passavam as tardes juntos. Ink às vezes aparecia e as duas ficavam conversando um pouco com ele e depois iam para o quarto de Pa. Era legal perceber que a amizade delas era tão forte.

Nesse dia, a falta do namorado o tinha deixado bem amuado, por isso, quando as meninas saíram para conversar, ele foi para o quarto de Pat e se deitou com Nong Nao.

Ele amava Pat, porém Nong Nao continuava sendo nojento. Mesmo assim, ele o abraçou e dormiu, sentindo o cheiro do namorado no travesseiro.

Mais tarde, Pa acompanhou Ink até o portão e quando voltou, viu Pran dormindo no quarto do irmão. Com receio de que Pat brigasse com ele, Pa o acordou.

Os dois desceram juntos as escadas na hora em que a mãe dela entrava em casa. Pran ainda bocejava, apoiado na amiga, quando passou pela tia, a cumprimentou com cara de sono e foi embora.

"Ele estava com você aqui? Vocês dois sozinhos?" A mãe de Pa perguntou ligeiramente em choque.

Pa não queria contar que Ink esteve ali, ela preferia que sua mãe não soubesse, então confirmou que Pran tinha tirado um cochilo no seu quarto e foi para o sofá assistir televisão.

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Assim que entrou na sua casa, o celular de Pran vibrou e era uma mensagem de Pat o chamando para ir ao cinema. Os dois nunca tinham feito isso sozinhos e Pran não conseguiu conter sua felicidade.

Ele viu quando Pat chegou no final da tarde e ficou esperando por ele na janela do seu quarto até que seu celular começou a vibrar.

"Oi!" Pran atendeu e ouviu a respiração ofegante de Pat, que parecia ter corrido, e o som da porta trancando.

"Oi! Vou tomar banho. Tem uma sessão daqui uma hora, eu acho!" Quando terminou de falar, ele apareceu na janela e acenou para o namorado.

"Eu já estou pronto! Vai logo!" Pran não queria parecer tão ansioso, mas dormir sentindo o cheiro dele aumentou ainda mais a falta que sentia dos abraços de Pat.

"Já estou indo, deixa eu tirar a roupa primeiro!"

Pat soltou o celular, tirou a camiseta e ficou olhando a reação de Pran.

Essa ainda era uma visão que causava muitas sensações em Pran, porém dessa vez ele conseguiu se controlar e o olhou com desdém.

"Um palhaço na minha janela de novo!" Pran provocou.

Pat o encarou com um misto de raiva e desafio.

"Você ama esse palhaço ainda?" Pat estreitou os olhos e Pran sabia que estava perdido.

"Um pouco!" Pran deu de ombros.

"Você é tão cruel comigo e eu amo tanto você!" Ele se encostou na beirada da janela e desceu a mão até virilha.

"Eu também te amo, Pat, vai tomar banho!" Pran engoliu seco e tentou manter a compostura.

"Estou indo!" Ele mandou um beijo no ar, desligou o celular e o jogou na cama, sem sair de onde estava.

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