Oi!
Hoje vou começar com aviso antes do capítulo.
Não é aviso de gatilho, não se preocupem.
Eu só queria dizer que não vou mais conseguir postar todos os dias. Eu já venho falhando com vocês há algum tempo e agora está ficando pior.
Vou me esforçar para postar todas às segundas, quartas e sextas.
Quando as coisas estiverem mais tranquilas (trabalho e casa), eu volto a postar mais vezes.
Espero que vocês gostem do capítulo de hoje.
💚❤️
______________________________
Pela primeira vez ao voltar para casa no fim da tarde, Pran teve medo de estar na rua ao escurecer.
Korn até tinha colocado um filme para eles assistirem, mas Pran estava aterrorizado com as irmãs dele que vez ou outra corriam atrás do sofá da sala, em outros momentos ele ouvia passos na escada e quando se virava não tinha ninguém. Sem contar aquelas risadas em eco que ele tinha certeza de que iriam provocar pesadelos por alguns dias.
Pran agarrou com mais força a mão de Pat, que estava completamente alheio ao seu pavor.
Pouco antes deles chegarem, o pai de Pran comentava com a esposa sobre o menino que continuava curtindo todas as fotos do filho, exceto a foto daquele dia em que ele estava com Pat. Dissaya o repreendeu e pediu para que ele não continuasse com essa loucura e deixasse o filho viver do jeito que quisesse.
Você não vê que depois que o menino começou a conversar com nosso filho, parece que ele voltou a ser do jeito que era?"
"Esse é mais um motivo para você ficar quieto." Ela falou séria "Eu não quero magoar e nem perder meu filho de novo."
E ele se calou no exato momento em que o filho pisou dentro de casa.
O jantar tinha sido ótimo, Pran e seus pais conversaram animadamente sobre as vendas da loja e os planos para o próximo ano e quando Pran fosse para a faculdade. Ele ainda estava em dúvida entre a Faculdade de Música e a de Arquitetura e os pais disseram que apoiariam qualquer curso que ele escolhesse.
Pran saiu carregando o saco de lixo, feliz com a conversa que tiveram, quando alguma coisa passou voando próximo a sua cabeça. Assustado, Pran se abaixou e na hora lembrou das risadas pavorosas das gêmeas. Ele se levantou com agilidade e jogou o saco de qualquer jeito na lixeira e correu para dentro de casa.
Ele lavou as mãos e o rosto e seu coração ainda estava disparado ao voltar para junto da mãe.
"Está tudo bem, filho?" Dissaya perguntou ao ver o filho pálido.
"Sim, está sim, mãe!" Ele tentou se acalmar "Eu estava pensando... é... eu posso... eu queria... o Pat pode dormir aqui hoje?"
Pran nunca havia pedido permissão para que o vizinho dormisse em sua casa, eles somente avisavam o que iriam fazer. Contudo, por causa da suspeita de que sua mãe sabia sobre eles, Pran resolveu pedir a fim de evitar problemas. Seu rosto tinha mudado do pálido amedrontado para o vermelho encabulado em uma fração de segundos.
Dissaya sorriu, com as bochechas também levemente ruborizadas.
"Claro. O Pat sempre pode dormir aqui. Vocês... vocês dois estão... bem?"
Pran baixou os olhos e suas covinhas apareceram e ele balançou a cabeça para cima e para baixo.
"A gente está bem, sim, mãe!"
"Que bom, meu amor!" Ela o beijou na testa "Eu só... por favor... se cuidem, ok?"
Pran coçou a nuca e concordou.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
Hayran KurguE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
