Pran subiu para o quarto de Pat e dormiu quase que imediatamente. No horário do jantar, seu namorado tentou acordá-lo, mas ele se virou para outro lado sem nem abrir os olhos. Ele acordou de madrugada e relembrou de tudo o que tinha acontecido e infelizmente tinha sido real.
Não foi um pesadelo, foi real.
Pat dormia no chão em um colchonete colocado ao lado da cama; um dos seus braços estava esticado acima da sua cabeça e o outro cobria seus olhos. Sua boca levemente aberta, com um pequeno fio de saliva escorrendo, fez Pran rir.
De cima da cama, Pran admirava o namorado. De toda essa loucura, lembrar dele ao seu lado, segurando suas mãos, sendo seu suporte, era a única boa lembrança daquele dia. Nong Nao não estava com ele e Pran achou estranho. Ele sondou debaixo da cama e não estava no chão e nem no meio das cobertas emboladas entre suas pernas. Ele se sentou e notou que a pelúcia estava na cama, ao lado do seu travesseiro. Pran coçou a nuca, sentindo o coração palpitar, porque sabia que Pat só abriria mão do seu bichinho caso pensasse que ele não estava bem.
Sem fazer barulho, Pran se levantou e foi ao banheiro, mas, quando voltou, Pat se espreguiçava.
“Oi! Você quer comer alguma coisa?” Pat balbuciou entre bocejos.
“Não. Por que você está dormindo no chão?”
“Porque minha mãe arrumou o colchonete aqui.”
“E por que você não deitou comigo depois que fechou a porta?” Pran queria ter acordado e sentido o calor de Pat, tudo ficaria melhor se fosse assim.
“Porque eu não sabia se podia, se você iria querer, achei melhor esperar você acordar.”
“Eu sempre quero você do meu lado.” Pran deitou no colchonete “Obrigado por ter se preocupado. Os meus pais… eles estão… eles falaram alguma coisa?”
“Eles vieram te chamar, mas você estava dormindo. Está tudo bem entre eles. Eu falei que você tinha comentado comigo sobre as suspeitas do seu pai e que a gente tinha dado risada.” Pat cheirou os cabelos de Pran “Eu falei que aquela conversa foi bem perturbadora.”
“Obrigado.” Pran passava o indicador sobre a mão de Pat e via pequenas marcas das suas unhas na pele dele “Desculpa por ter te machucado.”
“Não tem problema, eu nem senti.”
Pat deitou a cabeça no peito do namorado e se encaixou ao seu lado, completamente inebriado pelo cheiro de Pran, que continuou acariciando seus cabelos. Não demorou muito, a respiração de Pat ficou mais compassada e lenta e Pran, perdido no ressonar dele, dormiu também.
De manhã, antes dos pais de Pat acordarem, Pa bateu na porta do quarto dos meninos. Pat despertou primeiro e foi ao banheiro, em seguida Pran se espreguiçou e sentou na cama do namorado, colocando Nong Nao no colo.
Ele precisaria tomar coragem para sair de lá e encarar os tios e os pais. Pouco tempo depois, a mãe de Pat abriu a porta devagar e sorriu amorosamente quando viu Pran acordado. Pran agradeceu mentalmente à Pa pelas batidas mais cedo.
“Bom dia! Como você está, meu amor?” Ela perguntou tentando não parecer preocupada.
“Eu estou bem, tia!” Pran esticou os lábios no que parecia um sorriso. “Obrigado por me deixar dormir aqui.”
“Sempre que você precisar, meu querido! Você está com fome? Vou preparar nosso café! Onde está Pat?”
“No banheiro. A gente já vai descer!”
Ela acenou e encostou a porta.
Pran se virou para o banheiro ao ouvir o som da descarga e um pouco depois Pat surgiu, enxugando as mãos na roupa.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
