Pat e Pran se afastam para respirar e, enquanto Pat sorria, Pran ficou em choque e o empurrou para dentro do quarto.
"Por que você fez isso, Pat?" Pran não acreditava no que tinha acabado de acontecer.
"Você disse para eu te beijar."
"Eu não disse isso!! Você está louco?"
"Você disse que seu eu gostasse de você, era para eu te beijar." Pat parecia confuso com a reação e Pran.
"Não! Eu disse que você deveria ter beijado a garota."
"Que garota?"
"A garota de quem você gosta, Pat!."
"Eu não sei de quem você está falando, Pran!" Tudo ficava cada vez mais complicado de entender.
"A garota da PISCINA! Não era por causa dela que você estava com ciúme de Luke?"
"Eu não estava com ciúme de garota nenhuma."
O rosto de Pat ficou vermelho e ele deu um passo para trás e Pran cobriu a boca estarrecido. A consciência do grande equívoco que foi toda a conversa anterior atingiu os dois como uma grande onda de vergonha que os cobriu e os sufocou.
"Você estava com ciúmes de quem, Pat?" Pran foi o primeiro falar.
"De ninguém." Pat tentou mentir, mas, além do seu rosto o denunciar, sua voz também falhou.
O coração de Pran batia em um ritmo descompassado, seu nervosismo era tão grande que sua cabeça queimava por dentro e suas orelhas ardiam.
"Pat, por que você me beijou?" As mãos de Pran suavam, suas pernas tremiam e seu estômago parecia não caber dentro da sua barriga.
Pat não estava melhor, no entanto, passado o susto, ele não via motivo para mentir ou fingir, afinal a confissão já tinha escapado e Pran tinha retribuído o beijo. Então, de certa forma, deveria haver algum sentimento por parte do outro, mesmo que ele tenha confundido as coisas de maneira tão estúpida.
"Eu beijei você porque eu gosto de você." Ele disse seguro de si e Pran não conseguia acreditar no que ouvia.
"Gosta como irmão, não é?"
"A GENTE NÃO É IRMÃO!" Pat foi enfático em responder, ele nunca o beijaria se fosse nesses termos.
Os dois se encararam por um tempo e uma gargalhada de alívio brotou de suas bocas. O fato por si só não era engraçado, mas a tensão e o nervosismo encontraram um escape nesse momento e eles riram até suas barrigas doerem. A mãe de Pat que passava pelo corredor naquela hora, perguntou se estava tudo bem. Eles disseram que sim e ela seguiu feliz por ver o quanto os seus meninos se davam bem.
Pran tentava recuperar o fôlego e não sabia como agir, seu instinto de sobrevivência à situações de interação social dizia que o melhor era fugir.
"Eu preciso ir." Essas foram as únicas palavras que ele foi capaz de proferir.
Pat correu até ele e segurou sua mão, impedindo-o de sair, e seus olhos imploravam para que ele ficasse. Os dois se olharam constrangidos e Pat sondou se sua mãe já tinha voltado para o andar debaixo.
Ele fechou a porta e tomou coragem para começar a falar.
"Pran, deculpa, eu confundi as coisas, eu achei que você sabia... é.... bom...eu gosto de você, sabe, por tudo o que você falou, eu imaginei..."
"Eu não tinha ideia..."
"E eu vou entender se você não se sentir do mesmo jeito." Pat o interrompeu e se apressou em dizer, por dentro ele se sentia estúpido e tinha raiva de si mesmo.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
