Pran segurava o rosto de Pat com as duas mãos e o beijava com ternura, em seguida se afastou um pouco e manteve sua testa encostada na dele.
“Por que você me olhou daquele jeito!” Pran sussurrou e deu um tapa no ombro no namorado.
“Porque eu gosto de ver sua cara quando está envergonhado.” Pat deu um selinho na sua boca e na sua testa “E engraçado que você não parecia envergonhado no meu quarto naquela noite.”
Pran o empurrou, coçou a orelha e se virou para a porta, depois para Pat e se decidiu pela saída e andou em direção a porta. Pat deixou o cartão na escrivaninha dele e correu atrás do namorado.
O relacionamento deles se fortalecia a cada dia, eles aprendiam e se descobriam juntos, eles não se cobravam e nem apressavam nada, cada passo que davam era respeitando um ao outro, seus desejos e seu tempo.
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No dia da festa deles, os pais ficaram na casa de Pran e os meninos, Pa, Ink, Korn, Wai, Safe e Louis se reuniram na casa de Pat, que havia sido decorada por Ink, Pa e sua mãe.
Pran, Louis e Pa cantavam no karaokê na sala, Wai e Safe assistiam e se divertiam com os falsetes de Louis, enquanto Ink e Pat colocavam alguns petiscos numa bandeja para levar para o amigos e Korn roubava a comida que eles tentavam carregar.
Ink se irritou e mandou Pat tirá-lo de perto dela. Korn fingiu ter sido ofendido e Pat o empurrou para longe e Ink passou com a bandeja de comida e pediu para eles levarem os refrigerantes.
Da cozinha, Korn gritou para Wai se ele estava com sua mochila e Wai a pegou e levou até o namorado. Safe perguntou, brincando, desde quando Wai era ajudante de Korn, os garotos não ouviram, mas Pat chamou Safe para que eles cantassem a fim de distraí-lo.
A dupla era ruim e, quando errava, Pat franzia a sobrancelha e virava o rosto para o lado oposto ao do namorado, com medo de ser julgado, mas Pran admirava seu empenho em tentar cantar dentro do tom e ele acreditava que com alguns ensaios os dois poderiam cantar juntos também.
Korn pegava petiscos para Wai e o servia o tempo todo (inclusive com a cerveja contrabandeada pelo Tio Zao para a festa, já que os pais dos aniversariantes proibiram bebidas alcoólicas).
Louis perguntou porque Ink só tirava foto de Pa e ele propôs uma foto com todos juntos e Wai pediu para enviarem para ele, porque também queria uma foto mas estava sem celular. Nessa hora, Korn bufou e cruzou os braços zangado e seu namorado revirou os olhos. Eles não foram nada discretos nesse desentendimento e Safe perguntou o que estava acontecendo, afinal, novamente ele se sentia excluído de alguma coisa que ele não sabia o que era, mas que todo resto da banda parecia entender. Korn balançou a cabeça se negando a responder, mas visivelmente bravo e chateado.
“Eu não vou discutir isso de novo, Korn!” Wai respondeu.
“Quem vai cantar agora?” Pat se levantou batendo palmas, fingindo animação para tentar chamar atenção do grupo e Pran foi para o lado dele, puxando Safe pela mão, mas ele se soltou e encarou o casal.
“Discutir sobre o quê?” Safe perguntou.
“Deixa isso pra lá!” Pran disse e Pat concordou “O que você quer cantar?”
“Eu quero saber o que está acontecendo, porque estou cansado de ficar de fora. Vocês todos estão estranhos.” Ele falou magoado.
Korn continuava de braços cruzados e assistia televisão, embora não tivesse nenhuma programação sendo exibida, Wai inspirou e expirou alto, cansado e deixou os ombros cair para frente em sinal de derrota.
“Eu não quero usar o celular novo que ele me deu, por isso ele está bravo!” Ele confessou.
“Por que você deu um telefone para ele?” Safe, Louis, Pa e Ink perguntaram ao mesmo tempo.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
