Parte 42

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AVISO DE GATINHO:

Esse capítulo contém cenas fofas e quentinhas.

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Um vento forte começou a soprar e, assim que saiu do banheiro, Pran correu atrás de Pa e sua mãe para ajudá-las a recolher as coisas do jardim. A chuva não demorou muito a chegar e os garotos nem tiveram tempo de conversar.

Do seu quarto, Pran falava com Pat pelo celular e era divertido ouvir a indignação do namorado por ter sido ludibriado pela irmã. Ela não era uma pessoa ruim, ele sabia e não tinha se enganado, Pran se sentia bem por conseguir perceber isso. Ele queria tanto estar com Pat agora, mas eles estavam deitados em suas camas, separados pelo muro e pela chuva torrencial que caía. A luz apagou e voltou algumas vezes, até que tudo ficou no mais completo escuro.

Pran perguntou se Pat estava bem e ele disse que ficaria a salvo enquanto estivessem conversando. Pat não era tão medroso assim, sua casa já tinha ficado sem energia outras vezes, mas era gostoso ouvir a preocupação do seu namorado.

Já era tarde, a chuva tinha praticamente acabado e os dois precisavam dormir, além disso, as baterias dos celulares estavam no fim. Eles se despediram e Pran ficou olhando para o teto.

Pran sorria cada vez que repassava em sua cabeça que tinha contado para Pa que os dois eram namorados. Não foi um beijo qualquer e sem importância o que ela viu, foi um beijo que ele tinha dado no namorado.

Seu namorado, que fazia todos os seus sentimentos ficarem confusos e o aceitava e cuidava dele nos momentos mais complicados. Pat o amava, se importava com ele e se arriscava por ele.

Será que ele conseguiria fazer a mesma coisa? Seria loucura fazer isso.

Pran se sentou olhou para a janela e sussurrou sozinho que era estupidez fazer aquilo e se deitou de novo.

Ele abriu e fechou a mão, até que se irritou e entrelaçou seus dedos.

“Não, você não vai fazer isso!”

Ele falava enquanto batia o polegar na ponta de cada dedo, como se contasse até quatro e depois voltasse ao começo de novo.

Não adiantava ficar deitado, então ele levantou e trancou a porta e foi até a janela. A chuva tinha parado, mas escuridão ainda prevalecia.

“Não, eu não consigo!” Ele ruminava que nunca seria capaz de se equilibrar o muro molhado, ainda mais nessa escuridão.

Pat estava lá sozinho nessa escuridão.

Ele respirou fundo mais uma vez e se contorceu para passar pela janela. Talvez ele tivesse subestimado o tamanho das suas pernas porque não foi tão difícil alcançar o muro. Ele soltou o ar com força, tentando se acalmar e se equilibrar.

Eram poucos passos andando sobre os tijolos úmidos, antes dele ter que se jogar na janela de Pat.

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Pat desligou o celular, fechou os olhos e apertou Nong Nao, que estava ao seu lado e o protegeria.

Era estranho como tudo ficava mais barulhento no escuro. O vento parecia mais forte, os grilos eram mais agitados, ele sentia que seria capaz de ouvir até as aranhas tecendo suas teias. Era uma coruja piando do lado de fora? Ele não sabia e por segurança cobriu os pés e a cabeça, pois, seja lá o que fosse, não o pegaria se ele estivesse embaixo do lençol.

Seu coração disparou quando ouviu o som de uma pancada, depois um pequeno grunhido e, logo em seguida, um suspiro. Não era coisa da sua cabeça, tinha alguma coisa do lado de fora do seu quarto.

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