Parte 72

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 “Não!” O pai de Pran falou “O Pran está de castigo e…”

“PAI! Por quê? Mãe!” Pran olhava do pai para a mãe e ela respirou fundo.

“Seu pai tem razão. O que vocês dois fizeram foi errado…”

“Mas, tia, ninguém se machucou e…” Pat tentou intervir.

“Pran está de castigo e ponto final!” Dissaya deu sua última palavra.

“Você também, Napat!” A mãe dele falou séria.

“Vocês estão fazendo isso porque não aceitam nosso namoro!” Pran resmungou e Pat concordou com ele.

“Não seja igual seu pai! Não inventa coisas, não, garoto!” Ming disse e recebeu uma cotovelada do amigo “Ninguém está contra vocês.”

“Estão sim!” Pat enfrentou o pai.

“Vocês dois foram imprudentes e se colocaram em risco e por isso estão sendo punidos, não misture as coisas, Pat!” Ming falou mais alto.

“Agora é da escola para casa e de casa para a escola até acabarem as aulas. E cada um dormindo em sua própria casa!” O pai de Pran falou.

Pat e Pran quiseram reclamar e seus pais fizeram sinal para que eles se calassem.

“Ai! Parem de dar chilique, vocês dois! Vocês ficam juntos o dia todo e a gente só tem mais uma semana de aula!” Pa falou entediada.

Os garotos se entreolharam um pouco envergonhados pelo comportamento exagerado e ao mesmo tempo decepcionados por não poderem dormir juntos como tanto ansiavam.

As famílias se despediram e Pat abraçou Pran e eles se beijaram no rosto. Os pais não sabiam se olhavam, se saíam ou se disfarçavam.

Pran foi para o seu quarto e Pat e Pa caminharam juntos para casa. Os pais continuaram conversando mais um pouco e os quatro pararam junto ao portão que ligava os dois quintais.

“Da sua casa até o muro tem um metro?” Ming tentava medir.

“Sim, tem o mínimo exigido pela prefeitura, mas da sua casa até o muro tem um metro e… vinte? Trinta?”

“Eles foram tão imprudentes!” As mães examinavam o espaço entre as casas.

A janela do quarto de Pat ficava um pouco mais próxima do fundo do quintal e não era alinha com a janela de Pran, por isso eles precisavam dar alguns passos se equilibrando sobre muro.

“Eles devem se segurar na árvore do seu lado conseguir alcançar o muro.” O pai de Pran apontou e tentou dar uma passada, se esticando para cobrir aquela distância e se desequilibrou.

“Se no chão, você já cai, imagina lá em cima?” Ming brincou ao segurar o amigo.

“Não diz isso!” Dissaya deu um tapa em Ming “Não gosto nem de pensar nessa possibilidade.”

“Lembra quando os dois pegaram aquela febre? Eles não tinham nem dez anos ainda e ficaram uma noite inteira no hospital e minha vida já parecia sem sentido.” A mãe de Pat falou e seus olhos encheram de lágrimas.

Dissaya abraçou a amiga.

“Pelo menos dos dois lados tem esses arbustos, acho que minimizariam os machucados se um deles caísse." Ming ponderou.

“Esse arbusto é cheio de espinhos! Tinha um plantado perto da garagem, mas eu pedi para o Chai tirar quando o Pat caiu em cima dele de bicicleta.”

“Eu lembro. O Pran tentou esconder que tinha pego a caixa de primeiros socorros, mas quando eu descobri que foi para cuidar do machucado do Pat, eu não consegui ficar brava com ele.” Dissaya disse cheia de orgulho e emocionada.

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