“Não!” O pai de Pran falou “O Pran está de castigo e…”
“PAI! Por quê? Mãe!” Pran olhava do pai para a mãe e ela respirou fundo.
“Seu pai tem razão. O que vocês dois fizeram foi errado…”
“Mas, tia, ninguém se machucou e…” Pat tentou intervir.
“Pran está de castigo e ponto final!” Dissaya deu sua última palavra.
“Você também, Napat!” A mãe dele falou séria.
“Vocês estão fazendo isso porque não aceitam nosso namoro!” Pran resmungou e Pat concordou com ele.
“Não seja igual seu pai! Não inventa coisas, não, garoto!” Ming disse e recebeu uma cotovelada do amigo “Ninguém está contra vocês.”
“Estão sim!” Pat enfrentou o pai.
“Vocês dois foram imprudentes e se colocaram em risco e por isso estão sendo punidos, não misture as coisas, Pat!” Ming falou mais alto.
“Agora é da escola para casa e de casa para a escola até acabarem as aulas. E cada um dormindo em sua própria casa!” O pai de Pran falou.
Pat e Pran quiseram reclamar e seus pais fizeram sinal para que eles se calassem.
“Ai! Parem de dar chilique, vocês dois! Vocês ficam juntos o dia todo e a gente só tem mais uma semana de aula!” Pa falou entediada.
Os garotos se entreolharam um pouco envergonhados pelo comportamento exagerado e ao mesmo tempo decepcionados por não poderem dormir juntos como tanto ansiavam.
As famílias se despediram e Pat abraçou Pran e eles se beijaram no rosto. Os pais não sabiam se olhavam, se saíam ou se disfarçavam.
Pran foi para o seu quarto e Pat e Pa caminharam juntos para casa. Os pais continuaram conversando mais um pouco e os quatro pararam junto ao portão que ligava os dois quintais.
“Da sua casa até o muro tem um metro?” Ming tentava medir.
“Sim, tem o mínimo exigido pela prefeitura, mas da sua casa até o muro tem um metro e… vinte? Trinta?”
“Eles foram tão imprudentes!” As mães examinavam o espaço entre as casas.
A janela do quarto de Pat ficava um pouco mais próxima do fundo do quintal e não era alinha com a janela de Pran, por isso eles precisavam dar alguns passos se equilibrando sobre muro.
“Eles devem se segurar na árvore do seu lado conseguir alcançar o muro.” O pai de Pran apontou e tentou dar uma passada, se esticando para cobrir aquela distância e se desequilibrou.
“Se no chão, você já cai, imagina lá em cima?” Ming brincou ao segurar o amigo.
“Não diz isso!” Dissaya deu um tapa em Ming “Não gosto nem de pensar nessa possibilidade.”
“Lembra quando os dois pegaram aquela febre? Eles não tinham nem dez anos ainda e ficaram uma noite inteira no hospital e minha vida já parecia sem sentido.” A mãe de Pat falou e seus olhos encheram de lágrimas.
Dissaya abraçou a amiga.
“Pelo menos dos dois lados tem esses arbustos, acho que minimizariam os machucados se um deles caísse." Ming ponderou.
“Esse arbusto é cheio de espinhos! Tinha um plantado perto da garagem, mas eu pedi para o Chai tirar quando o Pat caiu em cima dele de bicicleta.”
“Eu lembro. O Pran tentou esconder que tinha pego a caixa de primeiros socorros, mas quando eu descobri que foi para cuidar do machucado do Pat, eu não consegui ficar brava com ele.” Dissaya disse cheia de orgulho e emocionada.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
FanfictionE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
