Apesar de sentir cócegas no pescoço, Pran descobriu que amava quando Pat o beijava e o lambia na garganta. Ele sentia sua virilha formigar e um arrepio correr todo seu corpo, as coisas estavam esquentando mais do que deveriam, então Pran pediu para que ele parasse e Pat voltou para sua casa, sob o olhar atento do namorado.
Pran tinha receio de que se eles chegassem ao mesmo ponto da outra vez, talvez não conseguissem parar e, por mais tesão que existisse entre eles, Pran ainda não se sentia pronto para esse passo.
Isso não o impediu, porém, de segurar o próprio pau e pensar em Pat, sua língua, seu calor, seu tamanho, seus gemidos…
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No dia seguinte, Pran desceu para tomar café da manhã e seus pais conversavam sobre algum erro de entrega de materiais. Sua mãe insistia que tinha enviado o pedido corretamente e seu pai dizia que não constava nada no sistema. Ela não achava a guia de solicitação e ele negociava com o cliente uma nova data. As coisas estavam agitadas e demorou um tempo para eles o abraçarem e desejarem feliz aniversário.
Ele ainda estava terminando de comer quando Pat entrou e cumprimentou seus pais e em seguida parou ao seu lado. Pran continuou sentado e o encarou franzindo a testa, porque não era comum os dois se felicitarem ou darem abraços a menos que fossem obrigados, então Pran não entendia o que Pat queria com esse comportamento.
“Anda, Pran! Levanta!”
“O que você quer, Pat?” Ele tentou soar entediado, embora estivesse apreensivo.
“Minha irmã teve uma excursão da escola e saiu mais cedo e pediu para eu te entregar o presente dela." Ele segurava um embrulho pequeno e colocou na frente de Pran "Anda, levanta! Se eu não te der o abraço também ela me mata!”
Dissaya riu e voltou a falar com o marido sobre o problema da loja e os adultos saíram da sala.
Pran levantou, abraçou o namorado, fechou os olhos, Pat o apertou pela cintura e beijou seu pescoço e Pran gemeu baixinho.
“Acho melhor a gente parar, tem alguém muito empolgado aqui e não é por causa do aniversário!” Pat disse se afastando do namorado, que ficou constrangido pelo excesso de libido e pela falta de controle.
“Culpa sua!” Pran cutucou Pat na barriga, indo lavar a louça para depois pegar o presente de Pa.
“É uma bala enrolada em um papel de embrulho?" Pran parecia decepcionado com a amiga.
“Na verdade, era uma desculpa pra eu vir te ver! A Pa vai falar com você à noite!”
“Ai, Pat!” Pran balançou a cabeça de um lado para o outro em negação, porém sorrindo “A gente já está atrasado para aula, anda, vem.” Ele fez um carinho nos cabelos do namorado.
“Não vai falar para os seus pais que você está saindo?”
“Eles sabem! Anda logo, Pat!”
“TCHAU, TIO! TCHAU, TIA!” Pat gritou e Pran o prendeu com uma chave de braço, arrastando o namorado em direção a saída.
Pat se desequilibrou e na tentativa de evitar que o namorado caísse, Pran acabou apertando a garganta dele exatamente na hora que seu pai apareceu. Assustado com o rosto apreensivo do pai, Pran soltou Pat, que caiu de bunda no chão e ficou sentado um tempo massageando o pescoço.
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A semana tinha sido boa. Pran tentava fazer Pat estudar com ele, mas toda hora seu namorado se distraía e tentava beijá-lo de surpresa ou ficava resmungando, dizendo que estudar era chato para, em seguida, esfregar sua cabeça no braço de Pran, pedindo atenção, e isso era irritantemente fofo.
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Tic Tac Toe Bad Buddy Multiverso
Fiksi PenggemarE se Pat e Pran fossem criados juntos? E se não houvesse brigas entre as famílias? Essa história começou com um pensamento aleatório e foi tomando forma e crescendo dia a dia e eu não consegui ignorar. Tic Tac Toe, ou Jogo da Velha, é uma brincadei...
